Mamma Mia!

25 de julho de 2018

A semana passada aceitei o convite do Cinema City Portugal e fui à anteestreia do Mamma Mia. Confesso que já não me lembrava de ir ao cinema à noite e assim que recebi o convite fiquei super entusiasmada! Para não baralhar a logística habitual de um dia de semana deixei o homem e a cria em casa e convidei quem para ir comigo ao cinema? A minha Mãe, claro!

Aqui vos confesso que nunca tinha ido a uma anteestreia e a verdade é que achei toda a preparação muito bem conseguida. Não sei se viram mas fiz uns stories, no Instagram, do flash mob da Escola Ginástica Formação Acrobática que foi maravilhosa.

O filme está fantástico. Dá para rir, para cantar e em alguns momentos quase que salta uma lagrimita marota! O Mamma Mia 2 conta a história de como Donna conseguiu ultrapassar tudo na vida sozinha e grávida, sem o apoio da mãe. 

O filme traz-nos dois tempos diferentes. Por um lado fala-nos de Donna, que acaba de terminar a universidade e está pronta para conhecer o mundo sem um plano traçado. Na sua viagem acaba por conhecer três jovens com quem vive breves romances, e de um dos quais resulta a sua filha Sophie, nunca se chegando a saber quem é realmente o pai.  Num outro lado, o filme mostra-nos como vai a vida de Sophie, já em idade adulta, em que tenta concretizar o sonho da sua mãe Donna, tendo sempre o apoio dos seus três pais e descobrindo também ela que está grávida! 

Eu não vi o primeiro filme, por isso não vos posso dizer de qual gosto mais. Já li críticas que apontam para a opinião de que este está muito melhor do que o primeiro e já li precisamente o inverso. A verdade é que para terem a vossa opinião o melhor mesmo é irem ao cinema e verem o filme, enquanto atacam um balde de pipocas como eu fiz!


Mãe ♥

24 de julho de 2018

Toda a nossa vida achamos que a mãe sabe sempre tudo, que a mãe tem sempre a resposta e a solução para tudo. Toda a vida sentimos que a mãe é um ser soberano, que tudo sabe e nada teme! Mas é quando nos tornamos mães que percebemos que no fundo no fundo, nunca temos certezas de nada. Colocamos tudo em causa e questionamos sempre se cada resposta, cada acto e cada decisão foi a acertada ou se deveríamos ter feito tudo ao contrário. Mas no peito houve, há e haverá sempre uma certeza: todas as escolhas, todas as palavras e todas as certezas que no fundo sempre foram dúvidas, foram escolhas de amor

Há coisas que as mães não contam a ninguém!

23 de julho de 2018

Houve dias em que ela só queria tomar banho sozinha, e tu não deixaste. Houve dias em que ela chorou só por te ver chorar. Houve dias em que ela deixou de comer algo que lhe estava mesmo a apetecer, só para te dar. Houve trabalhos, convites e muitas coisas que ela queria mesmo aceitar ou fazer, e não o fez porque tu sempre foste a prioridade. Houve momentos em que ela precisava mesmo de descansar mas mesmo assim leu mais um história e fez mais um puzzle. Houve alturas em que ela chegou atrasada, mas tu nunca saberás o que ela correu e se esforçou para chegar a horas. Houve momentos em que ela não te queria ralhar, mas sabia que era o melhor que te podia fazer. Houve dias em que ela te abraçou porque ela precisava desse abraço. Há coisas que as mães não contam a ninguém! E há coisas que tu só percebes no dia em que te tornas mãe! 

SusanaFonseca

Ela ❤

5 de julho de 2018

Eu já estava acordada, mas ainda deitada quando a ouço levantar em pezinhos de lã. Vou sentido movimento no quarto, mas noto-a muito discreta e com cuidado para não fazer barulho. Não digo nada e fico à espera. Pouco tempo depois vai à porta do quarto e chama por mim. Levanto-me, vou ter com ela de sorriso nos lábios e ofereço-lhe o meu melhor Bom Dia. Ela olha para mim de olhos brilhantes, sorriso de orelha a orelha e diz: Olha mãe, já fiz a cama e estou vestida! Sozinha! Consegui! 

Retribuo-lhe o olhar de felicidade num misto de emoção e orgulho paterno. Dou-lhe os parabéns e digo que fico muito feliz porque ela conseguiu fazer tudo sozinha e está mesmo crescida. Ela cresce mais um bocadinho com o meu elogio e dá-me um abraço daqueles que são melhor que qualquer pequeno almoço vitaminado. 

Descemos as escadas de mão dada e felizes. Ela com o peito cheio porque está uma crescida e isso a deixa imensamente feliz e cheia de amor próprio. Eu com o peito a transbordar de orgulho porque sei que todas as asas que lhe vou dando a cada dia que passa contribuem para toda esta felicidade das pequenas conquistas e esta vontade constante de se superar a cada dia que passa. 

O meu bebé está uma menina cheia de amor próprio e vontade de crescer. Eu estou uma mãe feliz e muito orgulhosa que não se importa nada que a cama dela fique sem ser arejada e todo o dia com a colcha torta 

Portugal dos Pequenitos

18 de junho de 2018

Finalmente o sol voltou a brilhar pela nossa zona e no Sábado seguimos para um programa a três, há muito desejado. Fomos ao Portugal dos Pequenitos. Já tínhamos partilhado com a Bianca que havia um sítio muito giro com casinhas pequeninas e que um dia iríamos visitar, por isso quando soube onde íamos a animação foi total. Aqui entre nós, esta parte dificultou-nos ligeiramente o tempo de viagem com a ansiedade que ela tinha para chegar!  Eu e o pai já tínhamos ido em pequenos e a curiosidade também era muita para regressar. 

Ao chegar a Coimbra deixámos o carro no parque ao lado do rio, que embora seja pago de semana, ao fim-de-semana é gratuito e pareceu-nos ter sempre lugar. Seguimos aqueles metros a pé e fomos logo deitando o olho às ementas dos restaurantes para o almoço.

A partir dos três anos as crianças já pagam entrada no Portugal dos Pequenitos mas eles têm algumas parcerias que nos dão alguns descontos na compra dos bilhetes. Podem consultar o preçário AQUI porque há também descontos para famílias, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. E as parcerias AQUI para que possam levar os vossos cartões para terem os respectivos descontos. 


Quando entrámos a Bianca começou a explorar tudo de forma tímida e sempre de mão dada com um dos de nós, mas assim que chegámos à parte das casas em miniatura foi a loucura e era vê-la a entrar em tudo, subir e descer as escadinhas e claro, fazer poses para as fotografias. Eu, adulta, aqui me confesso, também me sentei em alguns locais e entrei em tudo o que consegui. 

No Sábado tivemos o bónus de haver um espetáculo musical muito giro. Por acaso não tinha visto, mas se seguirem a página do facebook do Portugal dos Pequenitos eles vão partilhando com antecedência as actividades extra que terão disponíveis, e assim até podem agendar a visita para um dia em que haja alguma destas actividades para o dia ser ainda mais rico e divertido!


Não levámos almoço mas quem quiser pode levar marmita para "acampar" na extensa zona relvada ou em outros locais onde dá para comermos com tranquilidade. Nós saímos para almoçar, deixando os nossos bilhetes com nome, na entrada, e depois de bem almoçados e aconchegados por um geladinho do Pinguim [MARAVILHOSOS], regressámos para mais umas horas de brincadeira! 

De um modo geral está tudo como nos recordávamos e continua a ser um lugar mágico para miúdos e graúdos. Há algumas casinhas a precisar de uns retoques na pintura, o que tendo em conta a quantidade de mãos pequeninas e pezinhos que por ali passam me parece perfeitamente normal, mas o espaço está extremamente cuidado, limpo e zelado e os sanitários são impecáveis. Foi um dia muito divertido para todos e que certamente repetiremos daqui a um ano ou dois!  

Os medos das crianças

16 de junho de 2018


Todos temos medo de alguma coisa. Por mais destemidos que sejamos, por mais fortes que aparentemos ser, todos temos um medo secreto. E eles também. As crianças podem ser aventureiras e extremamente independentes mas haverá algum momento em que um medo sacana as vai inundar. E talvez nem seja fácil para nós perceber quando ou o porquê de isso acontecer. E aos nossos olhos esse medo pode parecer o mais tolo de todos e não fazer qualquer sentido. Mas não é! É um medo real. É um medo que os sufoca, que os aflige e que os faz estremecer. É um medo que nem eles conseguem compreender ou explicar. Mas será um medo que os vais atormentar até que os consigamos ajudar a ultrapassar.
Nem sempre é fácil. Às vezes leva tempo. E às vezes é preciso pedirmos ajuda. Mas o mais importante de tudo é que nos coloquemos ao lado deles, olhos nos olhos e mãos nas mãos, que lhes digamos que sabemos que eles têm medo e não faz mal, porque juntos vamos perceber como dar a volta. O mais importante é que eles saibam que nós estamos ali e somos o porto seguro. O mais importante é que, demore o tempo que demorar, juntos consigamos dar a volta por cima. As crianças têm medos. Todos temos medos. Não os desvalorizemos e não os façamos sentir que são fracos ou nos desiludem por se sentirem assim. Os medos são reais e precisam de ser valorizados e compreendidos para serem ultrapassados!