A Vida Toda

21 de dezembro de 2017

Quando a Bianca nasceu e a tive nos meus braços pela primeira vez percebi que havia muita coisa que tinha de mudar na nossa vida. A partir do momento em que olhei para ela soube que a partir dali a minha filha seria a prioridade, sempre. 

Os meses foram passando e fomos ajustando e reajustando as coisas de forma a que eu conseguisse gerir o meu tempo o mais possível, sem horários sempre fixos. Durante o primeiro ano fiquei com ela em casa. No segundo ano ela foi trabalhar comigo e agora, que já está no infantário, se ela está doente eu fico um dia, fico dois ou fico um mês em casa. Se sinto que ela precisa de mais atenção vou buscar mais cedo. Nunca aceitei a ideia de fazer do infantário um depósito. Nunca aceitei que ela tivesse de estar lá 10h num único dia. E nos dias em que eu não posso mesmo ir a horas que considero as mais adequadas, peço à avó que dê um jeitinho ao seu dia e a vá buscar. 

Tudo tem um custo. Há gestões orçamentais a fazer. Há coisas que agora têm de ser muito mais ponderadas. Deixei de me focar numa profissão, numa carreira, num único projecto para ter de me desdobrar em várias pequenas coisas que me permitem ter esta liberdade de horários. Há dias em que preciso de trabalhar pela noite dentro. Há semanas em que não consigo mesmo dar conta de tudo e da casa. Há alturas em que acho que o meu cérebro vai explodir e vou perder o norte. Mas é possível. Tem sido possível! Às vezes fazemos passes de mágica porque quando se quer mesmo muito, damos a volta e é possível!

E não digo que amanhã, para o mês que vem, para o ano, ou daqui a 5 anos eu não aceite alguma oportunidade que a vida me queira dar e tudo tenha de dar uma volta de 180º. Mas para já, por agora, é isto que nos faz sentido. É esta a vida que eu quero, porque sinto que é agora que ela precisa de mim. É agora que ela precisa de colo. É agora, em que ela não tem as obrigações que um dia a vida lhe dará, que eu quero estar presente. E caramba, não há nada, mas mesmo nada no mundo que pague o abraço que ela me dá antes de deitar enquanto me diz "gostei muito da nossa tarde de hoje mamã, obrigada!". 

Quando ela crescer, não vai ter grandes férias no estrangeiro para recordar, nem vai ter fotografias profissionais com roupas xpto em sessões fotográficas anuais, mas vai ter recordações do caraças do tempo que passámos juntas, das bolachas que fizemos, das tardes enfiadas em casa a fazer legos e puzzles, dos desenhos pintados a duas mãos, das histórias contadas com paciência, das sestas ao meu colo, dos passeios no parque ou na praia, das visitas inesperadas aos avós, e de tantas outras coisas. 

Já ouvi várias vezes que quando ela ganhar asas eu já perdi o comboio das oportunidades. Mas o que eu sinto é que não perdi nada. Ganhei vida, ganhei amor, ganhei abraços, ganhei sorrisos e contribui para que no mundo exista uma miúda feliz, de sorriso doce e que um dia saberá dar valor ao que realmente importa! 

Coscorões da minha avó

18 de dezembro de 2017

Hoje trago-vos uma receita daquelas que nunca sonharam ver aqui no blogue. Fritos com açúcar! Sim, perdi a cabeça! Mas é Natal e acho que todos merecemos um Natal de barriga feliz, não é verdade?
Sempre que me lembro do Natal lembro-me dos coscorões da minha avó. Aqueles a quem eu chamei durante anos "coscolhões" e nunca percebia porque é que todos se riam! a semana passada pediram-me uma receita para a escola e foi esta que enviei, porque esta é de facto a receita do nosso Natal. A Bianca ainda não comeu muitos, e os que comeu foi sem o açúcar, mas este ano vou fechar os olhos e vou deixar que se junte à família dos amantes dos coscorões da avó. 
Apesar de ser um doce frito não é daqueles que ficam ensopados, ficam super super secos e a quantidade de açúcar também é a gosto e pode ser controlada! dão trabalho a fazer e nunca me aventurei a fazer sozinha, mas acreditem, vale a pena o esforço!

A foto não faz jus à iguaria mas é a única que tenho no telemóvel e queria partilhar isto convosco a tempo de experimentarem. Depois do Natal edito o post e coloco uma foto mais catita!

Ingredientes:
50gr de manteiga
Raspa de 1 limão
3 ovo
1 cálice de vinho do porto
Sumo de 3 laranja
1kg de farinha
Óleo para fritar
Açúcar em pó e canela para polvilhar

Preparação:
Derreter a manteiga, juntar o ovo, o sumo da laranja, a raspa do limão e o vinho do porto e mexer muito bem. Ir adicionando a farinha peneirada e mexer bem com a ajuda da colher de pau. Quando começar a ser difícil, meter as mãos na massa e ir mexendo e batendo na bancada. Leva praticamente 1kg de farinha (depende do sumo da laranja). A massa só está boa quando não pegar absolutamente nada e ficar elástica.
Polvilhar a bancada com farinha, esticar pedaços da massa com ajuda do rolo, quanto mais fina mais estaladiços ficam depois de fritar.
Cortar a massa em rectângulos e fazer cortes no meio.
Reservar num tabuleiro em camadas separadas por papel vegetal.
No fim fritar em óleo abundante, escorrer em papel de cozinha e polvilhar com açúcar em pó misturado em canela!

O processo de fritar é similar ao das filhoses e costumo fazer com a minha mãe. Ela frita e eu depois de escorrido passo no açúcar com a canela [e vou comendo!].

Querido Pai Natal...

13 de dezembro de 2017

Querido Pai Natal...
Não me lembro da última vez que te escrevi e sinceramente não sei se alguma vez o fiz. Mas este ano decidi que seria diferente, iria resgatar em mim a inocência da infância, pegar numa caneta e escrever-te uma carta com os meus desejos de Natal. 
E sabes o que é que esta linda menina, que se portou muito bem durante todo o ano, deseja no sapatinho? A Cura para a Endometriose!
Calma Pai Natal! Não te enerves! É um pedido tão legítimo como qualquer boneca ou carrinho telecomandado. E sabes porquê? Porque 1 em cada 10, das meninas que te escreveram este ano a pedir presentes, vai sofrer desta doença. Infelizmente é verdade. E pode ser a minha filha. Ou a Sofia, ou a Mariana, ou a Mafalda, ou a Francisca... Qualquer uma delas pode vir a ter esta doença durante a sua vida fértil, e os médicos demorarão uma média de 8 anos a dizer-lhes o que se passa com elas e a ajudá-las. Elas vão sofrer muito Pai Natal... Vão chorar noites a fio e vão contorcer-se com dores deitadas no chão da casa de banho. Vão faltar à escola e sentir-se diferentes de todas as amigas. Vão tomar um comprimido atrás do outro e pensar que estão doidas. A família delas vai mesmo pensar que elas estão a exagerar [mas não estão!]. Vão passar por dores tão fortes que vai haver momentos em que podem querer desistir de viver. Vão coleccionar idas às urgências e exames que nada mostram e, em alguns casos, cirurgias que em nada ajudam...
E sabias que as meninas que hoje te pedem uma boneca porque já gostam de fingir que são mães, podem nunca concretizar esse desejo por causa da Endometriose? Eu ainda brincava com bonecas quando tive os meus primeiros sintomas... E isso Pai Natal, é algo que nunca vou esquecer. Felizmente consegui passar das bonecas à realidade e hoje tenho uma filha com três anos. Mas já agora Pai Natal, junta-me ao sapatinho uma boa explicação para lhe dar quando ela perceber que não poderá ter irmãos biológicos por causa da Endometriose. Sim Pai Natal, como é que eu explico à miúda que esta barriga, na qual ela tanto gosta de apreciar as cicatrizes, não pode mais ter bebés cá dentro? Como é que lhe explico isso se à volta há sempre alguém que lhe diz para pedir um mano à mamã para brincar? 
A esta hora já estás a coçar as barbas e a pensar que se calhar o meu pedido não é assim tão disparatado... Eu queria mesmo mesmo a Cura para Endometriose, não por mim Pai Natal, que já nada apaga as dores que eu sofri, os órgãos que eu perdi, as cicatrizes que coleccionei e os sonhos que deixei. Eu queria a Cura para a Endometriose por todas as meninas que hoje te escrevem inocentemente a pedir presentes. Para que nunca nenhuma delas tivesse de passar pelo que eu passei. Para que nenhuma delas tivesse de chorar metade do que eu chorei...
Eu sei que te estou a pedir o impossível Pai Natal, mas sabes... Se ao menos partilhasses esta minha carta com todas as famílias do mundo onde vais deixar os teus presentes neste Natal, quando os primeiros sintomas surgissem a estas meninas, já tudo seria diferente. À volta delas já todos saberiam que existe uma doença chamada ENDOMETRIOSE que ainda não tem cura, mas já tem bons tratamentos. Conto contigo Pai Natal?! 

Um beijinho desta eterna criança
Susana Fonseca



Dear Santa...
I can't remember the last time I wrote you a letter. In fact, I'm not sure if I actually did send you a letter in the end. This year it will be different though. I decided to wake up my inner child, grab a pen and write down a letter to you with my Christmas wishes. 
Can you guess what this well behaved pretty little girl wants for Christmas?... The cure for Endometriosis! 
Take it easy Santa! Don't get all fussed about it! It's as good a wish as any doll or little toy car. Do you know why? Well, that's because 1 in 10 of those girls that ask for a present this year will have Endometriosis. That is unfortunately true. And that girl could well be my daughter. Or Sofia, or Mariana, or Mafalda, or Francisca... Any of them will probably have the desease during their fertile years. Doctors will take an average of 8 years time to tell them what is going on and help them. These girls will endure a lot dear Santa... They will cry endless nights with pain lying on the bathroom floor. They will miss school and feel different from all their friends. They will take one pill after the other and believe they are going crazy. Even their family will think they are exagerating (but they are not!). These girls will endure so much pain that they will sometimes wish they were dead. They will pay many visits to the hospital and they will gather a wide range of medical exams showing nothing. In some cases, they will face surgeries that won't help and may even make things worse... 
Do you know that girls wishing for a doll today so they can pretend they are mommies, may actually never fulfill that wish thanks to Endometriosis? I was still playing with my dolls when the first symptoms hit me... That is something I will never forget dear Santa. 
Fortunately I moved foward from dolls and I am.now a happy mother of a three year old little girl. By the way, dear Santa, can you add to my Christmas wishlist a sound explanation when she realizes she won't have any biological brothers or sisters due to Endometriosis? Yes dear Santa, tell me how should I explain to her that this tummy where the scars are often her playground, can't have any more babies inside? How should I explain if just someone jokes about asking mommy for a little brother or sister to play with? 
By this time you must be scratching your beard and thinking that maybe this is not a silly request afterall... I really wish for a cure, not for me Santa, not anymore. Nothing erases the pain I have suffered, the organs I have lost, the scars that are engraved in me and the dreams I left behind. 
I wish for a cure for Endometriosis to all the little girls innocently writing to you asking for presents. I wish that none of them ever has to endure what I have endured. None of them have to cry half what I have cried... I know I am asking the impossible dear Santa. 
But, you know what? If only you could share this letter with all the families in the world where you are going to deliver your presents for this Christmas... I believe that when the symtoms would show up to some of the girls, it would all be very different. Everybody around them would know that such a desease called Endometriosis exists. It still doesn´t have a cure but there are good treatments available. Can you do that for me dear Santa?! 

A kiss from forever a child 
Susana Fonseca

O lado bom da Endometriose

11 de dezembro de 2017


Quem me acompanha há mais anos sabe que tenho Endometriose. Sabe que travei uma luta durante longos anos para obter o meu diagnóstico e para ter o acompanhamento adequado e sabe também que no dia em que consegui chegar às mãos certas, decidi que tinha que fazer alguma coisa. A realidade da Endometriose no nosso país tinha de mudar. Eu não sabia como, mas sabia que tinha de fazer alguma coisa. O que nasceu com um simples chamamento interior [se assim o quiserem chamar!] é hoje uma associação com 4 anos de existência formal e 7 de trabalho efectivo. 

Comecei sozinha, sentada atrás de um computador, sem saber para onde seguia nem que caminho queria traçar. Hoje não somos muitas a dedicar um pouco do nosso tempo a esta causa, mas nunca mais me senti sozinha nesta caminhada. A Endometriose já é uma doença com alguma voz no nosso país e posso orgulhosamente dizer que isso se deve também ao trabalho da MulherEndo, associação da qual sou presidente. Mas o que me faz escrever hoje, uma vez mais, sobre este tema, é o facto de estranhamente ter conseguido encontrar alguma coisa de positivo no meio da doença que tanto me levou. É verdade, para mim a Endometriose tem um lado bom. E o lado bom desta doença são as pessoas onde ela habita e que hoje habitam no meu coração e fazem parte dos meus dias. 

A Endometriose levou-me sonhos, levou-me qualidade de vida, levou-me partes do corpo e levou-me muito mais que quem está de fora nunca poderá perceber, mas presenteou-me com amigas para a vida. Trouxe-me uma mão cheia de pessoas... que caramba, vieram para me ajudar a superar tudo isso e muito mais! E sabem uma coisa? Traz-me sorrisos diários a cada mensagem ou telefonema que recebo em que alguém me diz "Susana, estou grávida! OBRIGADA! Se não fosse a Associação a encaminhar-me para o médico correcto isto nunca seria possível!". E eu ganho o dia, ganho a semana, ganho o mês com estas palavras. E é impossível não sentir estas vitórias como minhas. É impossível não me saltar uma lágrima marota. É impossível não sentir um orgulho do caraças por todo o esforço que tem sido feito. Porque neste campo não há falsas modéstias. Temos feito mesmo um trabalho importante e mudado a vida de muitas mulheres. 

Há quem nos pergunte porque não vamos mais depressa. Porque não fazemos isto. Porque não pedimos aquilo. Tornamo-nos assado ou cozido. Simplesmente porque não. Porque somos assim, terra a terra, e queremos ir tocando uma vida de cada vez, dia após dia, porque sentimos que é assim que efectivamente fazemos a diferença e é este o nosso caminho. Não somos de grandes voos. Somos de pequenos passos que até ao momento têm levado muito longe esta doença. 

Querida Endometriose, já me fizeste chorar muito, já me fizeste gritar, já me fizeste querer desistir de viver, já me fizeste desistir de sonhos e planos e projectos, já me fizeste muito mal. Mesmo muito mal. Mas EU fui mais forte do que tu e hoje agradeço-te. Se sou a mulher que sou, da fibra que sou e tenho tantas pessoas boas à minha volta, tu também tens a tua quota de culpa nisso! Estou em paz contigo Endometriose. Não sei ainda porque me escolheste, mas termino este 2017 com a certeza de que darei conta! 

A ti que me lês desse lado, que tendo ou não Endometriose, mas tens um outro problema que te leva a paz e a qualidade de vida, acredita, é SEMPRE possível dar a volta por cima e fazer do pior das nossas vidas o melhor dos nossos dias! Podes ainda não ter descoberto como, mas vais chegar lá. E quando conseguires a sensação será mágica! 

Brincar ao faz de conta

5 de dezembro de 2017

Uma das vantagens de ser blogger é que acabamos por ter acesso facilitado a mais informação e por conhecer marcas com as quais dificilmente nos iríamos cruzar. Conheci a Filipa num grupo de facebook onde ambas participamos de forma activa. Trocámos emails, ela apresentou-me o projecto dela e eu achei muito interessante. A verdade é que existem milhares de pessoas a fazer artesanato e se não houver um factor diferenciador, é complicado vingar. Quando vi os artigos da Filipa senti que ela tinha esse factor. Não só pela originalidade de alguns dos trabalhos, como pela qualidade, mas acima de tudo pela forma apaixonada com que partilha o seu sonho. 

A semana passada a Filipa enviou-me dois presentes para a Bianca, para que eu pudesse ver a qualidade dos artigos com os meus próprios olhos. E a verdade é que fiquei simplesmente apaixonada. Abri este presente em directo no facebook e podem passar por lá para ver o vídeo, se não tiverem visto. 

Achei a ideia super original, porque já em tempos a Bianca me tinha pedido para lhe inventar um sling para andar com os bebés dela e porque passava a vida a usar papel de cozinha para fazer de fraldas. O trabalho em si é de uma perfeição e de um bom gosto que deixa inveja [e deve ter feito a minha máquina de costura dar duas voltas ao armário com a revolta de ter vindo parar cá a casa]. Todos os detalhes são importantes, e a Filipa sabe disso, porque até os embrulhos eram extremamente cuidados e queridos. 


A Bianca ficou radiante com este presente e desde o dia em que o recebeu que todos os dias utiliza as duas coisas para as suas brincadeiras de faz de conta. 

"Criámos a Perlimpimpim porque adoramos costurar e brincar com as nossas filhas, mas, essencialmente, porque sentimos que muitos dos brinquedos que se encontram no mercado pouco estimulam a criatividade e a imaginação. Foi assim que surgiu a ideia de construir "acessórios de faz de conta" e incentivar crianças e adultos a brincar e a explorar a criatividade." Disse-me a Filipa numa das nossas conversas, e eu estou 100% de acordo. Por cá, o objetivo foi mais do que concretizado, porque até o avô, que NUNCA trocou uma fralda na vida, já mudou as fraldas aos bisnestos de "faz de conta"!

O Natal está a chegar e deixo-vos a sugestão de passarem pela Perlimpimpim para escolher os presentes de Natal dos mais novos. De certeza que eles vão adorar! 



* Post escrito em colaboração com a Perlimpimpim

Querido Porto ♥

4 de dezembro de 2017

No fim-de-semana passado rumámos ao Porto onde estivemos três dias. Conheço ainda muito pouco da cidade, porque sempre que vou um dos dias é em trabalho. Desta vez conseguimos passear um pouco mais e apesar do frio esteve sempre um sol maravilhoso, o que ajudou muito! 

Por norma é sempre o homem da casa que escolhe os locais onde ficamos. Desta vez fui eu que organizei tudo e que escolhi o Hotel. Depois de muito procurar, de ver fotografias e analisar preços, a escolha recaiu sobre o Eurostars Porto Douro. Um hotel 4 estrelas, mesmo à beira rio e com uma vista privilegiada para a Ponte D. Luís. A ideia era ficar num local que nos permitisse andar a pé e estar perto de tudo. E podendo a tudo isto juntar uma vista maravilhosa que mais se poderia pedir?

[Vista da janela do quarto]

O Hotel em si é maravilhoso e muito agradável, com uma decoração sóbria mas ao mesmo tempo requintada, tendo vários tipos de quartos, consoante as necessidades. Nós ficámos num quarto triplo porque a ideia era a Bianca dormir na cama que lhe estava destinada [não aconteceu]. Este quarto é uma espécie de T1 simplesmente delicioso, e o nosso tinha vista para o rio. 

Este Hotel é ainda recente, tendo sido inaugurado em Abril de 2016, e o nosso quarto ficava na parte mais recente, que foi feita posteriormente. Há algumas coisas em que reparo assim que chego a algum local para dormir, a limpeza é uma delas. Todos os espaços estavam simplesmente impecáveis, dentro e fora do quarto e até no passeio exterior ao Hotel. 


No quarto estavam disponíveis roupões e chinelos para todos, para além dos habituais produtos de higiene [que nunca usamos!]. Havia ainda uma garrafa de água e umas caixinhas queridas com uns chocolates [que por sinal eram bons!]. Na zona de refeições do quarto estava um tabuleiro com algumas saquetas de chá e café solúvel, canecas e açúcar. A verdade é que à noite este mimo nos sabia pela vida antes de ir dormir! 



Mas há uma coisa que não pode ficar de fora deste post. O pequeno almoço! Por norma os pequenos almoços são sempre das melhores coisas dos Hotéis, mas este Eurostars elevou a coisa a outra fasquia. Sabem o que é terem pasteis de nata e croissants folhados Q-U-E-N-T-E-S para comer ao pequeno almoço? E ter café em condições, de máquina, à disposição?! É tudo verdade! E eu comi como uma pequena Baleia. E sim, até a Bianca comeu um mini pastel de Natal porque era indecente negar uma iguaria daquelas à pequena donzela. 


E como não há bela sem senão, o único aspecto menos positivo que tenho para apontar ao Hotel, é o serviço de Bar/Restaurante. Na sexta-feira estava um frio cortante e como o Hotel não tem estacionamento e não é muito fácil deixar o carro "logo ali", decidimos ficar pelo Hotel e ir comer qualquer coisa. A Bianca comeu uma sopa que estava óptima, e pedimos também uma salada e uma omelete para petiscar os dois. E embora a comida fosse boa pareceu-me que o preço era excessivamente caro para o que era. 

Não sei se será uma experiência a repetir, porque lá está, gostamos de experimentar locais novos e diferentes, mas se ainda não conhecerem, é um sítio que recomendo vivamente para ficarem hospedados! E mais, recomendo a que façam a reserva directamente no site do Hotel, porque me ficou mais barato do que nos sites de descontos!

Ainda devo escrever mais um ou dois posts sobre este nosso fim-de-semana. Um deles será sobre a nossa ida ao SEALIFE ♥

Obrigada querido Porto por nos receberem tão bem ♥