Jardim Zoológico de Lisboa

25 de setembro de 2018

Já passou quase um mês desde que estivemos no Jardim Zoológico de Lisboa mas queria mesmo escrever-vos sobre esta visita para vos contar uma dica que só agora descobri. Para dizer verdade não fui eu que descobri, foi a minha amiga Rita que planeou os nossos passeios ao detalhe e encontrou descontos fantásticos para todos os locais! 

Esta já foi a nossa segunda visita ao Zoo com a Bianca e a verdade é que se por um lado fico triste por aqueles animais não estarem onde pertencem, por outro fico de coração preenchido ao ver que a maioria está inserida em habitats naturais com óptimas condições. Não percebo nada de animais selvagens, e se calhar é apenas a percepção de uma leiga no assunto, mas os animais que me deixam com mais pena são mesmo as aves e os golfinhos. Acho que se devem sentir limitados nos espaços que têm... e algumas das espécies de macacos que também estão em jaulas, embora que muito grandes! Mas como disse ao início, não é a minha área e tenho a certeza que são bem tratados porque todos eles estão bonitos e notoriamente bem alimentados. 


De qualquer das formas, os animais estão ali e ali irão permanecer e a verdade é que precisam de nós para serem alimentados e para terem cada vez melhores condições. Os miúdos adoram conhecer as várias espécies e para a grande maioria é um dia mágico. Contudo não é uma visita que se possa fazer com grande frequência porque os bilhetes ficam caros.

Até aos 2 anos as crianças não pagam. Dos 3 aos 12 pagam 14,50€ e é aqui que vos quero contar um segredo. Se passarem pelo site do Zoo encontram uma zona com ofertas e descontos e há algumas formas de o bilhete deles ser totalmente gratuito. Nós optámos por fazer o cartão Olá, que é também gratuito e muito fácil de fazer e mediante a apresentação do mesmo, no momento da compra dos bilhetes, os miúdos não pagaram nada. Para além das ofertas e descontos para crianças há também alguns para os adultos, nomeadamente com cartão da BP e da Fnac. Antes de irem programem a visita, dediquem alguns minutos a explorar o site e a perceber qual a forma mais económica. Vale a pena!

Não sei quando será a nossa próxima visita, mas certamente que iremos regressar mais vezes porque a pequena adora! Assim que possível falo-vos também da nossa ida à Kidzania e ao Oceanário!




Fui à Tosquia

24 de setembro de 2018

A primeira vez que passei no Tosquia o que mais me chamou à atenção foi o nome. Pareceu-me uma aposta ousada numa cidade tão convencional como Leiria. Tive curiosidade, mas nunca lá entrei até que o destino me cruzou com a Joana Oliveira, uma das excelentes cabeleireiras do espaço. 

Os anos foram passando e embora eu seja uma péssima cliente para tudo o que são serviços de beleza [passo bem anos sem lá pôr os pés] pus a minha crina nas mãos da Joana e não podia ter gostado mais. De tudo. Do resultado final, do serviço, do espaço e da simpatia de quem me recebeu. 

Hoje voltei ao Tosquia, mas desta vez quem me fez o corte foi o Vasco, que é a quem comanda as tropas no Tosquia. Todo o processo foi filmado e o Vasco já sabia o que queria fazer mas teve o profissionalismo de me explicar tudo detalhadamente, perceber os meus gostos e pedir a minha opinião. Dei-lhe carta branca para usar a tesoura, não só porque o meu cabelo precisava mesmo, mas porque também eu precisava desta mudança. 


Nesta foto podem ver que o que às vezes parece um simples vídeo, de poucos minutos, exige muito trabalho de bastidores, muitos acessórios e algumas repetições.

Gostei mesmo muito do resultado final. Sinto-me mais leve e acho que fiquei com ar mais de menina. Convenhamos que com a chegada dos 34 é tudo o que se deseja!


E agora, a pergunta que ninguém quer calar: de onde é esta camisola super gira e já a chamar os dias de Outono? É de uma loja cheia de charme, também de Leiria, que visitei no Sábado. A CloseThings é assim um espaço super querido onde encontramos de tudo um pouco: acessórios de cabelo, colares pulseiras, lenços, malas, cestas e roupa. Se procuram peças que se destaquem das restantes lojas, se procuram atendimento personalizado e roupa em matchy matchy para mãe e filhos, esta é a loja que procuram. Acreditem em mim!

Dirão os mais críticos que este post não tem nada a ver com maternidade, mas sabem que mais? Tem tudo! Porque para podermos cuidar dos nossos também precisamos de cuidar de nós. E às vezes bastam 30minutos para ir ver roupa, ou uma ida ao cabeleireiro, para ganhar fôlego para uma semana. Cuidar de nós não é egoísmo. Dedicar tempo a nós mesmas não é apenas vaidade [sim, porque vaidade também faz falta!]. Cuidar de nós é uma necessidade e é também um exemplo! 

Que a vossa semana seja feliz!

Pia do Urso ♥

23 de setembro de 2018

Já conheço a Pia do Urso há alguns anos e sabe sempre bem voltar. É um Ecoparque Sensorial que fica perto de Fátima. É um sítio tranquilo com duas zonas de mesas para picnic, que tem um cantinho com escorrega para os miúdos, tem um restaurante, cafés e um percurso pedestre com história e animações. 

Todas as casas são de pedra e estão impecavelmente arranjadas. Nesta aldeia reina a calma e a tranquilidade e o som predominante é o da natureza. É sem dúvida um local agradável para passar um dia diferente em comunhão com a natureza ou mesmo um fim-de-semana longe de tudo, uma vez que algumas das casas podem ser alugadas. 



O post de hoje é assim pequenino só mesmo porque vos queria mostrar este local! Se conhecerem sítios assim giros pela zona centro partilhem aqui comigo, sim? O verão está a dar as últimas mas os fins-de-semana ainda estão maravilhosos para passear e conhecer lugares bonitos no nosso querido Portugal! 



Lancheiras do bem

21 de setembro de 2018

Quando a Bianca foi para o infantário eu decidi que levaria os lanches dela para evitar iogurtes açucarados e papas industrializadas. No primeiro ano correu tudo bem porque ela ainda não tinha percepção de que o comer dela era diferente dos restantes amigos. Com o passar do tempo, e para que não se sentisse diferente, começou a comer o mesmo que os colegas na escola. Desta forma iniciou os iogurtes açucarados e de aromas [até aí só comia naturais], o chocolate em pó no leite [em casa só coloco cacau puro] e doces e manteiga de amendoim no pão. 

A partir do momento em que se começam a experimentar as coisas não há grande volta a dar. O paladar fica mais refinado e ao sabermos que um iogurte pode ter um sabor bem mais doce achamos que já não gostamos do natural. E foi por isso que também em casa, mais recentemente, acabei por introduzir os iogurtes de aromas. 

Com a mudança de escola e a necessidade de levar lanche de casa tenho tentado enviar-lhe uma lancheira colorida e simpática, que a faça desviar o olhar dos manhazitos e dos leites achocolatados dos colegas. Para já tem corrido bem. Ela adora a lancheira e a variedade de coisas que lhe mando. 

Aos quatro anos, e estando inseridos em grupos de pares, é muito complicado nós conseguirmos manter-lhes uma alimentação limpa de açúcares processados. E ela já come de tudo um pouco. Sempre que quer experimentar eu deixo. Mas no dia a dia tento mesmo que ela mantenha uma alimentação equilibrada e saudável. 

Tendo em conta o número de mensagens que tenho recebido sobre as lancheiras dos miúdos e a pedir mais sugestões, criei um álbum na página de facebook onde podem acompanhar a lancheira da Bianca diariamente. Nem tudo o que mando é 100% do bem, nomeadamente os iogurtes líquidos em alguns dos dias, mas tento mesmo que seja o melhor possível. 

Como disse em cima eu não sou fundamentalista nesta questão. Mas a verdade é que se pensarmos de um modo geral e fizermos umas contas muito por alto, basta que eles comam uma taça de cereais dos supostamente para criança com leite ao pequeno almoço, bebam um iogurte de aromas e comam um pacote de bolachas ou um manhanzito no lanche da manhã, comam uma gelatina depois de almoço, bebam um sumo ou um leite achocolatado e comam um pão com doce ao lanche da tarde e ainda petisquem mais alguma coisa dentro deste género, e num dia consomem sem grande dificuldade 200gr de açúcar ou mais! 

Como sei que às vezes a inspiração foge e parece que já não se sabe como fugir ao pão com queijo e fiambre, aqui ficam também alguns blogues onde podem encontrar mais inspiração!

Um novo capítulo ❤

14 de setembro de 2018

Quando sentimos que era altura de a Bianca ir para o infantário ponderei se não deveria escolher logo um colégio onde ela pudesse estar desde bebé até ao 9.º ano. Sempre tive a ideia de que a estabilidade e o sentimento de pertença a uma comunidade eram o melhor para o crescimento das crianças. Mas acabei por ir mudando de ideia. 

Não acho que devam mudar de escola todos os anos, longe disso. Mas na sociedade em que vivemos actualmente acho que é de extrema importância que eles desenvolvam a capacidade de adaptação e de integração em novos grupos e em novos contextos. Claro que as adaptações são difíceis, tanto para eles como para nós, mas sinto que também são aprendizagens muito importantes. 

A nossa primeira escolha foi um infantário particular onde a primeira pessoa que me recebeu foi a Filipa. Senti uma conexão extrema com ela e tomei logo a decisão. Aquela seria a primeira educadora da minha filha. Seria a pessoa que lhe daria colo quando eu não estava. Seria a pessoa que me ajudaria no desfralde, nas primeiras palavras e lhe velaria os sonos durante as sestas. Nem sempre fui uma mãe fácil. No primeiro ano era a única que levava lanche de casa e pedia cuidados com a alimentação. E a Filipa respeitou. E ainda assim tinha sempre um sorriso para me receber e para se despedir de mim. Os anos passaram, a Bianca cresceu, a sala mudou e conhecemos mais pessoas queridas e especiais. Todas elas ficarão para sempre no nosso coração e a elas seremos sempre gratas por tudo, e por tanto. Mas a Filipa... a Filipa terá sempre aquele lugar especial, por ter sido a primeira e por ter sido tão única. 

No último dia de escola oferecemos um presente feito por nós às três pessoas da escola mais significativas para a Bianca. Aquelas por quem ela quer voltar à escola só para dar um abraço e dizer que sente saudades. À Filipa ofereci também as minhas palavras de mãe, porque às vezes, nós pais, esquecemo-nos simplesmente de agradecer e de mostrar as estas pessoas o quanto são importantes e significativas nas nossas vidas!


Hoje demos início a um novo ciclo. Uma nova escola. E para ela, sem nenhum rosto conhecido. 
O primeiro dia nunca se esquece. Marcam as pessoas que ofereceram as mãos. Marcam os adultos com voz mais doce. Marcam as primeiras amigas que nos sorriram. Marcam os que escolheram sentar-se ao nosso lado. Marca a menina com a garrafa de água igual. Marca aquela que nos aceitou na brincadeira. Marcam os recantos que sentimos mais nossos. O primeiro dia nunca se esquece. E hoje foi o nosso primeiro dia, no local que escolhemos ser também o nosso, para os próximos dois anos. 

Ser mãe é ser bipolar. Não há volta a dar!

13 de setembro de 2018

Ser mãe é ser bipolar. Não há volta a dar!
Ser mãe é fazer cara séria quando na verdade nos apetece sorrir.
É dizer que não mesmo que nos doa o coração.
É chorar com medo de errar.
É ter medo de falhar mesmo quando se tem a certeza de se ter feito o correcto.
É levantar a voz para pedir que falem mais baixo.
É sentir que não se aguenta mais e mesmo assim sorrir.
É ler a mesma história 100 dias seguidos e continuar a investir em livros novos.
É comer coisas que nem se aprecia só para dar o exemplo.
É ansiar pelo silêncio do fim do dia mas desejar que eles acordem depressa, só para receber aquele sorriso.
É não saber lidar com as birras e ainda assim também embirrar.
É ler, informar-se, pesquisar, perguntar e mesmo assim ter sempre dúvidas.
É dar sempre o seu melhor enquanto acha que nunca é o suficiente.
Ser mãe é querer ser omnipresente enquanto se sente um orgulho desmedido a cada voo.
Há dias em que ser mãe é doloroso. E mesmo assim, antes de nos deitarmos, passamos pelo quarto, compomos o lençol e oferecemos um beijo na testa.
 Ser mãe é ser bipolar. Não há volta a dar!