A minha pele. As minhas manchas!

31 de janeiro de 2018

Já falei várias vezes deste tema na página de facebook do blogue e penso que uma ou outra vez já o abordei aqui. Enquanto mulheres todas passamos por diferentes fases na vida relativamente aos cuidados que temos connosco, com o nosso corpo e com o nosso aspecto. Se há alturas em que não queremos usar um único creme e nos aceitamos e assumimos com as nossas marcas de vida, achando que efectivamente é o melhor para a nossa pele, há outras em que nos damos conta que se calhar há coisas que nos incomodam, porque já vivemos sem elas e já nos olhámos ao espelho sem elas. E se nos incomodam, e gostávamos mesmo de voltar a olhar-nos ao espelho sem elas, temos de nos mexer e procurar soluções! 

Hoje, e no meu caso concreto falo-vos de manchas. Quem vê as minhas fotos de forma mais atenta, já percebeu que, principalmente na zona da testa, tenho umas manchas escuras gigantes, que me foram aparecendo ao longo dos anos devido aos problemas hormonais relacionados com a Endometriose e a toma de pílula contínua anos a fio. Durante muitos anos da minha vida a disponibilidade e a vontade para me preocupar com isso nunca foi muita e a verdade é que também nunca protegi a minha pele do sol e nunca fiz nenhum tipo de intervenção para atenuar este problema. 

Com  a gravidez, a coisa piorou bastante e mais uma vez, a vontade e disponibilidade para fazer de mim e desta situação uma prioridade nunca foi muita. Mesmo assim, assim que deixei de amamentar comprei um creme da Avene, supostamente bom para o assunto. Não fez nada! Comprei um outro creme da La Roche Posay, fez-me uma alergia brutal na pele e não pude usar mais do que duas vezes. Comprei um óleo de rosa mosqueta. Nada fez. Fiz esfoliações, limpezas de pele, comecei a usar protecção solar diariamente e nada! Tudo na mesma! Até que conheci a Marina que me falou de um tratamento anti-machas da TEN Science. Fiz três sessões com a Marina e foi a primeira vez em que vi alguns resultados. Mas não foram de todo os resultados esperados e desejados pelo valor investido e cheguei à conclusão que efectivamente para o meu problema não seria o suficiente. Na foto em baixo podem ver a minha pele antes e depois de iniciar os tratamentos com a Marina. A luz nas duas fotografias não é igual mas acho que dá para perceber que houve alguma melhoria. 


Contudo, como escrevi atrás, eu queria mais! Fazer mais dois ou três tratamentos e comprar a linha de cuidados da marca, talvez tivesse sido a solução, mas financeiramente era insustentável para mim.  Nesta altura andava a usar um creme de dia anti-rugas da Oriflame que a Ana do Anas Há Muitas me tinha enviado da gama Novage, e estava deliciada com o resultado e o efeito na pele e foi então que, já este ano, decidi experimentar a linha Novage Bright Sublime da Oriflame que é específica para manchas. Já fiz três semanas de utilização e a verdade é que estou muito satisfeita com os resultados. 

Ao início pensei que seria complicado ter todo um ritual diário de cinco passos, mas a verdade é que tem corrido lindamente e tenho sido uma menina bem comportada. A linha é óptima, o aspecto da pele está melhor, mais luminoso, mais hidratado, mais cuidado e se colocar base já consigo manter um aspecto mais uniforme da cor da minha pele. O que para mim era impensável o ano passado. Estou sem manchas e com pele de bebé? Não, não estou e nunca vou ficar [a não ser que use uma rebarbadora ou faça um transplante de pele!]. Mas a verdade é que já não tenho o mapa mundo tão definido na testa e só isso me deixa bastante feliz! E claro, o preço dos produtos para mim também é muito importante. Não tenho capacidade para investir 200€ ou mais numa gama de cremes e a verdade é que estes, que ficam por 67€, são equivalentes aos produtos da farmácia em qualidade e eficácia! Talvez volte a este assunto daqui a mais um ou dois meses, quando terminar as embalagens todas para vos fazer um update da situação!


Se quiserem mais informações sobre a gama ou até umas amostras mandem email: maecomotu@gmail.com

As tuas recordações, são também a identidade dos teus filhos!

30 de janeiro de 2018


Queridas mães e queridos pais, hoje escrevo este post do coração, não enquanto mãe, mas enquanto filha. Se a vida vos tramar, se a vida se virar do avesso e se por algum motivo, seja ele qual for, o pai/mãe dos vossos filhos deixar de fazer parte da vossa vida não queiram apagar tudo o que existiu até esse dia.
Não cortem ou rasguem todas as fotografias onde ele(a) apareça, principalmente se for com os vossos filhos. Acreditem, não estão a eliminar o vosso passado, estão a eliminar pedaços da memória dos vossos filhos.

Vivo há alguns anos com um sentimento de perda, de saudade, porque não tinha uma única fotografia com os meus pais. Nem uma. Embora eu soubesse que elas tinham existido e eram muitas, e que tivemos momentos muito felizes na nossa vida enquanto fomos três! 

Hoje, encontrei uma, perdida, solitária, que escapou a um momento de fúria, de raiva, de descarga emocional. E acreditem, os meus olhos brilharam de felicidade, guardei-a de imediato e disse "Esta é minha! Esta já ninguém me tira!"

Queridos pais que me lêem, podem não querer olhar para essas recordações, mas fechem tudo numa caixa e um dia ofereçam aos vossos filhos. É a vida deles, é a história deles, é a identidade deles. E não é justo que desapareçam...

Querida Mãe, confia em ti!

19 de janeiro de 2018


Quando a dúvida vier para te apertar o coração, confia em ti!
Quando à tua volta os palpites alheios te inquietarem mais do que serenarem, confia em ti!
Quando sentires que é a altura certa, confia em ti!
Quando o teu colo for o único porto seguro, não faz mal. É mesmo assim!

Quando precisares de chorar, não tenhas vergonha. Chora!
Quando necessitares de ajuda, pede. Sem medos, sem receios, sem reservas. Se existe uma rede de suporte, ela serve para isso. Mas se a rede te estiver a sufocar e o que precisares é de ficar sozinha com a tua cria, não tenhas medo de o dizer.
Quando precisares de um abraço não tenhas vergonha de o pedir. És mãe, mas continuas a ser mulher!

Querida mãe, a maternidade é um caminho maravilhoso. Tens ao teu alcance o poder de mudar o mundo, por isso confia em ti! Tu sabes o melhor caminho. Mas traz no peito a certeza de que não precisas de o percorrer sozinha!

Mãe Como Tu - O Grupo

13 de janeiro de 2018
Ora então pois é verdade, o facebook tem mais um grupo sobre maternidade! "Estava mesmo a fazer falta", pensam vocês com os vossos botões!, e se calhar é verdade, porque há centenas de grupos sobre maternidade e mais mês menos mês, mais ano menos ano, acabam todos ao abandono. Mas aqui a vossa amiga, que acha sempre que nunca tem sarna suficiente para se coçar, decidiu seguir os conselhos do amigo facebook, que todos os dias dizia "ajuda a tua comunidade a crescer e cria um grupo!", e pôs mãos à obra [sim porque criar um grupo no facebook é coisa trabalhosa! Só que não!] e criou um grupo com o mesmo nome do blogue! 

Basicamente o objetivo é que as leitoras possam fazer partilhas e questões que habitualmente não têm espaço na página e possamos não só trocar umas ideias, umas receitas, mas também rir um bocadinho. Eu sei, eu sei que blogger famosa que se preze não interage em grupos com leitores assim só porque sim, mas o que querem? Nasci pelintra e não há meio de mudar estes hábitos [nem quero!!]!

Por isso, leitoras [e leitores! Remas deles...] que me costumam ler, aqui fica o convite para se juntarem ao grupo MÃE COMO TU. Por lá, e para já, porque ainda somos poucos, só há uma regra. Leiam na imagem abaixo! 


Birras, quem as não faz?

12 de janeiro de 2018

São muitas as vezes em que penso que estou a fazer tudo mal. Que estou a errar redondamente em muitas das minhas tarefas enquanto mãe. Acho que também estes pensamentos fazem parte a nossa construção enquanto mães, e no fundo [bem lá fundo!] acho que também são importantes, porque é sinal que nos preocupamos, que relfectimos e procuramos estratégias para melhorar. 

Mas há dias... há dias em que o que mais me apetece é fazer uma grande birra. Desatar a berrar, a espernear e a dar murros às paredes. Porque há dias em que me ferve mesmo o sangue e em que tenho de virar costas e seguir no caminho oposto. Há dias em que efectivamente pomos tudo em causa porque os nossos limites são testados até ao último milímetro. Nisto da maternidade há dias maravilhosos, mas há momentos do caraças! 

E é quando ouço alguns pais dizerem que os filhos não fazem birras, nunca refilam ou contestam nada, que eu penso seriamente "alguma coisa não está bem!". Mas sabem qual é a conclusão a que chego? É que alguma coisa não está bem com eles [que estão a dizer isso para ficar bem na fotografia!] ou com os filhos [que estão com dificuldade de expressar emoções!]. 

A verdade, é que por mais difíceis que os nossos dias possam ser quando as birras tomam conta deles, é que elas [as birras] fazem parte da vida de todos os seres humanos. A diferença é que nós, adultos, já sabemos controlar-nos e sabemos encontrar formas mais aceitáveis de expressar as nossas frustrações, bem como canalizar as nossas energias de forma mais positiva. As crianças estão a aprender a lidar com tudo isso. E não é fácil! Não é fácil perceber que não se pode comer todo o chocolate que nos apetece, não é fácil perceber que não se pode ter tudo o que se deseja, não é fácil perceber que há uma coisa na sociedade chamada hierarquia e que efectivamente, há uns que mandam e os outros têm de obedecer, não é fácil perceber que depois de uma hora de prazer a desarrumar tudo temos a árdua tarefa de arrumar, não é fácil estar com sono e cansados e ainda nos pedirem que façamos coisas. A porra da vida não é mesmo fácil! E até percebermos as linhas com que temos de nos coser é uma roda viva de emoções. 

Às vezes, quando o choro é mesmo só daqueles intencionais na esperança que o cansaço auditivo provocado resulte na satisfação do desejo, peço que se cale e que pare de chorar. E não cedo! Mas quando o choro é acompanhado de uma tremenda birra, de gritos estridentes e de murros e pontapés no chão, nunca lhe peço para se calar. Ela precisa mesmo de gritar. Ela precisa mesmo daquele momento para depois podermos conversar e para depois perceber que há coisas que tem mesmo de aceitar. 

As birras dão cabe de nós, pais. Dão mesmo! Mas cada vez mais percebo que elas fazem falta e são de extrema importância para o crescimento saudável dos nossos miúdos porque até nós, muitas vezes temos situações na nossa vida com as quais só conseguimos lidar depois de muito chorar, de ir dar uma boa corrida ou uma braçadas, ou de simplesmente mandar alguém para a esquina! 

Mãe, quero brincos!

3 de janeiro de 2018

Cá em casa há quase todos os dias alguma coisa que poderia muito bem dar-me mote para um post, não fosse eu uma menina um bocadinho preguiçosa, que quando vos escreve gosta de o fazer com calma, tempo e paciência e sendo assim, escreve-vos menos vezes do que gostaria.
Ontem, quando eu estava a meter uns brincos [não é ritual diário!], a Bianca olhou para mim e disse-me "Mãe, também quero brincos. Emprestas-me?!".
Expliquei e mostrei que tenho um furo nas orelhas e acrescentei que fazer o furo dói um bocadinho. Ela, cheia de certezas, disse que não fazia mal, que também queria. Prolonguei a conversa mais uns minutos e percebei que, mesmo sabendo que vai doer, ela estava decidida.

Provavelmente não falarei mais no assunto, mas se ela efectivamente voltar a pedir, acho que lhe faço a vontade. Mas confesso, já sinto uma dorzinha nervosa, por saber o que lhe vai doer [ainda me lembro quando furei as minhas] e a estar a imaginar a chorar baba e ranho super arrependida da proeza [sim, eu sou dessas pessoas que imagina logo todo um quadro de terror!].

Este é um assunto que gera sempre alguma controvérsia. Há quem defenda que se deva furar logo à nascença e há quem [como eu] ache que são elas que têm de decidir se, e quando, o querem fazer. Acho que nunca tinha pensado neste assunto antes de ser mãe e mesmo depois da Bianca nascer, só pensei sobre ele porque lhe ofereceram uns brincos. Não tive coragem de lhe furar as orelhas. Se já sentia uma dor terrível a cada vacina que ela levava, não encontrava sentido no facto de estar a provocar-lhe mais dor só para lhe colocar uns brincos.

Neste ponto a opinião é sempre muito individual. Há quem defenda que se forem bebés não sentem tanto e que não vão guardar a memória da dor. Acredito que isso seja verdade mas sinceramente acho tão absurdo ser eu a tomar essa decisão para o corpo dela como se lhe fizesse uma tatuagem ou lhe fosse pintar o cabelo [estou a pegar pesado, eu sei!], mas a verdade é que estamos a fazer algo no corpo dos nossos filhos sem uma necessidade real. Sem uma necessidade médica que o justifique. Sinceramente acho que têm de ser eles a decidir se querem ou não, quando tiverem capacidade para perceber as implicações. 

Volto a dizer, não crítico quem faça logo nos primeiros meses porque efectivamente acredito que em termos de dor seja mais fácil e que não fiquem com esse registo na memória. Mas, para mim, não fez sentido. Se ela voltar a falar do assunto e voltar a pedir, acho que sim, que lá vamos nós furar as orelhas [as duas em simultâneo, senão é bem capaz de se arrepender depois da primeira orelha!].