Já elogiaste o teu filho hoje?

21 de maio de 2018

Enquanto pais adoramos falar dos nossos filhos. Adoramos espalhar ao mundo tudo o que de bom e bem eles fazem. Quando falamos deles os nossos olhos brilham. E por mais pequena que possa ser a conquista o nosso orgulho é sempre notório, de cada vez que falamos deles a quem nos rodeia. 

Mas será que partilhamos esse orgulho da mesma forma e com o mesmo entusiasmo com quem mais o precisa de ouvir? Será que temos a capacidade de dizer aos nossos filhos o quanto temos orgulho deles? Das conquistas que fazem? Das pessoas que são? Do coração que têm?! Dizer-lhes que os amamos e abraça-los é o motor de tudo, mas elogiar cada conquista dizendo que temos orgulho neles será o combustível que vão precisar nos momentos mais difíceis. 

Não tenhas medo. Não tenhas vergonha. Diz-lhe, da mesma forma que gritas ao mundo de olhos brilhantes, que tens ORGULHO nele. E confia. Confia que ao fazeres isso de forma regular estás a torna-lo uma pessoa mais segura e confiante. E acredita. Acredita que isso não o tornará pior pessoa nem fará dele um presunçoso para quem o rodeia. E sabes porquê? Porque ele ficará feliz e motivado sempre que for elogiado e sempre que alguém lhe diga que tem orgulho nele. Mas de cada vez que fores TU a fazê-lo ele vai crescer mais um bocadinho, e vai trazer no peito um sentimento de missão cumprida. 

Vale a pena pensar nisto. Todos os dias!

Queres saber um segredo?

17 de maio de 2018

Não tenhas medo que o teu filho se suje. A roupa lava-se, o rosto limpa-se, os pés desencardem-se e não há sujidade que a água não leve embora. Eu sei que a sociedade olha de lado para crianças de pés escuros e unhas encardidas. Eu sei que as golas, os folhos e os sapatos de verniz fazem fotos muito mais bonitas do que a roupa coçada, as unhas pretas ou os pés descalços. Eu sei disso tudo!
Mas queres saber um segredo?
 O teu filho vai ter a vida toda para andar limpo, alinhado, apertado e penteado. Deixa-o ser o que ele é, uma criança que precisa de conhecer e explorar o mundo que o rodeia livremente. Deixa-o rir ao espelho com os bigodes depois de comer um gelado ou beber o leite. Deixa-o trepar às árvores e saltar nas poças de lama. Deixa-o andar descalço e sentir a terra tal como ela é. E se as calças ficarem com os joelhos coçados e as camisolas cheias de nódoas, sorri! É sinal que ele teve um dia maravilhoso e foi feliz!

Não Há Mães Perfeitas!

14 de maio de 2018


Querida Mãe...
Há dias em que estás tão cansada que só tens forças para aquecer comida no microondas. E não faz mal!
Há dias em que tudo o que mais desejas é que chegue a hora do teu filho ir para a cama para que possas finalmente sentar-te no sofá, a olhar para o ontem. E não faz mal!
Há dias em que não te apetece ler uma história. E não faz mal!
Há dias em que a palavrinha mãe te faz urticária porque está a ser pronunciada a cada dois segundos. E não faz mal!Há dias em que nem para pedir que eles arrumem o que desarrumaram tens forças. E não faz mal!
Há dias em que dizes que sim, apenas porque as forças não te permitem lidar com as consequências de um não. E não faz mal!


Não é um dia que te define como mãe. Não é um momento de cansaço que te faz perder o rumo. Não é um não que ficou por dizer, ou um banho por tomar, ou uma sopa por comer que fará de ti pior mãe! Tudo isso só faz de ti Humana! Nunca serás uma mãe perfeita simplesmente porque a perfeição é uma utopia em tudo na vida. Não há mães perfeitas. Nunca haverá mães perfeitas. Todas falhamos. Todas duvidamos. Todas temos medo. Todas levantamos a voz e contamos até 10. Porque antes de sermos mães, todas somos humanas! 
Mas queres saber um segredo? Para o teu filho, independentemente do que tu sintas que podias ter feito diferente, tu serás sempre a melhor de todas! E aos olhos dele tu ÉS simplesmente Perfeita!

Quando a Endometriose continua a doer...

9 de maio de 2018

Eu sabia que este dia ia chegar. Em 2016 quando fui submetida a uma histerectomia total eu já sabia que, de uma forma ou de outra, este dia ia acontecer e que quando ele chegasse eu ia ficar um caco. E fiquei! 

Na segunda-feira quando voltávamos da festa do dia da mãe a minha filha disse-me que queria um bebé. Comecei a brincar com ela e a dizer que tinha muitos em casa. Ela insistiu e explicou-me que queria um a sério, na minha barriga. Gelei. Da forma mais simples possível disse-lhe que não podia ser, que tal como ela sabia, a mãe tinha um dói-dói na barriga e por causa disso não podia ter mais bebés. Fez-me mais algumas perguntas. Perguntou se eu tinha ficado assim por ela nascer na minha barriga. Expliquei o que consegui e que os 3 anos dela permitem compreender. E ela começou a chorar. Um choro tão intenso que me apertava o peito a cada soluço. E eu chorei com ela. Chorei de dor. Chorei de raiva. Chorei de tristeza. Chorei porque eu sabia que este dia ia chegar. Chorei porque ela chorava. 

Não voltámos a falar do assunto mas eu sei que mais semana menos semana ela vai falar de novo, e vai chorar novamente quando eu lhe voltar a explicar que a minha barriga não pode mais ter bebés. E eu vou chorar com ela. E vou voltar a chorar quando ela já estiver a dormir. E embora tenha este luto feito vou continuar a chorar pela vida fora pelos restantes filhos que não vou gerar e pelos irmãos de sangue que não lhe vou dar! 

E choro de dor, mas choro mais ainda de raiva. De raiva por todos os anos em que eu GRITEI e pedi ajuda e ninguém me quis ouvir. Choro de raiva de todos os médicos que me atenderam, que me observaram e me disseram que eu não tinha nada. Choro de raiva de todos os médicos que me fizeram exames inúteis que nunca acusaram nada. Choro de raiva de mim mesma, por não ter gritado mais alto e mais cedo, e por em determinada altura ter quase desistido de acreditar em mim. Se tudo tivesse sido diferente o desfecho hoje poderia ser outro! 

Eu sei, consegui o que muitas mulheres com Endometriose não conseguem e gerei vida no meu corpo doente. E sou grata por isso, todos os dias. E eu sei também que a adopção é uma possibilidade igualmente válida para lhe dar um irmão. Eu sei de tudo isso. Mas continua a doer. E dói um bocadinho todos os dias, para a vida toda! 

Abraça o teu filho todos os dias!

7 de maio de 2018


Abraça o teu filho todos os dias. 
Independentemente do dia que tiveste, se estás triste, cansado, stressado, apressado ou irritado, abraça o teu filho. Antes de ele se deitar fecha os olhos e abraça-o por um longo período de tempo. 
Deixa que todas as tuas fortalezas se quebrem nesse abraço e sente a serenidade que esse momento traz ao teu dia. Parece magia! 
A vida passa num sopro, os anos correm-nos entre os dedos e se há algo que nenhum de nós conhece é o dia de amanhã. 
É por tudo isto que te digo: abraça o teu filho todos os dias, com calma e com alma. Sem pressas. Esse abraço ficará gravado no teu corpo até ao próximo e servirá de bateria sempre que as forças te faltarem! Para ele, é só o melhor presente que lhe podes dar, para toda a vida! 
Quando os anos passarem e ele for adulto não se vai lembrar dos brinquedos que teve. Não se vai lembrar das vezes em que te pediu mais um lego e tu disseste que não podia ser. Mas acredita, ele vai lembrar-se sempre da forma como tu estiveste lá para ele. Ele vai lembrar-se dos abraços que deste, da forma como lhe falaste, do colo que sempre ofereceste e de todas as vezes em que lhe disseste que nada no mundo era mais importante do que ele. 
Não tenhas medo. Não tenhas vergonha. No amor não há vergonhas. Há amor! 
Nunca será o abraço que dás e o sorriso que ofereces que te tirará o respeito que mereces. Nunca! 

A Bipolaridade da Maternidade!

30 de abril de 2018

Ser mãe é ser bipolar


Se me pedissem para definir a maternidade numa só frase, acho que esta seria a escolhida. A verdade é que se por um lado nos sentimos orgulhosas, felizes e agradecidas por vermos as nossas crias crescerem e fazerem as suas conquistas a cada dia que passa, por outro sentimos no peito uma nostalgia que chega a doer, ao saber que há coisas que não voltam mais.

Eu adoro esta fase de chegada aos quatro anos. A Bianca está super independente e já é uma óptima parceira de passeio e de actividades diversas. Se até aqui nem sempre conseguia fazer as coisas fora de casa com ela porque não dava mais de dois passos sem pedir colo, agora gosto de a levar para todo o lado. Tentei usar marsúpios e panos e cadeirinhas e cenas várias que possam imaginar, mas por motivos de saúde não conseguia mesmo andar com ela ao colo por longos períodos. Agora é tudo muito mais simples e eu adoro isso! Vamos pela rua fora de mão dada a conversar. Ela sempre a questionar o porquê das coisas e das pessoas. Paramos no parque. Vamos aos correios. Vamos à farmácia. Vamos ao supermercado. Vamos a todo o lado e ela sabe sempre como estar em cada um dos lugares. Isso deixa-me feliz. E orgulhosa.

Mas depois, de vez em quando chega o outro lado. Aquele que já tem enormes saudades de a ter bebé a dormir no meu colo. Aquele lado que já tem imensas saudades de a ter a mamar no peito. Aquele lado que até de mudar fraldas cheias de cócó sente falta. Aquele lado que sabe que todas as fases são maravilhosas e que tem de as aproveitar ao máximo e, embora saiba que o faz, fica sempre com a sensação de que o podia fazer mais. Sabem aquele lado egoísta que nos diz que eles deviam ficar sempre pequeninos? Ou que pelo menos uma vez por mês podíamos carregar no botão e durante umas horas eles voltavam a ser bebés? Ah esse lado, volta e meia bate-me à porta! 

É por tudo isto que digo, ser mãe é ser bipolar