Querido Pai Natal...

13 de dezembro de 2017

Querido Pai Natal...
Não me lembro da última vez que te escrevi e sinceramente não sei se alguma vez o fiz. Mas este ano decidi que seria diferente, iria resgatar em mim a inocência da infância, pegar numa caneta e escrever-te uma carta com os meus desejos de Natal. 
E sabes o que é que esta linda menina, que se portou muito bem durante todo o ano, deseja no sapatinho? A Cura para a Endometriose!
Calma Pai Natal! Não te enerves! É um pedido tão legítimo como qualquer boneca ou carrinho telecomandado. E sabes porquê? Porque 1 em cada 10, das meninas que te escreveram este ano a pedir presentes, vai sofrer desta doença. Infelizmente é verdade. E pode ser a minha filha. Ou a Sofia, ou a Mariana, ou a Mafalda, ou a Francisca... Qualquer uma delas pode vir a ter esta doença durante a sua vida fértil, e os médicos demorarão uma média de 8 anos a dizer-lhes o que se passa com elas e a ajudá-las. Elas vão sofrer muito Pai Natal... Vão chorar noites a fio e vão contorcer-se com dores deitadas no chão da casa de banho. Vão faltar à escola e sentir-se diferentes de todas as amigas. Vão tomar um comprimido atrás do outro e pensar que estão doidas. A família delas vai mesmo pensar que elas estão a exagerar [mas não estão!]. Vão passar por dores tão fortes que vai haver momentos em que podem querer desistir de viver. Vão coleccionar idas às urgências e exames que nada mostram e, em alguns casos, cirurgias que em nada ajudam...
E sabias que as meninas que hoje te pedem uma boneca porque já gostam de fingir que são mães, podem nunca concretizar esse desejo por causa da Endometriose? Eu ainda brincava com bonecas quando tive os meus primeiros sintomas... E isso Pai Natal, é algo que nunca vou esquecer. Felizmente consegui passar das bonecas à realidade e hoje tenho uma filha com três anos. Mas já agora Pai Natal, junta-me ao sapatinho uma boa explicação para lhe dar quando ela perceber que não poderá ter irmãos biológicos por causa da Endometriose. Sim Pai Natal, como é que eu explico à miúda que esta barriga, na qual ela tanto gosta de apreciar as cicatrizes, não pode mais ter bebés cá dentro? Como é que lhe explico isso se à volta há sempre alguém que lhe diz para pedir um mano à mamã para brincar? 
A esta hora já estás a coçar as barbas e a pensar que se calhar o meu pedido não é assim tão disparatado... Eu queria mesmo mesmo a Cura para Endometriose, não por mim Pai Natal, que já nada apaga as dores que eu sofri, os órgãos que eu perdi, as cicatrizes que coleccionei e os sonhos que deixei. Eu queria a Cura para a Endometriose por todas as meninas que hoje te escrevem inocentemente a pedir presentes. Para que nunca nenhuma delas tivesse de passar pelo que eu passei. Para que nenhuma delas tivesse de chorar metade do que eu chorei...
Eu sei que te estou a pedir o impossível Pai Natal, mas sabes... Se ao menos partilhasses esta minha carta com todas as famílias do mundo onde vais deixar os teus presentes neste Natal, quando os primeiros sintomas surgissem a estas meninas, já tudo seria diferente. À volta delas já todos saberiam que existe uma doença chamada ENDOMETRIOSE que ainda não tem cura, mas já tem bons tratamentos. Conto contigo Pai Natal?! 

Um beijinho desta eterna criança
Susana Fonseca



Dear Santa...
I can't remember the last time I wrote you a letter. In fact, I'm not sure if I actually did send you a letter in the end. This year it will be different though. I decided to wake up my inner child, grab a pen and write down a letter to you with my Christmas wishes. 
Can you guess what this well behaved pretty little girl wants for Christmas?... The cure for Endometriosis! 
Take it easy Santa! Don't get all fussed about it! It's as good a wish as any doll or little toy car. Do you know why? Well, that's because 1 in 10 of those girls that ask for a present this year will have Endometriosis. That is unfortunately true. And that girl could well be my daughter. Or Sofia, or Mariana, or Mafalda, or Francisca... Any of them will probably have the desease during their fertile years. Doctors will take an average of 8 years time to tell them what is going on and help them. These girls will endure a lot dear Santa... They will cry endless nights with pain lying on the bathroom floor. They will miss school and feel different from all their friends. They will take one pill after the other and believe they are going crazy. Even their family will think they are exagerating (but they are not!). These girls will endure so much pain that they will sometimes wish they were dead. They will pay many visits to the hospital and they will gather a wide range of medical exams showing nothing. In some cases, they will face surgeries that won't help and may even make things worse... 
Do you know that girls wishing for a doll today so they can pretend they are mommies, may actually never fulfill that wish thanks to Endometriosis? I was still playing with my dolls when the first symptoms hit me... That is something I will never forget dear Santa. 
Fortunately I moved foward from dolls and I am.now a happy mother of a three year old little girl. By the way, dear Santa, can you add to my Christmas wishlist a sound explanation when she realizes she won't have any biological brothers or sisters due to Endometriosis? Yes dear Santa, tell me how should I explain to her that this tummy where the scars are often her playground, can't have any more babies inside? How should I explain if just someone jokes about asking mommy for a little brother or sister to play with? 
By this time you must be scratching your beard and thinking that maybe this is not a silly request afterall... I really wish for a cure, not for me Santa, not anymore. Nothing erases the pain I have suffered, the organs I have lost, the scars that are engraved in me and the dreams I left behind. 
I wish for a cure for Endometriosis to all the little girls innocently writing to you asking for presents. I wish that none of them ever has to endure what I have endured. None of them have to cry half what I have cried... I know I am asking the impossible dear Santa. 
But, you know what? If only you could share this letter with all the families in the world where you are going to deliver your presents for this Christmas... I believe that when the symtoms would show up to some of the girls, it would all be very different. Everybody around them would know that such a desease called Endometriosis exists. It still doesn´t have a cure but there are good treatments available. Can you do that for me dear Santa?! 

A kiss from forever a child 
Susana Fonseca

O lado bom da Endometriose

11 de dezembro de 2017


Quem me acompanha há mais anos sabe que tenho Endometriose. Sabe que travei uma luta durante longos anos para obter o meu diagnóstico e para ter o acompanhamento adequado e sabe também que no dia em que consegui chegar às mãos certas, decidi que tinha que fazer alguma coisa. A realidade da Endometriose no nosso país tinha de mudar. Eu não sabia como, mas sabia que tinha de fazer alguma coisa. O que nasceu com um simples chamamento interior [se assim o quiserem chamar!] é hoje uma associação com 4 anos de existência formal e 7 de trabalho efectivo. 

Comecei sozinha, sentada atrás de um computador, sem saber para onde seguia nem que caminho queria traçar. Hoje não somos muitas a dedicar um pouco do nosso tempo a esta causa, mas nunca mais me senti sozinha nesta caminhada. A Endometriose já é uma doença com alguma voz no nosso país e posso orgulhosamente dizer que isso se deve também ao trabalho da MulherEndo, associação da qual sou presidente. Mas o que me faz escrever hoje, uma vez mais, sobre este tema, é o facto de estranhamente ter conseguido encontrar alguma coisa de positivo no meio da doença que tanto me levou. É verdade, para mim a Endometriose tem um lado bom. E o lado bom desta doença são as pessoas onde ela habita e que hoje habitam no meu coração e fazem parte dos meus dias. 

A Endometriose levou-me sonhos, levou-me qualidade de vida, levou-me partes do corpo e levou-me muito mais que quem está de fora nunca poderá perceber, mas presenteou-me com amigas para a vida. Trouxe-me uma mão cheia de pessoas... que caramba, vieram para me ajudar a superar tudo isso e muito mais! E sabem uma coisa? Traz-me sorrisos diários a cada mensagem ou telefonema que recebo em que alguém me diz "Susana, estou grávida! OBRIGADA! Se não fosse a Associação a encaminhar-me para o médico correcto isto nunca seria possível!". E eu ganho o dia, ganho a semana, ganho o mês com estas palavras. E é impossível não sentir estas vitórias como minhas. É impossível não me saltar uma lágrima marota. É impossível não sentir um orgulho do caraças por todo o esforço que tem sido feito. Porque neste campo não há falsas modéstias. Temos feito mesmo um trabalho importante e mudado a vida de muitas mulheres. 

Há quem nos pergunte porque não vamos mais depressa. Porque não fazemos isto. Porque não pedimos aquilo. Tornamo-nos assado ou cozido. Simplesmente porque não. Porque somos assim, terra a terra, e queremos ir tocando uma vida de cada vez, dia após dia, porque sentimos que é assim que efectivamente fazemos a diferença e é este o nosso caminho. Não somos de grandes voos. Somos de pequenos passos que até ao momento têm levado muito longe esta doença. 

Querida Endometriose, já me fizeste chorar muito, já me fizeste gritar, já me fizeste querer desistir de viver, já me fizeste desistir de sonhos e planos e projectos, já me fizeste muito mal. Mesmo muito mal. Mas EU fui mais forte do que tu e hoje agradeço-te. Se sou a mulher que sou, da fibra que sou e tenho tantas pessoas boas à minha volta, tu também tens a tua quota de culpa nisso! Estou em paz contigo Endometriose. Não sei ainda porque me escolheste, mas termino este 2017 com a certeza de que darei conta! 

A ti que me lês desse lado, que tendo ou não Endometriose, mas tens um outro problema que te leva a paz e a qualidade de vida, acredita, é SEMPRE possível dar a volta por cima e fazer do pior das nossas vidas o melhor dos nossos dias! Podes ainda não ter descoberto como, mas vais chegar lá. E quando conseguires a sensação será mágica! 

Brincar ao faz de conta

5 de dezembro de 2017

Uma das vantagens de ser blogger é que acabamos por ter acesso facilitado a mais informação e por conhecer marcas com as quais dificilmente nos iríamos cruzar. Conheci a Filipa num grupo de facebook onde ambas participamos de forma activa. Trocámos emails, ela apresentou-me o projecto dela e eu achei muito interessante. A verdade é que existem milhares de pessoas a fazer artesanato e se não houver um factor diferenciador, é complicado vingar. Quando vi os artigos da Filipa senti que ela tinha esse factor. Não só pela originalidade de alguns dos trabalhos, como pela qualidade, mas acima de tudo pela forma apaixonada com que partilha o seu sonho. 

A semana passada a Filipa enviou-me dois presentes para a Bianca, para que eu pudesse ver a qualidade dos artigos com os meus próprios olhos. E a verdade é que fiquei simplesmente apaixonada. Abri este presente em directo no facebook e podem passar por lá para ver o vídeo, se não tiverem visto. 

Achei a ideia super original, porque já em tempos a Bianca me tinha pedido para lhe inventar um sling para andar com os bebés dela e porque passava a vida a usar papel de cozinha para fazer de fraldas. O trabalho em si é de uma perfeição e de um bom gosto que deixa inveja [e deve ter feito a minha máquina de costura dar duas voltas ao armário com a revolta de ter vindo parar cá a casa]. Todos os detalhes são importantes, e a Filipa sabe disso, porque até os embrulhos eram extremamente cuidados e queridos. 


A Bianca ficou radiante com este presente e desde o dia em que o recebeu que todos os dias utiliza as duas coisas para as suas brincadeiras de faz de conta. 

"Criámos a Perlimpimpim porque adoramos costurar e brincar com as nossas filhas, mas, essencialmente, porque sentimos que muitos dos brinquedos que se encontram no mercado pouco estimulam a criatividade e a imaginação. Foi assim que surgiu a ideia de construir "acessórios de faz de conta" e incentivar crianças e adultos a brincar e a explorar a criatividade." Disse-me a Filipa numa das nossas conversas, e eu estou 100% de acordo. Por cá, o objetivo foi mais do que concretizado, porque até o avô, que NUNCA trocou uma fralda na vida, já mudou as fraldas aos bisnestos de "faz de conta"!

O Natal está a chegar e deixo-vos a sugestão de passarem pela Perlimpimpim para escolher os presentes de Natal dos mais novos. De certeza que eles vão adorar! 



* Post escrito em colaboração com a Perlimpimpim

Querido Porto ♥

4 de dezembro de 2017

No fim-de-semana passado rumámos ao Porto onde estivemos três dias. Conheço ainda muito pouco da cidade, porque sempre que vou um dos dias é em trabalho. Desta vez conseguimos passear um pouco mais e apesar do frio esteve sempre um sol maravilhoso, o que ajudou muito! 

Por norma é sempre o homem da casa que escolhe os locais onde ficamos. Desta vez fui eu que organizei tudo e que escolhi o Hotel. Depois de muito procurar, de ver fotografias e analisar preços, a escolha recaiu sobre o Eurostars Porto Douro. Um hotel 4 estrelas, mesmo à beira rio e com uma vista privilegiada para a Ponte D. Luís. A ideia era ficar num local que nos permitisse andar a pé e estar perto de tudo. E podendo a tudo isto juntar uma vista maravilhosa que mais se poderia pedir?

[Vista da janela do quarto]

O Hotel em si é maravilhoso e muito agradável, com uma decoração sóbria mas ao mesmo tempo requintada, tendo vários tipos de quartos, consoante as necessidades. Nós ficámos num quarto triplo porque a ideia era a Bianca dormir na cama que lhe estava destinada [não aconteceu]. Este quarto é uma espécie de T1 simplesmente delicioso, e o nosso tinha vista para o rio. 

Este Hotel é ainda recente, tendo sido inaugurado em Abril de 2016, e o nosso quarto ficava na parte mais recente, que foi feita posteriormente. Há algumas coisas em que reparo assim que chego a algum local para dormir, a limpeza é uma delas. Todos os espaços estavam simplesmente impecáveis, dentro e fora do quarto e até no passeio exterior ao Hotel. 


No quarto estavam disponíveis roupões e chinelos para todos, para além dos habituais produtos de higiene [que nunca usamos!]. Havia ainda uma garrafa de água e umas caixinhas queridas com uns chocolates [que por sinal eram bons!]. Na zona de refeições do quarto estava um tabuleiro com algumas saquetas de chá e café solúvel, canecas e açúcar. A verdade é que à noite este mimo nos sabia pela vida antes de ir dormir! 



Mas há uma coisa que não pode ficar de fora deste post. O pequeno almoço! Por norma os pequenos almoços são sempre das melhores coisas dos Hotéis, mas este Eurostars elevou a coisa a outra fasquia. Sabem o que é terem pasteis de nata e croissants folhados Q-U-E-N-T-E-S para comer ao pequeno almoço? E ter café em condições, de máquina, à disposição?! É tudo verdade! E eu comi como uma pequena Baleia. E sim, até a Bianca comeu um mini pastel de Natal porque era indecente negar uma iguaria daquelas à pequena donzela. 


E como não há bela sem senão, o único aspecto menos positivo que tenho para apontar ao Hotel, é o serviço de Bar/Restaurante. Na sexta-feira estava um frio cortante e como o Hotel não tem estacionamento e não é muito fácil deixar o carro "logo ali", decidimos ficar pelo Hotel e ir comer qualquer coisa. A Bianca comeu uma sopa que estava óptima, e pedimos também uma salada e uma omelete para petiscar os dois. E embora a comida fosse boa pareceu-me que o preço era excessivamente caro para o que era. 

Não sei se será uma experiência a repetir, porque lá está, gostamos de experimentar locais novos e diferentes, mas se ainda não conhecerem, é um sítio que recomendo vivamente para ficarem hospedados! E mais, recomendo a que façam a reserva directamente no site do Hotel, porque me ficou mais barato do que nos sites de descontos!

Ainda devo escrever mais um ou dois posts sobre este nosso fim-de-semana. Um deles será sobre a nossa ida ao SEALIFE ♥

Obrigada querido Porto por nos receberem tão bem ♥

Bolachas de Laranja e Canela

29 de novembro de 2017


Já há umas semanas que não vos trazia receitas. A verdade é que tenho andando ligeiramente preguiçosa para inventar coisas, fotografar e registar as receitas! Mas da última vez que ficámos em casa dois dias com uma otite a Bianca pediu para fazer bolachas e fizemos estas super simples e que resultaram muito bem! A receita não levou mesmo ovo, não é engano, foi mesmo porque não havia e tive de me desenrascar sem eles. Se fizerem digam-me se gostaram e enviem as vossas fotos! 

Ingredientes:
Raspa da laranja
Sumo de 1 laranja
1 chávena de bebida de aveia
1 colher de fermento
Canela a gosto
400gr de farinha
2 colheres sopa de Mel
2 colheres de sopa de açúcar de coco
2 colheres sopa de Manteiga [podem usar óleo de coco ou azeite]

Preparação:
Ligar o forno a 180º. Numa taça de vidro funda derreti a manteiga, juntei o mel, o açúcar de coco e a bebida de aveia e mexi bem. Adicionei a raspa e o sumo de laranja e voltei a mexer. Juntei o fermento e fui adicionando a farinha peneirada e mexendo. Quando a massa começa a ficar grossa é necessário meter as mãos e adicionar a restante farinha com as mãos. Formei uma bola e levei ao congelador durante uns minutos embrulhada em película aderente. 

Depois de fria a massa é bastante fácil de trabalhar. Estendi pequenos pedaços de massa deixando-os com cerca de meio centímetro de altura e usámos os cortadores para a deixar com as formas que queríamos. Coloquei num tabuleiro coberto com papel vegetal e levei ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 20 minutos. 

Esta contínua a ser uma das actividades que a Bianca mais gosta de fazer. Adora colocar os ingredientes na taça, ir mexendo e depois cortar as bolachas!  fica a sugestão para as férias de Natal que estão aí à porta e para presentes queridos para oferecer aos amigos! Espero que gostem ♥

A missão destralhar e organizar continua!

28 de novembro de 2017

Já por diversas vezes vos falei da minha missão de tornar a nossa casa mais funcional e mais liberta de "ruído" visual. Podem ler os diversos posts AQUI. Acho que esta é uma tarefa que nunca está terminada. É algo continuo que se vai prolongando ao longo dos anos e à qual é preciso dar continuidade para que não se volte ao ponto de início. No fundo ao mexer numa divisão acabo por ter de mexer em todas, porque ao perceber que determinadas coisas fazem mais sentido aqui em vez de ali, tenho de reformular depois esse novo espaço. E claro que há sempre o caos diário que é preciso ir controlando, por isso esta tarefa parece-me sempre que nunca acaba e acho que já me mentalizei que nunca acabará mesmo!

Este fim-de-semana dediquei algumas horas à lavandaria. Com a mudança no escritório houve algumas coisas que tiveram de sair, nomeadamente máquina de costura e similares. Pensei em levar para a garagem mas depois cheguei à conclusão que o local mais indicado era mesmo a lavandaria. Aproveitei para destralhar a lavandaria, limpar e organizar tudo. Recentemente o mais que tudo quis comprar uma etiquetadora e eu que sou sempre uma forreta com tudo torci o nariz. Mas depois de a ter em casa só vos digo que dá um jeitaço. Tudo o que é caixas e caixinhas fechadas já têm por fora a etiqueta a dizer o que têm lá dentro e isso facilita a vida não só quando nós precisamos de alguma coisa, mas quando quem não arrumou precisa. Assim é só ler e já sabe onde estão as coisas! Maravilha! 

Para arrumar os espaços temos dois grandes aliados cá em casa. Os móveis do Ikea e caixas e caixinhas de arrumação. A nossa lavandaria é muito pequena, mas conseguimos encaixar a máquina de lavar num móvel próprio para o efeito do Ikea [podem ver aqui] e depois ao lado juntámos dois móveis de Wc, que por acaso são da mesma altura, um deles com espaço para a roupa suja [este] e o outro mais pequeno com espelho por fora [este].  Fizemos esta compra pouco tempo depois de ter mudado para esta casa e confesso, custou-me a dar este valor total para um espaço tão pequeno e escondido, mas a verdade é que o facto de ter a possibilidade de arrumar tudo tão bem e de forma tão prática, me facilita imenso o dia-a-dia. 

Dentro dos móveis usei caixas e latas que já tinha cá por casa que servem perfeitamente para organizar as coisas. A verdade é que há uns anos deixei de usar os tupperwares para a comida, dando preferência ao vidro e por isso arranjei outra forma de dar uso às caixas. 

Depois desta organização ao espaço só fica mesmo a faltar um suporte de parede para a esfregona e para a tábua de passar a ferro! Em baixo deixo-vos algumas sugestões de pequenas caixas e cestos que são super práticos para arrumar as coisas e manter tudo mais organizado!