- ❥- 18 meses - ❥-

24 de fevereiro de 2016

- ❥- Para celebrar - ❥-
Anda, salta e corre sem precisar de meias antiderrapantes. Imita todos os animais que me parecem possíveis de imitar. O meu favorito é o Leão! Identifica todas as partes do corpo. O favorito dela é o rabo! Diz "pé" e pede "água" com uma pronuncia Açoriana que me faz sempre sorrir. Quer e come quase sempre sozinha. Dá os beijos e os abraços de boa noite mais deliciosos à face da terra. Adora dançar. Seja que música for, ela abana a anca, bate o pé, levanta o braço ou rodopia, sempre no ritmo certo. Descalça-se bem mais depressa do que eu a consigo calçar. Adora ver-se ao espelho. Dança, sorri e manda beijinhos a ela mesma, cada vez que encontra um espelho pelo caminho. Adora contrariar-me, de sorriso maroto nos lábios e jeito atrevido. Sabe bem quando o tom da minha voz muda do doce e ternurento para o grave. Adora andar de carro. Delicia-se a colocar óleo de côco na cara. Gosta de me dar beijinhos nas pernas. Podia comer apenas bananas todo o dia que seria feliz! Pergunta pelo pai sempre que acorda e sorri de orelha a orelha cada vez que ele chega. Ainda não percebeu que os livros são para folhear e não para rasgar. Não tem medo do escuro. Percorre a casa de luz apagada sem qualquer problema. Não tem medo de alturas. Isso assusta-me! Adora varrer e lavar o chão! É uma bebé feliz e eu sou tão feliz por a ter na minha vida! Parabéns a nós, hoje fazemos 18 meses!


Eu ♥

12 de fevereiro de 2016

Desde miúda que me lembro de não gostar de mim. Bem, não era bem não gostar de mim. Primeiro não gostava do cabelo. Depois não gostava das borbulhas. Mais para a frente achava que era demasiado magra para umas mamas tão grandes. Voltámos ao cabelo. Voltámos à cara. Passámos para a altura. No auge dos meus 17 anos tinha de andar sempre impecavelmente maquilhada, pousada nuns saltos agulha de 10cm [no mínimo!] que combinassem com a mala e já pintava o cabelo. Mais tarde, veio ainda uma doença que me fazia parecer grávida, embora continuasse magra, e a toma da pílula continua que acabou com o que sobrava da minha pele. 

Hoje, tenho 31 anos, as primeiras rugas começam a desenhar-me o contorno nos olhos, tenho uma cicatriz de uma cesariana e outras três de uma laparoscopia. Amamento há mais de 17 meses [e sim, as mamas ressentem-se!]. Há dias em que continuo com barriga de grávida, embora pese 50kg. Não pinto o cabelo nem as unhas há mais de 6 meses. Não uso maquilhagem há mais de um mês. Não me empoleiro em cima de uns saltos há meses. Não troco de mala desde Outubro [quando recebi de presente a que trago todos os dias]. Não uso cremes caros [nem baratos! Meu bom e natural óleo de côco...]. Quando me lembro uso o meu perfume, porque gosto mesmo dele. Quando me apetece coloco os meus brincos favoritos. E nunca, nunca me senti tão bonita nem tão bem comigo mesma. 

Não é desleixo, acreditem. Cuido de mim! Nunca tive a pele tão bonita, hidratada e luminosa, nem o cabelo tão forte! Mas aprendi que eu sou muito mais do que um cabelo, uma pele manchada e uma barriga inchada. Aprendi a gostar de mim pelo que sou e pelo que trago dentro de mim. Aprendi a ver-me com olhos de ver e acreditem ou não, não há beleza maior que a paz de espírito, a serenidade da alma e um sorriso no olhar. Nestes últimos meses, aprendi a cuidar do meu corpo de dentro para fora e não apenas a esconder-lhe o que considerava imperfeições. Aprendi que cada traço faz parte de mim. Que cada mancha e cada ruga fazem a minha história. Fazem o que eu sou! Eu sou assim. Mulher. Mãe. Simples. Serena. E gosto de mim, assim. Cada vez mais ♥

Destes dias...

23 de janeiro de 2016
Ontem saímos mais cedo [mimos de sexta-feira!] e como a boneca adormeceu na viagem para casa aproveitei para me sentar um bocadinho ao computador para vos escrever enquanto ela ainda dormia, mas hoje vim editar e completar o texto, porque ontem já não consegui!

Ontem completámos duas semanas de vida nova. Duas semanas sem infantário que corresponderam às duas primeiras semanas em que trabalhei seguidas, desde que recomecei em Setembro. Estas foram, desde Setembro, as duas primeiras semanas em que ela não ficou doente! Só por isso, tudo vale a pena!

Não é fácil. Exige muito mais de mim e é completamente diferente de estar com ela em casa a tempo inteiro. Tudo começa no dia anterior quando preciso de deixar tudo minimamente organizado e planeado para lanches e almoços do dia seguinte. De manhã, antes de sair, para além das rotinas básicas, muitas vezes ainda faço almoço para levarmos e para deixar para o pai [e nem sempre são iguais!]. Depois seguimos viagem de armas e bagagens. Pelo caminho vamos cantando, "conversando", fazendo os sons dos animais, etc. Ao longo dia desdobro-me como posso para fazer as tarefas que me competem no escritório e para estar com ela, dar-lhe atenção, brincar e estimular as aprendizagens que acho adequadas. O dia passa muito mais depressa. E geralmente é na hora da sesta dela que despacho a maior parte das coisas. Felizmente, nesta fase do ano, o meu trabalho fica reduzido cerca de 80%. Lá para Março é que as coisas vão começar a apertar. Para já vamos tendo tempo de nos adaptar às rotinas e de ela se adaptar ao espaço!

Felizmente existia uma sala sem destino mesmo ao lado do meu escritório que despejei, limpei e preparei para que ela possa estar em segurança a brincar ou a dormir, quando não pode estar junto de mim no escritório. Mantive o modelo Montessoriano, que adoptamos em casa, forrei o chão todo, levei-lhe alguns dos brinquedos, livros, arranjei outros brinquedos diferentes de materiais reaproveitados,  levei o colchão do berço, uma das avós deu umas almofadas, pendurei alguns dos trabalhos que ela tinha do infantário, algumas fotografias, um espelho, e ficámos com um espaço minimalista, prático e muito simpático, com duas maravilhosas janelas para a rua, onde ela adora espreitar quem passa! 

Nem todos os trabalhos permitem que se façam estas escolhas e se estivesse a exercer a profissão para a qual me licenciei, não seria possível. Às vezes a vida troca-nos as voltas, coloca-nos obstáculos, coloca-nos à prova, mas nem sempre isso tem resultados negativos. Começo cada vez mais a acreditar que tudo acontece por um motivo!

Para muitos esta não é a escolha adequada porque se criam crianças mais dependentes. Para outros esta não é a escolha adequada porque o contacto com os pares também é importante. Para muitos esta escolha é apenas mais uma sobrecarga para mães que teimam em ser perfeitas e que anulam as suas necessidades em detrimento dos filhos. Mas esta foi e é a nossa escolha! Esta é a que para nós faz sentido e é a que está implementada neste momento e irá permanecer enquanto acharmos que seja viável e adequada. Se a minha filha está mais apegada a mim? Está! Mas se não estiver agora, vai estar quando?! Se o contacto com os pares lhe faz falta? Com 16 meses não acredito! Se quero ser uma mãe perfeita? Não, não quero! Não existem! A perfeição é uma utopia! E ainda bem! Quero apenas fazer aquilo que o meu coração manda e considera ser o melhor, no momento presente - ❥- 

Mudança de Hábitos Alimentares #1

4 de janeiro de 2016
[Imagem da página FMTV - FOOD MATTERS]

Ao longo do último ano fui partilhando convosco algumas fotografias e fazendo algumas referências à perda de peso que estava a alcançar e foram muitos os comentários e as mensagens que me foram enviando no sentido de saber "qual o segredo" para ter conseguido perder 10kg de forma progressiva e gradual, no espaço de um ano. A verdade é que não houve nenhum segredo. Não houve nenhuma dieta específica. Não houve nenhuma consulta com nutricionista. Não houve nenhuma meta nem nenhum objetivo para além de fazer mais e melhor pela minha saúde. 

Quem me segue há mais tempo sabe que sou portadora de Endometriose, uma doença crónica, que pode variar de grau entre o mais simples, onde a portadora nem sonha que tem a doença, e os mais complexos, em que a vida fica completamente do avesso e a paciente fica mesmo incapacitada para as tarefas diárias. Há casos mais complicados do que o meu, mas ao longo dos últimos 15 anos vi a minha vida sofrer algumas [muitas] transformações por conta desta doença. Foi por ter percebido a dimensão que esta doença pode atingir e por ter vivido na pele a falta de apoio e compreensão tanto a nível familiar, social e médico, que uma doença desconhecida pode causar, que no dia em que finalmente obtive o meu diagnóstico decidi que tinha de mudar essa realidade em Portugal. Ainda não atingi a minha meta, mas estou muito orgulhosa do meu trabalho e do que, em conjunto com uma equipa pequena mas fantástica, tenho conseguido.  Podem seguir esse trabalho no site da "minha" Associação

Enquanto fundadora e presidente de uma Associação de Apoio cabe-me estar informada e procurar formas de ajuda e alívio de sintomas para todas as pacientes. Apesar de não haver certezas sobre a génese desta doença, há alguns estudos que indicam que esta doença e os seus sintomas se podem agravar com a alimentação e com o meio ambiente onde nos inserimos.  Com o nascimento da minha filha e sendo eu portadora de uma doença crónica na qual a alimentação pode interferir, interessei-me muito com as questões da alimentação. Li muito, fiz grandes pesquisas, conheci outros casos e cheguei à conclusão que precisava mesmo de uma mudança. Já o tinha tentado fazer antes, mas da forma errada. Todas as mudanças, para que sejam duradouras, têm de ser feitas de forma gradual. É impossível mudar hábitos alimentares do dia para a noite. Até se pode conseguir durante umas semanas, mas depois se caímos no disparate uma vez, perdemos o rumo de novo! E foi assim, tudo muito gradual, com pequenas alterações diárias que consegui mudar muita coisa. 

A primeira coisa que tem de mudar é a lista de compras. Se não houver em casa, não comemos! Para mim esta foi uma regra essencial. Não que fossemos de ter muitas "porcarias" em casa, mas há muita coisa que compramos e que achamos que não é assim tão mau e afinal não é bem verdade. 
Para terminar o post de hoje, que já vai longo, vou deixar uma lista de tudo o que deixou de haver cá em casa. Depois continuarei este tema e abordarei outras questões desta minha mudança de vida!

Cá em casa não entra:
Quando digo cá em casa não entra é nas compras semanais normais. Quando temos visitas ou há uma festa ou um jantar programado, há algumas [poucas] coisas destas que regressam, nomeadamente os sumos/refrigerantes, batatas fritas e os enchidos.
  • Comida pré-cozinhada - tudo o que são hambúrgueres, douradinhos, rissóis, croquetes, nuggets, etc deixou de fazer parte da lista de compras. Uma vez ou outra o marido, que não segue a mesma linha de alimentação que eu, compra para ele. Mas eu eliminei mesmo mesmo este tipo de coisas da minha alimentação. Antes, quando consumia já só usava o forno para confeccionar este tipo de coisas, mas agora nem assim!
  • Bolachas, bolos e croissants - Havia sempre um pacotinho de bolachas, nem que fosse de água e sal, mas quando olhei para a lista de ingredientes e li a quantidade de E's nem isso voltou a entrar cá em casa. Por norma, e porque todos temos vontade de tricar qualquer coisa, tenho sempre as minhas bolachas caseiras ou um bolo caseiro. [Tanto nas bolachas como nos bolos deixei de utilizar açúcar e tento sempre fazer escolhas conscientes nos ingredientes. Mas isso vocês já têm acompanhado nas receitas que eu vou partilhando!]
  • Cereais de pequeno almoço e barras de cereais - Havia sempre uma caixa de Fitness ou de outros cereais do género. Agora não há! E todos os dias comia uma ou duas barras de cereais das supostamente saudáveis...
  • Alimentos processados - Enchidos, fiambre, salsichas e afins ficam à porta! Nunca fui muito de comprar estas coisas, mas havia sempre uma embalagem de fiambre ou um frasco de salsichas para um desenrasque. Agora não há!
  • Lacticínios - Já não consumo lacticínios há alguns anos, mas usava leite ou manteiga em algumas receitas. Agora também eliminei isso! [Nunca usei natas nem molhos béchamel, porque nunca gostei, mas se usasse, seria uma das coisas que também deixaria de usar!]
  • Carnes vermelhas - O porco já era a "ovelha negra" que nunca vinha connosco para casa, mas a carninha de vaca vinha sempre. Agora também deixou de vir. Só carnes brancas [perú, frango, codorniz e coelho] e mesmo destas reduzi o consumo talvez em 70%.
  • Chocolates e sobremesas - Sempre fui apreciadora de chocolate e por isso recebia muitos de presente e havia sempre em grandes quantidades cá por casa. Deixei de comer chocolate de leite e a verdade é que quando tento comer já não consigo. Fico enjoada! Nunca fui de comer gelatinas mas volta e meia comprava petit gateaux, crepes pré-feitos e essas coisas para ter de reserva. Não há! E gelatina, depois de compreender como é feita e de olhar para a lista de ingredientes, nem o marido tem direito a comer! Faço gelatina com ágar-ágar. Já vos falei sobre isso AQUI.
  • Pão de forma, pão pita, pão wrap - Havia sempre pão de forma de sementes, daqueles supostamente muito bons e cheios de fibras. Deixou de haver a partir do momento em que olhei para a lista de ingredientes. Agora só compro pão branco [não abri guerra ao trigo], com farinha, água, sal e fermento. Daquele pão que é mesmo pão e que ao segundo dia tem bolor. Este tenho a  certeza que não tem porcarias! Assim como o pão pita e aquele pão para fazer os wraps que tínhamos sempre disponíveis, agora não há, e nem sentimos falta, sinceramente!
  • Óleo e margarina - Nunca fui muito de usar estas duas coisas porque não fazia fritos, mas havia sempre para apurar algum prato ou para alguma necessidade. Agora tenho óleo de côco, que serve para usar em bolos, bolachas e fazer pipocas!
  • Sumos e refrigerantes - Não falhava uma refeição. Agora é água, um sumo natural ou nada!
  • Batatas fritas - Havia sempre um pacote de reserva para uma refeição mais prática. Deixou de haver!
  • Enlatados - Tomate, milho, grão, feijão, cogumelos, fruta, azeitonas... Havia sempre algumas latas destas na despensa. Agora não há! Cogumelos só consumo dos frescos; milho compro congelado; tomate prefiro o fresco, embora tenha sempre fresco congelado para uma eventualidade; leguminosas compro em pacote e demolho e cozo em casa; azeitonas deixei de consumir; eu comprava fruta enlatada? Comprava pois, ananás e pêssego! Sem comentários possíveis!
  • Molhos, maionese, mostarda e afins - Nunca fomos muito de consumir estas coisas e a verdade é que acabavam por ir embalagens praticamente cheias para o lixo porque tinham passado a validade. Deixei de comprar. O que há agora é o que ainda restou do ano passado e ainda está dentro da validade!
  • Caldos Knorr e sopas em pó - Havia sempre duas ou três variedades de caldos Knorr [ou genéricos] e sopa de camarão daquelas em pó que é só juntar água! Agora que me lembro até tenho arrepios!
  • Pipocas - Era aos baldes! E é tão fácil fazer pipocas em casa 100% saudáveis que não consigo mesmo compreender o que me levava a gastar dinheiro naquela porcaria!
  • Gelados - Havia sempre várias caixas no congelador, fosse Verão ou Inverno, mas também os gelados fugiram. No Verão comprámos uma ou duas embalagens, mas desde que aprendi o truque do gelado de banana que desisti desse investimento. 

Certamente que foram mais as coisas que deixaram de vir connosco para casa mas neste momento não me consigo recordar [se me lembrar e se justificar ainda faço outro post sobre o que deixou de haver por cá, senão editarei este e avisar-vos-ei!]. Claro que para deixar de comer umas coisas é necessário substituir por outras e essas substituições serão o tema do próximo post. O que passou a vir connosco para casa?! Curiosos? Esperem pelo próximo post da "saga" Mudança de Hábitos Alimentares!

Nota: Se tiverem dúvidas ou quiserem colocar questões podem fazê-lo aqui nos comentários que depois responderei a tudo num único post! 

Bolo de cacau sem açúcar!

2 de janeiro de 2016
Espero que estejam a aproveitar ao máximo estes dias festivos para estarem com quem vos faz feliz e para recarregar as baterias para o ano que agora começa. Desejo que este 2016 vos traga, acima de tudo, muita saúde, tudo o resto nós conseguimos com força de vontade e um sorriso nos lábios!

Muitas de vós têm pedido que partilhe convosco o segredo que me ajudou a perder 10kg em 2015. Apesar de não haver segredo nenhum e de ter partilhado muito do que comemos por cá ao longo do ano, irei escrever um post mais detalhado sobre todas as alterações que fiz no meu dia a dia e que me permitiu perder peso de forma equilibrada, gradual e sem sentimento de privação. Um dos truques partilho já hoje, nesta receita, escolher alimentos alternativos que não roubam sabor mas acrescentam saúde às nossas receitas. 

No último dia do ano decidi fazer mais uma experiência na doçaria sem açúcar e o resultado foi muito positivo. Consegui um bolo saboroso e pouco pecaminoso. A princesa cá de casa cada vez que via o bolo até dava pulos de alegria e desta vez a receita foi também aprovada pelo homem da casa! O bolo fica pequeno, usei uma forma de bolo inglês das mais pequenas para o fazer, por isso se quiserem um bolo maior dupliquem a receita. Depois não se esqueçam de me contar se esta iguaria também foi aprovada aí por casa!


Ingredientes: 
250gr de tâmaras
4 Clh/sopa de água
1 "iogurte" vegetal 
3 ovos
2 Clh/sopa de cacau em pó
2 Clh/sopa de azeite
1 Clh/sobremesa de fermento
100gr de farinha

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 180º. Colocar as tâmaras de molho durante algumas horas [Quanto mais tempo mais fácil de retirar o caroço e de fazer um creme com elas]. Depois de demolhadas, retirar o caroço e colocar num robot de cozinha, juntar a água e triturar bem até obter um creme [se não tiverem um robot podem colocar num processador ou no copo da varinha mágica e usar a varinha]. Adicionar o "iogurte" vegetal [tenho sempre ESTES da Alpro porque não só têm uma percentagem de soja baixa como têm muito pouco açúcar!] e voltar a bater mais uns segundos para incorporar bem nas tâmaras. Adicionar os ovos inteiros, as duas colheres de cacau e o azeite e voltar a mexer bem. Por fim, juntar a farinha e o fermento e mexer até estar bem incorporado. Cobrir uma forma pequena com papel vegetal, deitar a mistura e levar ao forno por cerca de 30 minutos, até estar cozido. 

Facilmente poderíamos tornar este bolo mais pecaminoso, se em vez das tâmaras usássemos açúcar refinado, se em vez de "iogurte" vegetal usássemos um iogurte normal açucarado, se em vez de cacau usássemos chocolate em pó e se em vez de azeite usássemos óleo. Mas sinceramente, penso que estas alternativas que apresentei não roubam sabor nenhum ao bolo e conseguem torna-lo numa opção mais simpática para o nosso organismo! No fundo, este foi um dos meus segredos ao longo do último ano, que também ajudaram bastante na perca de peso, fazer algumas substituições nos ingredientes que utilizo diariamente! Experimentem! Acho que não se vão arrepender! 

Bolachas de canela e laranja

28 de dezembro de 2015

Há vários meses que não se compram bolachas cá para casa e por isso gosto de te sempre alguma coisa para substituir que possamos trincar quando apetece comer alguma coisa, só porque sim. A minha experiência com as bolachas não tem sido totalmente feliz [apesar de nunca ter ido nem uma fora!]. Mas não sou menina de desistir e queria mesmo encontrar uma receita que pudesse dar à pequena sem culpas e que também fosse aprovada pelos adultos. Quando vi ESTA receita da Vânia do blogue Made By Coices pensei que estava aqui a opção certa, mas quem me conhece sabe que não vale a pena, eu não consigo seguir receitas. Tenho de inventar sempre alguma coisa! E apesar de a receia que fiz ser muito semelhante à da Vânia é ligeiramente diferente. 


Finalmente fiquei totalmente satisfeita com o resultado final. Consegui umas bolachas saudáveis, 100% vegetais e que ficaram saborosas e estaladiças. A princesa também gostou, apesar de ter de as molhar bastante antes de conseguir trincar. São uma boa opção para o rompimento dos dentes, para coçar gengivas! O pai não tem a minha opinião, mas quer-me parecer que está influenciado pelo meio pudim cheio de ovos e açúcar que ainda tem à espera dele no frigorífico!! Se experimentarem depois contem-me tudo, se gostaram e se foram aprovadas por todos aí por casa! 


Ingredientes:
1 chávena de tâmaras
1 chávena de amêndoas laminadas
Raspa de uma laranja
1 Clh/sopa de canela em pó
2 Clh/sopa de azeite
1 Chávena de flocos de aveia
2 Chávenas de farinha de centeio



Preparação:
Demolhar as tâmaras durante algum tempo. Retirar o caroço e colocar num robot de cozinha. Triturar até obter um creme homogéneo. Juntar a canela e voltar a mexer alguns segundos. Adicionar a chávena de amêndoas e voltar a triturar até que fique incorporado e as amêndoas quase desfeitas. Juntar os flocos de aveia e voltar a mexer bem para desfazer ligeiramente e incorporar. Adicionar a raspa da laranja e o azeite voltando a mexer ligeiramente. Por fim, ir juntando a farinha de centeio aos poucos e ir mexendo para incorporar. Acondicionar a massa em película aderente e levar ao frigorífico algum tempo. Eu deixei ficar toda a noite, mas não é necessário tanto tempo. 
Depois de fria a massa é bastante fácil de trabalhar. Comecei por estendê-la com o rolo mas depois preferi fazê-lo com as mãos porque não agarrava nada [acho que tenho de mudar de rolo!]. Estendi pequenos pedaços de massa deixando-os com cerca de meio centímetro de altura e usei os cortadores para a deixar com as formas que queria. Coloquei num tabuleiro coberto com papel vegetal e levei ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 20 minutos. 

Espero que gostem ♥