Vale tudo [ou quase!]

16 de abril de 2018

Pertenço àquele clube de elite de pais que não têm de se preocupar com a alimentação dos filhos. A minha filha come bem, come de tudo e é assim desde sempre. De facto a única preocupação que algumas vezes temos é de lhe dizer que já chega quando ela quer ir ao terceiro iogurte seguido ou já vai perto do kilo de morangos. Sei que não são muitas as crianças assim e sei que é algo que devia agradecer todos os dias. 

Mas sabem qual é o maior problema? É que enquanto os pais que passam por isto todos os dias já têm um leque variado de truques para contornar a situação, eu, mãe mal habituada, quando tenho a miúda doente vejo-me e desejo-me para que ela me coma uma uva! E há todo um filme e um teatro necessário durante um simples prato de sopa! 

Hoje ao almoço a sopa estava literalmente a crescer no prato, a vontade não era nenhuma mas como não tinha comido ainda nada de jeito e já tinha vomitado um cento de vezes achei que devia insistir um bocadinho. Mas antes de arregaçar as mangas e de me entregar aos aviões e à colher para este e para aquele tive a maravilhosa ideia de lhe perguntar quantos dedos teria aquele prato de sopa. Eu dava uma colher, ela contava e indicava nas mãos o dedo que lhe correspondia! Correu bem? Perguntam vocês! Correu lindamente! Até se acabarem os dedos das mãos e ela me enfiar o mini presunto em cima da mesa! 

Lá me fiz de esquisita e disse que os pés não podiam subir até aquele patamar e ofereci a minha perna para o efeito de suporte. Mas sim, o resto da sopa foi comida com ela a mexer nos dedos dos pés! Ganho o prémio de mãe mais badalhoca do dia? Ou não dá para tanto?! 

Badalhoquices à parte, a sopa voou do prato que foi um rápido, sem choros e sem dramas! E perguntam vocês? Não tinhas um telemóvel para lhe pôr à frente? Eu tinha pessoas, eu tinha. Mas não ponho! Se há coisa que me recuso a fazer é isso! Nada contra quem o faz ao sentir que não tem mesmo outra alternativa, mas para mim isso não pode ser solução. Nos dias que correm já passamos demasiadas horas em frente a televisões, computadores e telemóveis que a hora das refeições é sagrada e enquanto eu tiver voto na matéria ela não toca num telemóvel nestes momentos. Mesmo que isso implique comer com as mãos nos pés!

Somos todas Mães!

29 de março de 2018

Lêem-se diariamente manifestos que pedem para se libertar as mães. Para as deixarem ser elas mesmas, livres e sem preconceitos pelas suas escolhas. Mas depois nasce mais uma filha da Carolina Patrocínio e é ver a mesma malta que tanto luta para que as mães sejam o que são e não o que a sociedade impinge, a falar dos brincos, da maquiagem e do ar fresco e maravilhoso que ela tem depois de ser mãe, dizendo até que isto é tudo menos saudável! 

Somos todas diferentes e se eu inchei como uma baleia e uma semana depois ainda parecia ter sido atropelada por um camião, há quem trabalhe o corpo, a mente e todos os seus aspectos físicos e mentais para que com elas seja diferente. A Carolina não é única. Mas é a Carolina. E a Carolina tem o mesmo direito que todas nós temos, de ser deixada em paz e se ver livre de inveja alheia só porque [pasmem-se!] trabalha todos os dias para que as coisas com ela possam ser assim! 

E acreditem, deve haver poucas mães tão saudáveis como ela! É a Carolina, é figura pública mas caramba, é uma MÃE COMO TU que, tal como cada uma de nós, merece respeito! 

Chegou a Páscoa

28 de março de 2018

Antes da Bianca nascer não ligava a nada destas coisas mas à medida que ela vai crescendo e vai fazendo as comemorações na escola o meu entusiasmo também vai aumentando. Ontem quando chegámos a casa, meti uma tesoura no bolso, calçámos umas botas e fomos dar uma volta pelos terrenos baldios à nossa volta! Voltámos para casa com estas flores lindas que deram logo um ar primaveril à nossa sala!

Depois perguntei-lhe se queria fazer ovos da Páscoa para pendurar nas flores. Claro que adorou a ideia e ficou toda entusiasmada. A avó fez um molde e depois ela cortou os ovos. De seguida cada uma pintou ou decorou à sua vontade e resultaram ovos com flores, com riscas e até com patas! Com imaginação, o céu é o limite! Ela ficou toda orgulhosa e claro, deliciada por estes momentos! 

Já há dois anos que comecei a fazer folares e este ano acho que vou fazer mais do que uma vez tal é o entusiasmo, já andei a ver a receita que tinha partilhado convosco e lembro-me que na altura ficou muito boa. Este ano vou repetir, mas acho que vou trocar as tâmaras por açúcar mascavado ou de coco! Podem ver a receita AQUI mas na sexta-feira já faço uma primeira experiência para partilhar convosco aqui no blogue. 


Estes foram os primeiros folares que fiz que durante a ida ao forno tiveram um AVC! 

Adeus caos. Olá Organização!

22 de março de 2018

De vez em quando apareciam por cá uns anónimos chatos com a mania que tinham piada ou opiniões muito importantes para me dar sobre a minha vida. E confesso, era coisa que me irritava. Mas ter um blogue tem muito mais de positivo do que de negativo e eu tenho as melhores leitoras de todas! Aquelas que estão sempre atentas aos meus posts, que me lêem com cuidado e carinho, que me escrevem e comentam e até que me enviam presentes. 

Aqui há uns dias desabafei na página de facebook do blogue que um dos meus piores pesadelos era dobrar as meias cá em casa, principalmente porque as nossas meias são praticamente todas da mesma cor. Esta é mesmo daquelas tarefas que me tira anos de vida e me dá algumas rugas de [má] expressão [o que também é bom para testar a eficácia dos meus produtos da Oriflame!]. E então não é que tive uma leitora atenta que me enviou umas etiquetas super giras [à prova de água] para colocar dentro das meias e identificar os pares? É verdade! Assim, estão acabados os meus problemas!


Para além de etiquetas para identificação das nossas meias recebemos também uns kits maravilhosos para identificar todos os objetos da Bianca. Confesso que nunca tive o hábito de escrever o nome dela em nenhuma peça de roupa, mas a verdade é que de vez em quando há algumas confusões na escola com peças iguais e agora os nossos problemas a este nível vão também ficar resolvidos porque temos etiquetas termoaderentes [de aplicar com o ferro de engomar] para identificar a roupa toda e também para o calçado!

Estes mimos todos vieram da TIKETA, uma marca registada portuguesa que se encontra a operar no mercado desde o início de 2012. O site é super intuitivo e facilmente completamos as nossas encomendas que rapidamente nos vêm parar a casa. As opções são várias e a verdade é que na TIKETA conseguimos encontrar tudo o que nos faz falta desde etiquetas termoaderentes, a etiquetas à prova de água, a porta-chaves personalizados e a pulseiras de identificação. O design é à nossa escolha e as opções são para todos os gostos. Passem pelo site porque de certeza que vão adorar não só a variedade, como o preço e o atendimento! Cá por casa adorámos as nossas etiquetas com bailarinas [só podia] e ficámos fãs. Obrigada <3

*Post escrito em parceria com a TIKETA

I am 1 in 10

20 de março de 2018

São muitas as vezes que me perguntam como é ter Endometriose e raramente consigo traduzir o que o corpo sente em palavras. A Endometriose não se vê, mas dói, deixa marcas para toda a vida e leva muito do que nós um dia fomos. Eu não sou esta doença, raramente deixo que ela me atire ao chão mais do que um par de dias, mas a verdade é que ela faz parte da minha vida, todos os dias, há muitos anos. Roubou-me muito, mesmo muito, mas nunca me vai calar. 

Não falo dela por mim, falo dela por todas as mulheres que sofrem em silêncio sem saberem o que têm e sem terem um profissional de saúde que as ajude a ter uma vida mais digna. Falo dela, para que um dia, se o destino for ainda mais filho da mãe e achar que também a minha filha tenha de sofrer com esta doença, haja uma sociedade preparada para a ajudar, haja uma classe médica atenta para a acompanhar e ela não seja olhada de lado e a sua dor não seja menosprezada!


Mãe, já tenho brincos!

19 de março de 2018

Em Janeiro tivemos a primeira conversa sobre brincos. Falei-vos dela NESTE post onde deixei também a minha opinião sobre o assunto. As semanas foram passando e o assunto voltava de vez em quando. Este fim-de-semana voltou a pedir-me para furar as orelhas. Cheia de certezas. Eu voltei a explicar que era algo rápido, mas que doía um bocadinho a fazer. As certezas continuaram e por isso no Sábado lá fomos nós!

Como já há alguns anos tinha ideia de fazer outro furo achei que esta era é oportunidade ideal. Disse-lhe que iria fazer eu primeiro para ela ver como se fazia tudo e depois se quisesse fazia a seguir. E assim foi. Cheia de coragem e correndo o risco de ficar mal vista e de assustar a criança, fiz mais um furo. E portei-me bem! Nem um ai!

Quando chegou a vez dela quis sentar-se ao meu colo, e assim foi. No meu colo, de mãos dadas, com a tia a tirar fotografias, era chegado o momento tão esperado. Decidimos ir fazer na Claire's porque lá fazem nas duas orelhas ao mesmo tempo e assim não haveria o risco de ela andar meia dúzia de anos só com uma orelha furada! As meninas da loja foram super simpáticas e atenciosas, roubaram alguns sorrisos à Bianca e criaram um ambiente descontraído. Ela estava tranquila e confiante e correu tudo bem até os brincos estarem colocados!

Assim que as orelhas foram furadas começou a chorar. Não sei bem se de dor, se de susto pelo barulho que as máquinas fazem ou se um misto dos dois. Estivemos ali uns minutos com ela a chorar mas nada como começar a ver pulseiras e colares para num instante se esquecer. Depois começou a ver-se ao espelho e a meter os caracóis para trás das orelhas e pronto, ficou tudo bem!

Dois dias depois nunca mais se queixou e está super feliz e orgulhosa por ter dado este passo. Já só fala dos próximos brincos que quer comprar assim que possa tirar aqueles, dentro de três semanas! 

Como já tinha partilhado no outro post, esta teria de ser uma decisão dela, teria de ser ela a pedir porque não me sentia no direito de invadir o corpo dela sem que fosse a sua vontade. Mais uma etapa ultrapassada. Mais um momento feliz para o nosso livro de recordações!

Como recomendação, o que vos posso dizer é que o facto de eu ter furado primeiro a tranquilizou bastante e fez com que não se assustasse porque já sabia qual era o procedimento. Para além disso, furar as duas orelhas em simultâneo é mesmo o ideal, porque se depois da primeira ela tivesse começado a chorar muito provavelmente a segunda orelha só seria furada daqui a uns anos!