Pisamonas - E os nossos pés pirosos felizes!

13 de outubro de 2017

Eu sei que tenho de deixar de vos prometer post's na página de facebook, porque não há uma única vez em que eu escreva "amanhã falo disto no blogue" e que consiga fazê-lo! Mas mais vale tarde que nunca e porque eu sei que vocês gostaram muito do nosso vídeo e das nossas fotos vim falar um bocadinho sobre esta experiência de mandar vir sapatos online. A verdade é que já fiz compras de roupa, mas com o calçado tenho sempre receio porque há modelos que para mim são 36 e há outros que são o 37. Mas como na Pisamonas os envios são rápidos e fazem trocas e devoluções gratuitas não há que ter medos!

Há sempre uma primeira vez para tudo e a semana passada o nosso primeiro par macthy macthy de calçado veio tocar à campainha. E não só adorámos, as duas, como ficámos mesmo rendidas à Pisamonas. As nossas botas são simples, giras, práticas, confortáveis, leves e com rasto aderente. Que mais se pode querer para duas pirosas, loucas e desastradas que volta e meia se esbardalham no chão? 


Na Pisamonas podem encontrar calçado para qualquer ocasião e estação, com óptima qualidade e sem terem de vender um rim para poderem ter as crias com pés apresentáveis. A escolha é muita, não só em modelos como em tamanhos e cores e a parte boa [para as mães que são filhas únicas e nunca andaram a fazer pandant com os irmãos e acham imensa piada ao macthy macthy com os filhos] é que há modelos com tamanho de adulto! Todo o processo de compra é super simples e o site é do mais intuitivo que pode haver para compras online, e a parte melhor é que rapidamente nos tocam à campainha com as nossas encomendas. 

Espreitem a colecção de Outono-Inverno [apesar de o Verão estar com mania de que isto é tudo dele!] porque está super gira e transporta-nos um bocadinho às origens e às brincadeiras que todos um dia gostámos com folhas, terra, pedras e aquele cheirinho a castanhas assadas. 



*Post Publicitário escrito em parceria com a Pisamonas

Voltei a ler

9 de outubro de 2017

Há uns dias escrevi um post sobre os meus dias e a gestão dos mesmos e uma das coisas que me queixei foi de não ler um livro há imenso tempo. A verdade é que parece haver sempre uma prioridade. Mas este fim-de-semana, e apesar de andar em modo zombie, decidi pegar neste livro que tem apenas 70 páginas para recomeçar este meu hábito. 

Claro que fui interrompida. Claro que houve imensos "oh mãee" pelo meio. Mas não desisti. Ultimamente a Bianca já se começa a entreter um bocadinho com os Legos sozinha e isso dá-me um pouco mais de margem para estas aventuras. Depois desta experiência penso seriamente retomar a leitura à noite, antes de dormir. Mas um passinho de cada vez. 

Sobre o livro não tenho muito para dizer porque ele diz tudo. Em apenas 70 páginas aprendi duas grandes lições. A primeira é que não são as pessoas felizes que sorriem muito, são as pessoas que sorriem muito que são mais felizes. E a segunda é que há vidas verdadeiramente tramadas e que nunca sabemos as tormentas que quem está à nossa frente já passou. Um livro pequeno, de leitura fluída mas muito inspirador. Acho que ficamos todos um bocadinho mais humanos, depois de o ler ♥

Leilão Solidário #1

2 de outubro de 2017

Há uns meses entrei num Grupo de Facebook [já não sei bem como, nem porquê ou pela mão de quem!] que se chama Mulheres à Obra. Confesso que inicialmente não liguei muito, achei que era mais um grupo de facebook, mas depois à medida que me iam aparecendo alguns coisas no feed fui espreitando e participando e comecei a achar que tinha uma dinamica interessante. Fiz vários contactos neste grupo para o meu blogue e foi depois de entrar no MAO que ganhei coragem para trazer ao mundo o Foi o Lobo Mau. Este espaço tem sido uma verdadeira inspiração e uma grande ajuda para levar os meus projectos em frente! Se precisam de ajuda, seja em que área for, lá vão encontrar essa ajuda! Acreditem! 


Foi no MAO que conheci o Atelier das Estrelas e foi desta loja maravilhosa que veio o vestido de aniversário da Bianca. Numa das minhas arrumações dos últimos dias olhei para este vestido e pensei "tens de ter um propósito ainda mais bonito do que apenas a comemoração dos três anos da minha princesa!". Falei com o Atelier das Estrelas e adoraram a minha ideia de leiloar o vestido para que o valor total revertesse para uma Associação.

Ainda conversámos sobre algumas associações que poderiam beneficiar deste leilão, mas como há alturas em que o universo conspira para um único fim, no mesmo grupo onde conheci quem está por trás deste trabalho magnífico, descobri a história da Bárbara passo a passo e achei que merecia receber este pequeno mimo da nossa parte. Passem pela página da Bárbara e vejam o trabalho diário que ela realiza. É inspirador. Assim como é inspiradora a Sandra, a mãe da Bárbara, que deixou de trabalhar para poder dar o melhor cuidado possível à filha!

Posto isto, este vestido maravilhoso está em Leilão no facebook do Mãe Como Tu, e o valor total angariado será directamente depositado na conta da Bárbara, pelo vencedor do leilão. Assim que a Sandra me confirmar que recebeu o valor, procederei ao envio do vestido por correio registado. Conto com a vossa solidariedade. Juntos podemos ajudar um bocadinho e tornar este mundo mais feliz e sorridente.


Espelho Meu, Espelho Meu...


[clicar nas imagens para ver individualmente e com preço]

Esta semana partilhei um vestido muito giro que comprei à Bianca na Kid To Kid e a verdade é que para estes dias ainda quentes, mas muito imprevisíveis, os vestidos também são uma boa aposta. De manhã podem sair de vestido e uma meia até ao joelho, ou uns collants dos mais finos, e ao longo dia, se o calor apertar é só tirar as meias. Quem me costuma ler sabe que não sou menina de folhos e laços e coisas assim para lá de lindas. Gosto mesmo é que a miúda ande à vontade e não tenha medo de correr, saltar e de se sujar. Para a escola vai sempre de roupa lavada, apresentável, mas muito simples e prática. Tem alguma roupa mais "pomposa" mas usa para ocasiões mais especiais. 

Como houve algumas mães que me disseram que têm dificuldade em encontrar vestidos práticos, aqui fica uma seleção de alguns deles. Sei que na ZaraKids e na Zippy também se encontram alguns, mas quando partilho convosco tenho optado pelas vendas online, porque assim está ao alcance de todas. Este vestido de malha com o caozinho é uma fofura, não é? 

Desejo que a vossa semana seja mega feliz e cheia de sol ♥

Gestação de Substituição #1

27 de setembro de 2017

No dia 8 de Setembro fez-se história no nosso país ao ser aprovado o primeiro pedido de gestação de substituição. Tal como em 1986 a legalização da Procriação Medicamente Assistida [PMA] gerou muita polémica, agora não foi diferente. E ser o primeiro casal no país a usufruir desta lei tem um peso gigante na vida da Isabel e do Miguel. Para conseguirem gerir toda esta situação, com a tranquilidade necessária que toda a parentalidade necessita, optaram por se manter no anonimato. Contudo conheço este casal e conheço a história deles. A Isabel tem Endometriose, e tal como tantas outras mulheres com esta doença encontrou o seu refúgio na MulherEndo, associação da qual sou orgulhosamente presidente. E é por os conhecer e saber quem são que decidi dar-lhes voz, mantendo o que tanto prezam e necessitam, o anonimato.

Ao longo de todo este processo irei partilhando convosco as palavras deles, o lado deles, os sentimentos deles. Porque é fácil quem está desse lado, do lado de quem apenas lê notícias, apontar dedos, dizer que nunca faria tal coisa, dizer que esta criança vai sofrer... e eu quero provar-vos que não. Quero mostrar-vos que não!
 
Aos 30 anos, depois de uma longa luta contra a Endometriose e de alguns tratamentos de PMA a Isabel foi submetida a uma histerectomia total. Antes deste procedimento cirúrgico, que a levou a uma menopausa demasiado precoce, foi feita uma colheita de ovócitos, que ficaram congelados.


Como é que te sentiste no dia em que perdeste o teu útero, sem antes ter conseguido realizar o sonho de ser mãe? 

Isabel - Foi um misto de sensações. Por um lado a ânsia para que o sofrimento físico relacionado com a Endometriose terminasse e conseguisse ter qualidade de vida. Por outro, uma sensação de perda de feminilidade, virilidade e maternidade, pela perda do útero. Ao mesmo tempo estava serena, não fiquei nem revoltada nem angustiada, porque eu não ansiava por estar grávida, mas sim por ter um filho, e que não nascendo de mim porque a natureza assim o ditava, poderia nascer de outra pessoa, pois poderíamos recorrer à gestação de substituição (acabada de aprovar na altura) e assim ter à mesma o nosso filho tão desejado. 

Este filho vive dentro do meu coração há alguns uns anos, é alguém que nunca vi, que fisicamente não existe, mas que amo tanto... A aprovação da lei da gestação de substituição foi sem dúvida o alicerce que me deu resiliência, me permitiu ter a cabeça arrumada e aceitar sem rancor a realidade que a Endometriose ditou para a minha vida. 

Uma das questões que leio com muita frequência nos comentários às notícias sobre o vosso caso, prende-se com o porquê de não recorrerem à adopção, uma vez que existem muitas crianças institucionalizadas. Não ponderaram a adopção? 

Isabel - A adopção foi ponderada e até foi a nossa primeira opção. Sempre tive em mente adoptar, mesmo que tivesse um filho biológico. Infelizmente por motivos que agora não quero expor, mas que se prendem com a questão laboral e económica, tudo apontava que não seriamos candidatos para adopção de uma criança em Portugal, para além de que já acompanhámos muitos casos e acaba sempre por ser um processo muito demorado. Lançámo-nos para a possibilidade da adopção internacional, mas após contactar os meios legais existentes informaram-nos que o processo de adopção internacional tem um custo que varia entre 10 a 15 mil euros, e neste momento das nossas vida tal seria impensável. A gestação veio dar-nos esperança e força para não desistirmos do nosso sonho!

Tal como aconteceu quando surgiram os primeiros tratamentos de PMA, existe neste momento muito desconhecimento e algum preconceito sobre a gestação de substituição. Que peso está a ter nas vossas vidas, serem o primeiro casal em Portugal, a usar este método?

Isabel - No nosso círculo íntimo, o peso não é nenhum, pois foi uma decisão muito ponderada, discutida em família pelas pessoas afectas a nós. Temos total apoio dos nossos familiares e amigos mais próximos. Agora não descuramos a responsabilidade e peso que emana de sermos os primeiros. Sabemos que muitos julgam a nossa decisão de recorrer a esta técnica de reprodução humana. Mas esta é a nossa vontade! Este é o nosso sonho! Este é o nosso amor. E porque isto é algo que só diz respeito a nós, e para não nos magoarmos com os comentários que várias pessoas teimam em tecer, decidimos não entrar em mediatismos, não dar a cara, e manter-nos à margem de tudo o que se vai falando, produzindo, e especulando. Acredito que temos o dever de ir dando algum feedback sobre o processo de forma, também para ajudar e a dar algum alento aos casais que estão na mesma situação que nós e que depositam no nosso sucesso e na nossa coragem e vontade o impulso e a luz ao fundo do túnel, para o desejo tão grande que temos em comum que é o de sermos pais!

Não têm medo que um dia mais tarde o vosso filho sofra represálias ou seja vítima de algum tipo de descriminação?

Isabel - Não! Crescerá a saber a sua história. Saberá o imenso amor existente em cada uma das nossas lutas. Tanto pode ser gozado pela forma como nasceu, como por usar óculos, por ser rechonchudo, por ser muito alto ou muito baixo. As crianças são sinceras, toda a vida assim foi e será, resta-nos esperar que os pais dos amiguinhos dele eduquem os seus filhos com base no amor e no respeito pelo próximo. Se for o caso de ser uma criança vítima de bullying excessivo, quando chegar a altura, então teremos de lidar com isso e pedir ajuda se houver essa necessidade. Mas se há algo em todo o meu percurso de doença e de infertilidade que temos tentado fazer é não sofrer por antecipação. Deixar o tempo rolar e vivenciar cada conquista e cada derrota passo a passo. A única certeza que tenho é que familiarmente será muito amado, e para nós pais, agora essa certeza é tudo o que nos basta!

Obrigada Isabel e Miguel. Sabem que estou convosco ♥

Esta foi a minha primeira conversa com a Isabel, sei que teremos muitas mais porque as dúvidas à volta de todo este processo assim o imperam. A vós, que me lêem, deixo o repto de deixarem os vossos comentários e as vossas questões [mantendo sempre o registo que até hoje tem imperado neste espaço! Por favor!] que poderão ser respondidas num próximo artigo. Para responder também a algumas dúvidas sobre todo o processo médico irei trazer alguns especialistas no assunto, bem como um Pediatra que nos responderá a algumas questões!

Mães Sem Avental #1

26 de setembro de 2017

Mães que de tão imperfeitas se tornam perfeitas 

Volta e meia a vida é tramada, mas nos percursos mais escuros onde me faz caminhar, apresenta-me algumas pessoas que valem ouro e com quem consigo criar sinergias incríveis. Hoje trago-vos o projecto da minha querida amiga e psicóloga Sílvia Brites. A ideia é dela, o trabalho vai ser dela e eu serei assim a barriga de substituição que vai trazer o projecto dela para o mundo. 

O Mães Sem Avental é um grupo para as mães que não preenchem os requisitos da mãe tradicionalmente perfeita. Aquela que cozinha, que tem a casa impecável, que traz os miúdos sempre bem vestidos, calçados e penteados, aquela que sabe o nome de todos os colegas de turma, aquela que nunca falta, nunca falha e tem sempre a solução para tudo! [vocês já estão cansadas só de ler, aposto!]. Estas mães, as sem avental, geralmente sentem-se desajeitadas, desintegradas, esquecidas, irreflectidas, embora respondam de igual forma às necessidades de afecto dos seus filhos. Por outro lado, podem também ser mães de filhos que não cumprem os requisitos de convencionais. Afinal o que é isto de ser normal?! Será que isso existe?! As Mães Sem Avental são Mães Como Tu que podem encontrar neste espaço apoio direcionado com a Psicóloga Sílvia Brites. 

O Mães Sem Avental virá ao mundo de duas formas, em jeito de rubricas periódicas aqui no blogue Mãe Como Tu e NESTE grupo privado de facebook, onde podem ser feitas todas as partilhas, todos os desabafos e será prestado o apoio possível e necessário, a quem dele necessitar. Para além destas duas vertentes, a Sílvia encontra-se disponível para prestar apoio enquanto psicóloga presencial, por escrito [através de email] ou por vídeo [mediante agendamento].

Eu acho que sou uma Mãe Sem Avental, mas a Sílvia diz que não! Que eu sou das outras, das que enjoam por conseguirem dar conta de tudo e se esquecerem de pouco. As unhas pretas com que a minha filha foi hoje para a escola, dizem o contrário e quer-me parecer que estas rubricas ainda me vão ajudar muito. Espero que gostem deste projecto e vos ajude ♥