A Bipolaridade da Maternidade!
30 de abril de 2018
Ser mãe é ser bipolar
Se me pedissem para definir a maternidade numa só frase, acho que esta seria a escolhida. A verdade é que se por um lado nos sentimos orgulhosas, felizes e agradecidas por vermos as nossas crias crescerem e fazerem as suas conquistas a cada dia que passa, por outro sentimos no peito uma nostalgia que chega a doer, ao saber que há coisas que não voltam mais.
Eu adoro esta fase de chegada aos quatro anos. A Bianca está super independente e já é uma óptima parceira de passeio e de actividades diversas. Se até aqui nem sempre conseguia fazer as coisas fora de casa com ela porque não dava mais de dois passos sem pedir colo, agora gosto de a levar para todo o lado. Tentei usar marsúpios e panos e cadeirinhas e cenas várias que possam imaginar, mas por motivos de saúde não conseguia mesmo andar com ela ao colo por longos períodos. Agora é tudo muito mais simples e eu adoro isso! Vamos pela rua fora de mão dada a conversar. Ela sempre a questionar o porquê das coisas e das pessoas. Paramos no parque. Vamos aos correios. Vamos à farmácia. Vamos ao supermercado. Vamos a todo o lado e ela sabe sempre como estar em cada um dos lugares. Isso deixa-me feliz. E orgulhosa.
Eu adoro esta fase de chegada aos quatro anos. A Bianca está super independente e já é uma óptima parceira de passeio e de actividades diversas. Se até aqui nem sempre conseguia fazer as coisas fora de casa com ela porque não dava mais de dois passos sem pedir colo, agora gosto de a levar para todo o lado. Tentei usar marsúpios e panos e cadeirinhas e cenas várias que possam imaginar, mas por motivos de saúde não conseguia mesmo andar com ela ao colo por longos períodos. Agora é tudo muito mais simples e eu adoro isso! Vamos pela rua fora de mão dada a conversar. Ela sempre a questionar o porquê das coisas e das pessoas. Paramos no parque. Vamos aos correios. Vamos à farmácia. Vamos ao supermercado. Vamos a todo o lado e ela sabe sempre como estar em cada um dos lugares. Isso deixa-me feliz. E orgulhosa.
Mas depois, de vez em quando chega o outro lado. Aquele que já tem enormes saudades de a ter bebé a dormir no meu colo. Aquele lado que já tem imensas saudades de a ter a mamar no peito. Aquele lado que até de mudar fraldas cheias de cócó sente falta. Aquele lado que sabe que todas as fases são maravilhosas e que tem de as aproveitar ao máximo e, embora saiba que o faz, fica sempre com a sensação de que o podia fazer mais. Sabem aquele lado egoísta que nos diz que eles deviam ficar sempre pequeninos? Ou que pelo menos uma vez por mês podíamos carregar no botão e durante umas horas eles voltavam a ser bebés? Ah esse lado, volta e meia bate-me à porta!
É por tudo isto que digo, ser mãe é ser bipolar!
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