As tuas recordações, são também a identidade dos teus filhos!

30 de janeiro de 2018


Queridas mães e queridos pais, hoje escrevo este post do coração, não enquanto mãe, mas enquanto filha. Se a vida vos tramar, se a vida se virar do avesso e se por algum motivo, seja ele qual for, o pai/mãe dos vossos filhos deixar de fazer parte da vossa vida não queiram apagar tudo o que existiu até esse dia.
Não cortem ou rasguem todas as fotografias onde ele(a) apareça, principalmente se for com os vossos filhos. Acreditem, não estão a eliminar o vosso passado, estão a eliminar pedaços da memória dos vossos filhos.

Vivo há alguns anos com um sentimento de perda, de saudade, porque não tinha uma única fotografia com os meus pais. Nem uma. Embora eu soubesse que elas tinham existido e eram muitas, e que tivemos momentos muito felizes na nossa vida enquanto fomos três! 

Hoje, encontrei uma, perdida, solitária, que escapou a um momento de fúria, de raiva, de descarga emocional. E acreditem, os meus olhos brilharam de felicidade, guardei-a de imediato e disse "Esta é minha! Esta já ninguém me tira!"

Queridos pais que me lêem, podem não querer olhar para essas recordações, mas fechem tudo numa caixa e um dia ofereçam aos vossos filhos. É a vida deles, é a história deles, é a identidade deles. E não é justo que desapareçam...

Querida Mãe, confia em ti!

19 de janeiro de 2018


Quando a dúvida vier para te apertar o coração, confia em ti!
Quando à tua volta os palpites alheios te inquietarem mais do que serenarem, confia em ti!
Quando sentires que é a altura certa, confia em ti!
Quando o teu colo for o único porto seguro, não faz mal. É mesmo assim!

Quando precisares de chorar, não tenhas vergonha. Chora!
Quando necessitares de ajuda, pede. Sem medos, sem receios, sem reservas. Se existe uma rede de suporte, ela serve para isso. Mas se a rede te estiver a sufocar e o que precisares é de ficar sozinha com a tua cria, não tenhas medo de o dizer.
Quando precisares de um abraço não tenhas vergonha de o pedir. És mãe, mas continuas a ser mulher!

Querida mãe, a maternidade é um caminho maravilhoso. Tens ao teu alcance o poder de mudar o mundo, por isso confia em ti! Tu sabes o melhor caminho. Mas traz no peito a certeza de que não precisas de o percorrer sozinha!

Mãe Como Tu - O Grupo

13 de janeiro de 2018
Ora então pois é verdade, o facebook tem mais um grupo sobre maternidade! "Estava mesmo a fazer falta", pensam vocês com os vossos botões!, e se calhar é verdade, porque há centenas de grupos sobre maternidade e mais mês menos mês, mais ano menos ano, acabam todos ao abandono. Mas aqui a vossa amiga, que acha sempre que nunca tem sarna suficiente para se coçar, decidiu seguir os conselhos do amigo facebook, que todos os dias dizia "ajuda a tua comunidade a crescer e cria um grupo!", e pôs mãos à obra [sim porque criar um grupo no facebook é coisa trabalhosa! Só que não!] e criou um grupo com o mesmo nome do blogue! 

Basicamente o objetivo é que as leitoras possam fazer partilhas e questões que habitualmente não têm espaço na página e possamos não só trocar umas ideias, umas receitas, mas também rir um bocadinho. Eu sei, eu sei que blogger famosa que se preze não interage em grupos com leitores assim só porque sim, mas o que querem? Nasci pelintra e não há meio de mudar estes hábitos [nem quero!!]!

Por isso, leitoras [e leitores! Remas deles...] que me costumam ler, aqui fica o convite para se juntarem ao grupo MÃE COMO TU. Por lá, e para já, porque ainda somos poucos, só há uma regra. Leiam na imagem abaixo! 


Birras, quem as não faz?

12 de janeiro de 2018

São muitas as vezes em que penso que estou a fazer tudo mal. Que estou a errar redondamente em muitas das minhas tarefas enquanto mãe. Acho que também estes pensamentos fazem parte a nossa construção enquanto mães, e no fundo [bem lá fundo!] acho que também são importantes, porque é sinal que nos preocupamos, que relfectimos e procuramos estratégias para melhorar. 

Mas há dias... há dias em que o que mais me apetece é fazer uma grande birra. Desatar a berrar, a espernear e a dar murros às paredes. Porque há dias em que me ferve mesmo o sangue e em que tenho de virar costas e seguir no caminho oposto. Há dias em que efectivamente pomos tudo em causa porque os nossos limites são testados até ao último milímetro. Nisto da maternidade há dias maravilhosos, mas há momentos do caraças! 

E é quando ouço alguns pais dizerem que os filhos não fazem birras, nunca refilam ou contestam nada, que eu penso seriamente "alguma coisa não está bem!". Mas sabem qual é a conclusão a que chego? É que alguma coisa não está bem com eles [que estão a dizer isso para ficar bem na fotografia!] ou com os filhos [que estão com dificuldade de expressar emoções!]. 

A verdade, é que por mais difíceis que os nossos dias possam ser quando as birras tomam conta deles, é que elas [as birras] fazem parte da vida de todos os seres humanos. A diferença é que nós, adultos, já sabemos controlar-nos e sabemos encontrar formas mais aceitáveis de expressar as nossas frustrações, bem como canalizar as nossas energias de forma mais positiva. As crianças estão a aprender a lidar com tudo isso. E não é fácil! Não é fácil perceber que não se pode comer todo o chocolate que nos apetece, não é fácil perceber que não se pode ter tudo o que se deseja, não é fácil perceber que há uma coisa na sociedade chamada hierarquia e que efectivamente, há uns que mandam e os outros têm de obedecer, não é fácil perceber que depois de uma hora de prazer a desarrumar tudo temos a árdua tarefa de arrumar, não é fácil estar com sono e cansados e ainda nos pedirem que façamos coisas. A porra da vida não é mesmo fácil! E até percebermos as linhas com que temos de nos coser é uma roda viva de emoções. 

Às vezes, quando o choro é mesmo só daqueles intencionais na esperança que o cansaço auditivo provocado resulte na satisfação do desejo, peço que se cale e que pare de chorar. E não cedo! Mas quando o choro é acompanhado de uma tremenda birra, de gritos estridentes e de murros e pontapés no chão, nunca lhe peço para se calar. Ela precisa mesmo de gritar. Ela precisa mesmo daquele momento para depois podermos conversar e para depois perceber que há coisas que tem mesmo de aceitar. 

As birras dão cabe de nós, pais. Dão mesmo! Mas cada vez mais percebo que elas fazem falta e são de extrema importância para o crescimento saudável dos nossos miúdos porque até nós, muitas vezes temos situações na nossa vida com as quais só conseguimos lidar depois de muito chorar, de ir dar uma boa corrida ou uma braçadas, ou de simplesmente mandar alguém para a esquina! 

Mãe, quero brincos!

3 de janeiro de 2018

Cá em casa há quase todos os dias alguma coisa que poderia muito bem dar-me mote para um post, não fosse eu uma menina um bocadinho preguiçosa, que quando vos escreve gosta de o fazer com calma, tempo e paciência e sendo assim, escreve-vos menos vezes do que gostaria.
Ontem, quando eu estava a meter uns brincos [não é ritual diário!], a Bianca olhou para mim e disse-me "Mãe, também quero brincos. Emprestas-me?!".
Expliquei e mostrei que tenho um furo nas orelhas e acrescentei que fazer o furo dói um bocadinho. Ela, cheia de certezas, disse que não fazia mal, que também queria. Prolonguei a conversa mais uns minutos e percebei que, mesmo sabendo que vai doer, ela estava decidida.

Provavelmente não falarei mais no assunto, mas se ela efectivamente voltar a pedir, acho que lhe faço a vontade. Mas confesso, já sinto uma dorzinha nervosa, por saber o que lhe vai doer [ainda me lembro quando furei as minhas] e a estar a imaginar a chorar baba e ranho super arrependida da proeza [sim, eu sou dessas pessoas que imagina logo todo um quadro de terror!].

Este é um assunto que gera sempre alguma controvérsia. Há quem defenda que se deva furar logo à nascença e há quem [como eu] ache que são elas que têm de decidir se, e quando, o querem fazer. Acho que nunca tinha pensado neste assunto antes de ser mãe e mesmo depois da Bianca nascer, só pensei sobre ele porque lhe ofereceram uns brincos. Não tive coragem de lhe furar as orelhas. Se já sentia uma dor terrível a cada vacina que ela levava, não encontrava sentido no facto de estar a provocar-lhe mais dor só para lhe colocar uns brincos.

Neste ponto a opinião é sempre muito individual. Há quem defenda que se forem bebés não sentem tanto e que não vão guardar a memória da dor. Acredito que isso seja verdade mas sinceramente acho tão absurdo ser eu a tomar essa decisão para o corpo dela como se lhe fizesse uma tatuagem ou lhe fosse pintar o cabelo [estou a pegar pesado, eu sei!], mas a verdade é que estamos a fazer algo no corpo dos nossos filhos sem uma necessidade real. Sem uma necessidade médica que o justifique. Sinceramente acho que têm de ser eles a decidir se querem ou não, quando tiverem capacidade para perceber as implicações. 

Volto a dizer, não crítico quem faça logo nos primeiros meses porque efectivamente acredito que em termos de dor seja mais fácil e que não fiquem com esse registo na memória. Mas, para mim, não fez sentido. Se ela voltar a falar do assunto e voltar a pedir, acho que sim, que lá vamos nós furar as orelhas [as duas em simultâneo, senão é bem capaz de se arrepender depois da primeira orelha!]. 

31 de dezembro de 2017

Não sou perfeita. Mas sou honesta, e para mim isso é o mais importante. 
Tenho defeitos, muitos. Erro, mais do que gostaria. Mas sei pedir desculpa. E peço desculpa mesmo quando não tenho a culpa, porque às vezes, vale mais a paz de espírito do que as certezas absolutas. Confio, quase sempre. E muitas vezes confio demais. 
Tenho poucos filtros. Digo o que penso e sinto sem perceber que isso mais tarde me pode prejudicar. 
Os filtros que tenho são para não magoar os que mais amo. Vou-me magoando a mim, de quando em vez, ao guardar tanto. 
Quando gosto, gosto mesmo. E vou até ao fim do mundo se a pessoa precisar. 
Choro pouco. Acho que já chorei demais!
Falo pouco, porque a vida me foi ensinando a observar e a ouvir mais! Há quem confunda isso com antipatia. Mas é uma forma de ser. Nada mais! 
Não preciso de muito. Os meus ao redor é quanto basta. 
Já me senti a pessoa mais injustiçada do mundo [quem nunca?] mas sei que já fui [e todos os dias sou!] a pessoa mais sortuda do universo. 
A vida nem sempre é justa. A vida nem sempre nos deixa seguir os sonhos e às vezes consegue ser mesmo tramada. Mas uma coisa que já me ensinou é que por maiores que sejam as batalhas, por mais injustas que sejam as pessoas, não há nada, mas mesmo nada que nos possa derrubar, se soubermos quem somos e não nos desviarmos nunca do caminho que a nossa consciência traçar para a nossa vida. 
Que 2018 nos traga saúde. O resto, é correr atrás!