Desafio: Natal é quando o homem quiser ♥

2 de dezembro de 2015
[Foto retirada do We heart it]


E se, neste mês de Dezembro, eu vos lançasse um desafio [simples!] todos os dias, com o objectivo de fazermos o mundo, o nosso e o dos que nos rodeiam, um bocadinho melhor, mais quente e mais sorridente. Aceitavam?! 
É tão simples fazer a diferença que às vezes até nos esquecemos porque de tão simples achamos que não é útil ou valioso. Mas é! É sempre! O espírito do Natal não deve ser apenas vivido um dia por ano e por isso lembrei-me deste desafio, que quem sabe incutirá pequenos gestos no nosso dia-a-dia que podem ser replicados ao longo do ano, sem darmos conta. 

Pensem com carinho [e entusiasmo!] que amanhã de manhã já vos deixo o primeiro desafio aqui no blogue! Não roubará muito tempo aos nossos dias, prometo. Mas prometo também, que todo o tempo dedicado será recompensado em sorrisos e quem sabe abraços!

O Bolo doce, sem açúcar!

26 de novembro de 2015

Parece que finalmente fiz um bolo saudável aprovado por todos os que o provaram e a pedido de muitas famílias aqui fica a receita. Não se assustem com a quantidade de ingredientes. Pode parecer complicado, mas fiz o bolo num instante! Não é um bolo que fique grande e fofo, é um bolo diferente, mas muito saboroso e que deixa na cozinha um cheio divinal.  Espero que gostem e que faça tanto sucesso por aí como fez por aqui! 

Ingredientes:
1 Courgette pequeno
1 Maçã Golden grande
1 Banana grande madura
8 Tâmaras
3 Clh/sopa de água
4 Ovos
1 Clh/sopa de óleo de côco
1 Clh/sopa de canela
3 Clh/sopa de farinha de alfarroba
25gr de farelo de aveia
25gr de farinha de centeio
50gr de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento

Preparação na Bimby:
Colocar as tâmaras de molho no mínimo uma hora. Escorrer a água e tirar o caroço. Pré-aquecer o forno a 180º. No copo da Bimby colocar a maçã e o courgette descascados e em pedaços com a banana, as tâmaras e a água. Programar 10m, 100º, vel.1. No fim do tempo triturar tudo na velocidade 5/6 durante uns segundos até obter um creme. Deixar arrefecer um pouco. Juntar os ovos, a canela, o óleo de côco [pode substituir por azeite] e a farinha de alfarroba e mexer alguns segundos na velocidade 3. Por fim juntar o farelo de aveia [podem ser flocos triturados previamente], a farinha de centeio, a farinha de trigo e o fermento e mexer mais alguns segundos na velocidade 4. Colocar numa forma coberta com papel vegetal e levar ao forno cerca de 40m a 180º. 

Preparação tradicional:
Colocar as tâmaras de molho no mínimo uma hora. Escorrer a água e tirar o caroço. Pré-aquecer o forno a 180º. Num tacho colocar a maçã e o courgette descascados e em pedaços com a banana, as tâmaras e a água. Levar a lume brando entre 10 a 15 minutos e ir mexendo de vez em quando. Quando todos os ingredientes estiverem cozidos, passar tudo com a varinha mágica até obter um creme. Colocar numa taça funda e deixar arrefecer um pouco. Juntar os ovos, a canela, o óleo de côco [pode substituir por azeite] e a farinha de alfarroba e mexer bem até envolver tudo [pode usar uma colher de pau ou a batedeira elétrica]. Por fim juntar o farelo de aveia [podem ser flocos triturados previamente], a farinha de centeio, a farinha de trigo e o fermento e mexer novamente até incorporar todos os ingredientes. Colocar numa forma coberta com papel vegetal e levar ao forno cerca de 40m a 180º. 

Notas: No que respeita à gordura, tenho preferência pelo óleo de côco. Se não fizer parte dos ingredientes disponíveis na vossa dispensa podem usar azeite ou manteiga. Entre estes dois, escolheria o azeite. Quanto às farinhas se não tiverem farinha de centeio nem a aveia podem usar 100gr de farinha de trigo normal o que dará uma consistência mais "tradicional" mas roubará certamente um pouco o sabor que por cá tanto gostámos! Façam as vossas experiências e contem-me como correu! Bom apetite! 


"És feia e má!"

24 de novembro de 2015
[Foto retirada do site Just Real Mums]

Hoje quando fui levar a princesa ao infantário uma das mais pequeninas da sala tinha uma mordidela na testa. Estava bem marcada e a verdade é que se tivesse sido num local com carne era possível que tivesse feito ferida.

A Educadora contou-me quem lhe tinha mordido e uma das auxiliares virou-se para a pequena em questão e disse "a D. é feia e má!". A princesa sabia que estavam a falar dela e mostrou-se envergonhada enquanto olhava para mim. Não consegui ficar calada. Com um sorriso nos lábios disse que não, que ela não era nem feia nem má e que não havia bebés feios e maus. A Educadora seguiu o meu raciocínio e repetiu o que eu estava a dizer, o que me deixou mais descansada. Mas mesmo assim gostava de ter feito mais e de ter "dado" mais de mim àquela criança.

Eu sei que muitas vezes dizemos a primeira coisa que nos vem à cabeça, principalmente quando estamos chateados. Mas pergunto-me, o que é que as crianças, tenham a idade que tiverem, aprendem ao ser rotuladas de feias e más, e às vezes de coisas piores, quando tem um comportamento desadequado? O que é que lhes estamos a ensinar? Que valores lhes estamos a transmitir com esses rótulos?

Volto a frisar, não há bebés feios e maus. Há bebés, que tal como nós adultos, expressam os seus sentimentos de forma desadequada ou menos correcta. Cabe a cada um de nós, adultos que vivemos e convivemos com eles, que somos os seus guias e os exemplos que eles vão seguir, mostrar-lhes a forma mais correcta de transmitir as emoções e os sentimentos. Cabe a cada um de nós, ser adulto, ser consciente e não fazer precisamente o que estamos a condenar. 

Não há bebés feios nem maus. Às vezes só precisam de um adulto que se sente no chão, cara a cara com eles, lhes explique o que se passou e o que não devia ter acontecido, e lhes dê um abraço. Na maioria das vezes, tudo o que eles precisam é de alguém que os olhe de frente e os veja, com olhos de ver!

Para reflectir...

Gratidão ♥

6 de novembro de 2015

Dormes serena nos meus braços. Passados 14 meses o meu peito é ainda o teu lugar preferido para dormir. É o teu porto seguro. O teu ninho. O teu refúgio. E eu só posso sentir-me grata por isso. Não há nada que me deixe mais mais tranquila do que ver-te dormir. Ouvir a tua respiração. Observar os movimentos ligeiros que vais fazendo é como que uma terapia de relaxamento.

É uma bênção ter-te nos meus braços, na minha vida, em mim. Sei disso! E nunca me vou esquecer, por mais voltas que a vida possa dar. Sou grata ao universo, a mim mesma por não ter desistido, ao teu pai que nunca duvidou, sempre acreditou mas nunca, nunca pressionou, e a algumas pessoas que ajudaram a que fosses uma verdade. Uma realidade. Uma vida. A minha vida! Às vezes ainda penso o que seria da minha vida se tivesse feito as escolhas erradas no meu percurso com a Endometriose. Felizmente cheguei ao lugar certo. Às pessoas certas. Felizmente acreditei em mim e segui o meu instinto mesmo lutando contra muitas frentes,  muitas opiniões e muitas dificuldades. Felizmente estás nos meus braços. E sou grata. Tão grata.
Um dia terás outros portos de abrigo. Terás outros ombros e outros peitos onde deitar a tua cabeça para dormir serena, mas desejo, desejo mesmo, que nunca se perca este amor, este carinho, esta cumplicidade, esta ligação tão forte e tão especial. Desejo, desejo mesmo que saibas que o meu peito será sempre teu, o meu colo será sempre teu, que os meus braços estarão sempre abertos e que o meu amor nunca vai desvanecer. E prometo, a ti e a mim, que não vou deixar que isto mude, nunca!

Lanches de Domingo

1 de novembro de 2015

Quando a princesa anda adoentada e ficamos as duas mais vezes em casa, acabo por me dedicar mais à cozinha mas menos ao computador, daí este blogue andar em modo Halloween, com muitas teias de aranha. Tenho vários posts para vos escrever, mas como sei que vocês gostam é de receitinhas hoje trago um dois em um. Um lanche de Domingo composto por umas panquecas que ficaram deliciosas e um "doce" de maçã super simples e saboroso.

Já tinha pensado que devia inventar alguma coisa para substituir a manteiga quando a pequena come pão torrado de manhã, mas ainda não me tinha dedicado ao assunto. Aqui à dias vi uma sugestão no maravilhoso grupo Movimento Crescer Saudável [ainda não conhecem? Não acredito! Estão à espera de quê?!] deixada pela mamã Cátia Lopes e hoje decidi que era dia de experimentar. A maior parte das receitas que faço é original, e nascem do meu maravilhoso cérebro, mas há muitas ideias que me surgem baseadas em sugestões ou receitas que leio. Desta vez a ideia é totalmente desta mamã prendada e eu só descasquei as maçãs [e comi! Muito!]



Panquecas de banana

Ingredientes
1 ovo
3 clh/sopa de iogurte vegetal natural
2 bananas médias maduras
1 clh/chá de óleo de côco
2 clh/sopa de farelo de aveia
2 clh/sopa de farinha de centeio

Preparação
Numa taça colocar o ovo, o iogurte, as bananas e o óleo de côco. Mexer tudo muito bem [usei a varinha mágica para ser mais rápido] até obter um creme. Juntar o farelo de aveia e voltar a mexer. Por fim juntar a farinha de centeio e mexer novamente até misturar tudo. Com a ajuda de uma concha colocar a porção desejada numa frigideira anti-aderente bem quente. Deixar fazer cerca de 3 minutos antes de virar.

"Doce" de maçã

Ingredientes
2 maçãs 
2 paus de canela
1 clh/café de agar-agar
Água

Preparação
Descascar as maçãs e cortar em pequenos pedaços. Num tacho juntar as maçãs, os paus de canela e um pouco de água [não cobri totalmente as maçãs com água]. Deixar cozer em lume brando e ir mexendo. Quando as maçãs estiverem cozidas, retirar os paus de canela, passar tudo com a varinha e juntar o agar-agar levando novamente ao lume cerca de dois minutos mexendo bem. Guardar num frasco de vidro e depois de arrefecer colocar no frigorífico para conservar.

E pronto, o nosso lanche de Domingo foram estas panquecas que ficaram deliciosas com este "doce" de maçã maravilhoso. Já experimentei também o "doce" com as tostas de aveia que comprei ontem e fica maravilhoso. Espero que gostem das sugestões de hoje e que tenham uma semana fantástica. 

Oh Tia dá bolinho?

25 de outubro de 2015

Ontem apeteceu-me começar a fazer algumas experiências para o dia de todos os santos, mais conhecido em algumas localidades por dia do bolinho.  Como sempre queria uma opção saborosa e sem açúcar e foi isto que me surgiu! 

O pai [sempre o meu principal crítico, no bom sentido!] provou um e achou pouco doces, mas depois dei com ele a comer outro e mais outro e mais outro... De manhã trouxemos o frasco para o sofá e quando a princesa acordou da sesta agarrou o frasco e foi com ele ao pai enquanto fazia sinal com a boca de que queria comer. A verdade é que o paladar dela nunca me serve de crítica, porque a pequena come tudo tudo o que eu lhe faço! Mas parece que desta vez também ficou muito satisfeita com esta novidade! Pessoalmente fiquei satisfeita com o resultado, só acho que deveriam ter levado o dobro da gordura para ficarem mais fofos e nos ingredientes já colocarei a quantidade que acho correcta. Atenção que o meu paladar já se está a desabituar ao doce e por isso acredito que para a maioria das pessoas estas maravilhas precisem de um pouco de açúcar, mas quero acreditar que para os miúdos estão óptimos! 

Ingredientes
2 Batatas doces médias
2 Maçãs
3 Tâmaras
1 Ovo
2 Paus de canela
1 Clh/chá de fermento
1 Clh/chá de canela em pó
4 Clh/chá de manteiga [usei magra e sem sal que é a que usamos cá em casa]
1 Chávena de farinha de centeio integral
2 Chávenas de farinha de trigo

Nota: Se desejarem colocar açúcar substituam a farinha branca pela quantidade de açúcar que desejarem. Ou seja, se puseram meia chávena de açúcar, coloquem uma e meia de farinha. Pessoalmente, ao usar açúcar optaria por açúcar de côco ou mel [no caso de bebés com mais de 2 anos].

Preparação 
Ligar o forno a 180º. Descascar as maçãs e as batatas e cortar em pedaços, juntar dois copos de água, os dois paus de canela e as tâmaras e levar ao lume até estarem cozidas. Escorrer a água e reservar. Retirar o caroço das tâmaras e passar com a varinha mágica até obter um creme. Juntar a água da cozedura reservada e mexer bem. Juntar a canela em pó e a manteiga. Esperar que arrefeça ligeiramente e juntar o ovo. Juntar a farinha de centeio e o fermento e mexer bem. Depois adicionar a farinha de trigo e mexer bem com as mãos. Nesta fase já deve ser possível formar bolas de massa com as mãos. Se sentirem dificuldade vão enfarinhando as mãos para ajudar. Formar pequenas bolas e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, achar ligeiramente com a palma das mãos porque depois ganharão altura no forno. Levar ao forno cerca de 20 minutos até estarem cozidas. Não contei quantos bolinhos obtive no final mas enchi o frasco de vidro e tive de guardar alguns noutro local. Por isso calculo que tenha rendido cerca de 30 unidades. 

Espero que gostem de mais esta receita e que seja aprovada pelos vossos pequeninos! Bom apetite e bom Domingo!