Destes dias...
23 de janeiro de 2016
Ontem saímos mais cedo [mimos de sexta-feira!] e como a boneca adormeceu na viagem para casa aproveitei para me sentar um bocadinho ao computador para vos escrever enquanto ela ainda dormia, mas hoje vim editar e completar o texto, porque ontem já não consegui!
Ontem completámos duas semanas de vida nova. Duas semanas sem infantário que corresponderam às duas primeiras semanas em que trabalhei seguidas, desde que recomecei em Setembro. Estas foram, desde Setembro, as duas primeiras semanas em que ela não ficou doente! Só por isso, tudo vale a pena!
Não é fácil. Exige muito mais de mim e é completamente diferente de estar com ela em casa a tempo inteiro. Tudo começa no dia anterior quando preciso de deixar tudo minimamente organizado e planeado para lanches e almoços do dia seguinte. De manhã, antes de sair, para além das rotinas básicas, muitas vezes ainda faço almoço para levarmos e para deixar para o pai [e nem sempre são iguais!]. Depois seguimos viagem de armas e bagagens. Pelo caminho vamos cantando, "conversando", fazendo os sons dos animais, etc. Ao longo dia desdobro-me como posso para fazer as tarefas que me competem no escritório e para estar com ela, dar-lhe atenção, brincar e estimular as aprendizagens que acho adequadas. O dia passa muito mais depressa. E geralmente é na hora da sesta dela que despacho a maior parte das coisas. Felizmente, nesta fase do ano, o meu trabalho fica reduzido cerca de 80%. Lá para Março é que as coisas vão começar a apertar. Para já vamos tendo tempo de nos adaptar às rotinas e de ela se adaptar ao espaço!
Nem todos os trabalhos permitem que se façam estas escolhas e se estivesse a exercer a profissão para a qual me licenciei, não seria possível. Às vezes a vida troca-nos as voltas, coloca-nos obstáculos, coloca-nos à prova, mas nem sempre isso tem resultados negativos. Começo cada vez mais a acreditar que tudo acontece por um motivo!
Para muitos esta não é a escolha adequada porque se criam crianças mais dependentes. Para outros esta não é a escolha adequada porque o contacto com os pares também é importante. Para muitos esta escolha é apenas mais uma sobrecarga para mães que teimam em ser perfeitas e que anulam as suas necessidades em detrimento dos filhos. Mas esta foi e é a nossa escolha! Esta é a que para nós faz sentido e é a que está implementada neste momento e irá permanecer enquanto acharmos que seja viável e adequada. Se a minha filha está mais apegada a mim? Está! Mas se não estiver agora, vai estar quando?! Se o contacto com os pares lhe faz falta? Com 16 meses não acredito! Se quero ser uma mãe perfeita? Não, não quero! Não existem! A perfeição é uma utopia! E ainda bem! Quero apenas fazer aquilo que o meu coração manda e considera ser o melhor, no momento presente - ❥-
Ontem completámos duas semanas de vida nova. Duas semanas sem infantário que corresponderam às duas primeiras semanas em que trabalhei seguidas, desde que recomecei em Setembro. Estas foram, desde Setembro, as duas primeiras semanas em que ela não ficou doente! Só por isso, tudo vale a pena!
Não é fácil. Exige muito mais de mim e é completamente diferente de estar com ela em casa a tempo inteiro. Tudo começa no dia anterior quando preciso de deixar tudo minimamente organizado e planeado para lanches e almoços do dia seguinte. De manhã, antes de sair, para além das rotinas básicas, muitas vezes ainda faço almoço para levarmos e para deixar para o pai [e nem sempre são iguais!]. Depois seguimos viagem de armas e bagagens. Pelo caminho vamos cantando, "conversando", fazendo os sons dos animais, etc. Ao longo dia desdobro-me como posso para fazer as tarefas que me competem no escritório e para estar com ela, dar-lhe atenção, brincar e estimular as aprendizagens que acho adequadas. O dia passa muito mais depressa. E geralmente é na hora da sesta dela que despacho a maior parte das coisas. Felizmente, nesta fase do ano, o meu trabalho fica reduzido cerca de 80%. Lá para Março é que as coisas vão começar a apertar. Para já vamos tendo tempo de nos adaptar às rotinas e de ela se adaptar ao espaço!
Felizmente existia uma sala sem destino mesmo ao lado do meu escritório que despejei, limpei e preparei para que ela possa estar em segurança a brincar ou a dormir, quando não pode estar junto de mim no escritório. Mantive o modelo Montessoriano, que adoptamos em casa, forrei o chão todo, levei-lhe alguns dos brinquedos, livros, arranjei outros brinquedos diferentes de materiais reaproveitados, levei o colchão do berço, uma das avós deu umas almofadas, pendurei alguns dos trabalhos que ela tinha do infantário, algumas fotografias, um espelho, e ficámos com um espaço minimalista, prático e muito simpático, com duas maravilhosas janelas para a rua, onde ela adora espreitar quem passa!
Nem todos os trabalhos permitem que se façam estas escolhas e se estivesse a exercer a profissão para a qual me licenciei, não seria possível. Às vezes a vida troca-nos as voltas, coloca-nos obstáculos, coloca-nos à prova, mas nem sempre isso tem resultados negativos. Começo cada vez mais a acreditar que tudo acontece por um motivo!
Para muitos esta não é a escolha adequada porque se criam crianças mais dependentes. Para outros esta não é a escolha adequada porque o contacto com os pares também é importante. Para muitos esta escolha é apenas mais uma sobrecarga para mães que teimam em ser perfeitas e que anulam as suas necessidades em detrimento dos filhos. Mas esta foi e é a nossa escolha! Esta é a que para nós faz sentido e é a que está implementada neste momento e irá permanecer enquanto acharmos que seja viável e adequada. Se a minha filha está mais apegada a mim? Está! Mas se não estiver agora, vai estar quando?! Se o contacto com os pares lhe faz falta? Com 16 meses não acredito! Se quero ser uma mãe perfeita? Não, não quero! Não existem! A perfeição é uma utopia! E ainda bem! Quero apenas fazer aquilo que o meu coração manda e considera ser o melhor, no momento presente - ❥-
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