"És feia e má!"

24 de novembro de 2015
[Foto retirada do site Just Real Mums]

Hoje quando fui levar a princesa ao infantário uma das mais pequeninas da sala tinha uma mordidela na testa. Estava bem marcada e a verdade é que se tivesse sido num local com carne era possível que tivesse feito ferida.

A Educadora contou-me quem lhe tinha mordido e uma das auxiliares virou-se para a pequena em questão e disse "a D. é feia e má!". A princesa sabia que estavam a falar dela e mostrou-se envergonhada enquanto olhava para mim. Não consegui ficar calada. Com um sorriso nos lábios disse que não, que ela não era nem feia nem má e que não havia bebés feios e maus. A Educadora seguiu o meu raciocínio e repetiu o que eu estava a dizer, o que me deixou mais descansada. Mas mesmo assim gostava de ter feito mais e de ter "dado" mais de mim àquela criança.

Eu sei que muitas vezes dizemos a primeira coisa que nos vem à cabeça, principalmente quando estamos chateados. Mas pergunto-me, o que é que as crianças, tenham a idade que tiverem, aprendem ao ser rotuladas de feias e más, e às vezes de coisas piores, quando tem um comportamento desadequado? O que é que lhes estamos a ensinar? Que valores lhes estamos a transmitir com esses rótulos?

Volto a frisar, não há bebés feios e maus. Há bebés, que tal como nós adultos, expressam os seus sentimentos de forma desadequada ou menos correcta. Cabe a cada um de nós, adultos que vivemos e convivemos com eles, que somos os seus guias e os exemplos que eles vão seguir, mostrar-lhes a forma mais correcta de transmitir as emoções e os sentimentos. Cabe a cada um de nós, ser adulto, ser consciente e não fazer precisamente o que estamos a condenar. 

Não há bebés feios nem maus. Às vezes só precisam de um adulto que se sente no chão, cara a cara com eles, lhes explique o que se passou e o que não devia ter acontecido, e lhes dê um abraço. Na maioria das vezes, tudo o que eles precisam é de alguém que os olhe de frente e os veja, com olhos de ver!

Para reflectir...

Gratidão ♥

6 de novembro de 2015

Dormes serena nos meus braços. Passados 14 meses o meu peito é ainda o teu lugar preferido para dormir. É o teu porto seguro. O teu ninho. O teu refúgio. E eu só posso sentir-me grata por isso. Não há nada que me deixe mais mais tranquila do que ver-te dormir. Ouvir a tua respiração. Observar os movimentos ligeiros que vais fazendo é como que uma terapia de relaxamento.

É uma bênção ter-te nos meus braços, na minha vida, em mim. Sei disso! E nunca me vou esquecer, por mais voltas que a vida possa dar. Sou grata ao universo, a mim mesma por não ter desistido, ao teu pai que nunca duvidou, sempre acreditou mas nunca, nunca pressionou, e a algumas pessoas que ajudaram a que fosses uma verdade. Uma realidade. Uma vida. A minha vida! Às vezes ainda penso o que seria da minha vida se tivesse feito as escolhas erradas no meu percurso com a Endometriose. Felizmente cheguei ao lugar certo. Às pessoas certas. Felizmente acreditei em mim e segui o meu instinto mesmo lutando contra muitas frentes,  muitas opiniões e muitas dificuldades. Felizmente estás nos meus braços. E sou grata. Tão grata.
Um dia terás outros portos de abrigo. Terás outros ombros e outros peitos onde deitar a tua cabeça para dormir serena, mas desejo, desejo mesmo, que nunca se perca este amor, este carinho, esta cumplicidade, esta ligação tão forte e tão especial. Desejo, desejo mesmo que saibas que o meu peito será sempre teu, o meu colo será sempre teu, que os meus braços estarão sempre abertos e que o meu amor nunca vai desvanecer. E prometo, a ti e a mim, que não vou deixar que isto mude, nunca!

Lanches de Domingo

1 de novembro de 2015

Quando a princesa anda adoentada e ficamos as duas mais vezes em casa, acabo por me dedicar mais à cozinha mas menos ao computador, daí este blogue andar em modo Halloween, com muitas teias de aranha. Tenho vários posts para vos escrever, mas como sei que vocês gostam é de receitinhas hoje trago um dois em um. Um lanche de Domingo composto por umas panquecas que ficaram deliciosas e um "doce" de maçã super simples e saboroso.

Já tinha pensado que devia inventar alguma coisa para substituir a manteiga quando a pequena come pão torrado de manhã, mas ainda não me tinha dedicado ao assunto. Aqui à dias vi uma sugestão no maravilhoso grupo Movimento Crescer Saudável [ainda não conhecem? Não acredito! Estão à espera de quê?!] deixada pela mamã Cátia Lopes e hoje decidi que era dia de experimentar. A maior parte das receitas que faço é original, e nascem do meu maravilhoso cérebro, mas há muitas ideias que me surgem baseadas em sugestões ou receitas que leio. Desta vez a ideia é totalmente desta mamã prendada e eu só descasquei as maçãs [e comi! Muito!]



Panquecas de banana

Ingredientes
1 ovo
3 clh/sopa de iogurte vegetal natural
2 bananas médias maduras
1 clh/chá de óleo de côco
2 clh/sopa de farelo de aveia
2 clh/sopa de farinha de centeio

Preparação
Numa taça colocar o ovo, o iogurte, as bananas e o óleo de côco. Mexer tudo muito bem [usei a varinha mágica para ser mais rápido] até obter um creme. Juntar o farelo de aveia e voltar a mexer. Por fim juntar a farinha de centeio e mexer novamente até misturar tudo. Com a ajuda de uma concha colocar a porção desejada numa frigideira anti-aderente bem quente. Deixar fazer cerca de 3 minutos antes de virar.

"Doce" de maçã

Ingredientes
2 maçãs 
2 paus de canela
1 clh/café de agar-agar
Água

Preparação
Descascar as maçãs e cortar em pequenos pedaços. Num tacho juntar as maçãs, os paus de canela e um pouco de água [não cobri totalmente as maçãs com água]. Deixar cozer em lume brando e ir mexendo. Quando as maçãs estiverem cozidas, retirar os paus de canela, passar tudo com a varinha e juntar o agar-agar levando novamente ao lume cerca de dois minutos mexendo bem. Guardar num frasco de vidro e depois de arrefecer colocar no frigorífico para conservar.

E pronto, o nosso lanche de Domingo foram estas panquecas que ficaram deliciosas com este "doce" de maçã maravilhoso. Já experimentei também o "doce" com as tostas de aveia que comprei ontem e fica maravilhoso. Espero que gostem das sugestões de hoje e que tenham uma semana fantástica. 

Oh Tia dá bolinho?

25 de outubro de 2015

Ontem apeteceu-me começar a fazer algumas experiências para o dia de todos os santos, mais conhecido em algumas localidades por dia do bolinho.  Como sempre queria uma opção saborosa e sem açúcar e foi isto que me surgiu! 

O pai [sempre o meu principal crítico, no bom sentido!] provou um e achou pouco doces, mas depois dei com ele a comer outro e mais outro e mais outro... De manhã trouxemos o frasco para o sofá e quando a princesa acordou da sesta agarrou o frasco e foi com ele ao pai enquanto fazia sinal com a boca de que queria comer. A verdade é que o paladar dela nunca me serve de crítica, porque a pequena come tudo tudo o que eu lhe faço! Mas parece que desta vez também ficou muito satisfeita com esta novidade! Pessoalmente fiquei satisfeita com o resultado, só acho que deveriam ter levado o dobro da gordura para ficarem mais fofos e nos ingredientes já colocarei a quantidade que acho correcta. Atenção que o meu paladar já se está a desabituar ao doce e por isso acredito que para a maioria das pessoas estas maravilhas precisem de um pouco de açúcar, mas quero acreditar que para os miúdos estão óptimos! 

Ingredientes
2 Batatas doces médias
2 Maçãs
3 Tâmaras
1 Ovo
2 Paus de canela
1 Clh/chá de fermento
1 Clh/chá de canela em pó
4 Clh/chá de manteiga [usei magra e sem sal que é a que usamos cá em casa]
1 Chávena de farinha de centeio integral
2 Chávenas de farinha de trigo

Nota: Se desejarem colocar açúcar substituam a farinha branca pela quantidade de açúcar que desejarem. Ou seja, se puseram meia chávena de açúcar, coloquem uma e meia de farinha. Pessoalmente, ao usar açúcar optaria por açúcar de côco ou mel [no caso de bebés com mais de 2 anos].

Preparação 
Ligar o forno a 180º. Descascar as maçãs e as batatas e cortar em pedaços, juntar dois copos de água, os dois paus de canela e as tâmaras e levar ao lume até estarem cozidas. Escorrer a água e reservar. Retirar o caroço das tâmaras e passar com a varinha mágica até obter um creme. Juntar a água da cozedura reservada e mexer bem. Juntar a canela em pó e a manteiga. Esperar que arrefeça ligeiramente e juntar o ovo. Juntar a farinha de centeio e o fermento e mexer bem. Depois adicionar a farinha de trigo e mexer bem com as mãos. Nesta fase já deve ser possível formar bolas de massa com as mãos. Se sentirem dificuldade vão enfarinhando as mãos para ajudar. Formar pequenas bolas e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, achar ligeiramente com a palma das mãos porque depois ganharão altura no forno. Levar ao forno cerca de 20 minutos até estarem cozidas. Não contei quantos bolinhos obtive no final mas enchi o frasco de vidro e tive de guardar alguns noutro local. Por isso calculo que tenha rendido cerca de 30 unidades. 

Espero que gostem de mais esta receita e que seja aprovada pelos vossos pequeninos! Bom apetite e bom Domingo! 

Nada se estraga, tudo se transforma!

16 de outubro de 2015


Quantas vezes não olhamos para a fruteira e vemos algumas peças de fruta que foram ficando para último na nossa escolha? Esta semana aconteceu-me isso. Tinha 5 maçãs a ficar enrugadas que foram sendo preteridas porque eram enfarinhadas. Sem grandes pretensões decidi cortá-las em pedaços e cozê-las com um pouco de canela em pó e uma chávena de água. O resultado final teve três utilizações diferentes. 

Puré de maçã e canela

Nada mais simples do que fazer um puré de fruta. Depois de cozidas escorri a água [que reservei] e passei tudo com a varinha mágica. Ao almoço separei mais ou menos duas colheres de sopa e ofereci como sobremesa à princesa da casa.
Outra utilização possível deste puré de fruta é adicionar a iogurte natural [opto pelos não açucarados] ou creme vegetal [tenho escolhido os naturais da Alpro porque tem apenas 7% de soja na sua composição] e servir como lanche. Por cá é um dos lanches favoritos da pequena. 

O meu arroz "doce"

Por fim, para utilizar o resto do puré decidi inventar uma espécie de arroz doce. Num tacho juntei a água de cozer as maçãs [uma chávena de água] ao puré que restava [calculo que seja uma média de 3 maçãs pequenas] e adicionei uma chávena de café de arroz. Juntei duas tiras de casca de limão e um pau de canela e deixei que o arroz cozesse enquanto ia mexendo com alguma frequência. O resultado final foram duas taças como esta. Baby B. deliciou-se e desta vez o pai só não comeu mais porque a filha não deixou ♥

A consistência e o sabor não é nada similar ao tradicional arroz doce [que pessoalmente não aprecio e nunca comi por causa do leite] mas acaba por ser uma sobremesa simpática e saciante para aqueles dias em que nos apetece mesmo alguma coisa diferente e reconfortante. Como o pai achou que podia ser um pouco mais doce já estou a magicar uma versão mais composta.
Espero que gostem e que os vossos pequenos apreciem estas sugestões! 

Mousse de abacate

15 de outubro de 2015



Esta semana comprei pela primeira vez abacate. Nunca me tinha despertado interesse e curiosidade e sinceramente acho que nunca tinha provado, mas como vejo várias sugestões que o incluem decidi experimentar. 

A minha primeira experiência foi uma mousse de abacate que a princesa adorou e devorou. Decidi fazer esta experiência nesta semana porque ela tem andando com falta de apetite e comido muito pouco e achei que esta seria uma boa opção para lhe dar a fruta. E resultou!

Ingredientes
1 Abacate
2 Pêras maduras
1 Colher de chá de farinha de alfarroba
1 pitada de canela

Preparação
Descascar as pêras e o abacate e partir em pedaços. Passar com a varinha mágica até obter um creme. Adicionar a farinha de alfarroba e a canela e misturar bem! Colocar algum tempo no frio antes de servir.

Por cá e com estas medidas deu para duas vezes para a princesa. Coloquei no frigorifico e estava igual  no dia seguinte, por isso penso que pelo menos 24h no frigorífico aguenta perfeitamente.

Uma sobremesa diferente, saborosa, simples e rápida de fazer. O que se pode pedir mais? Para os adultos gulosos podem adicionar um pouco de mel ou um bocadinho de açúcar de côco, mas eu pessoalmente achei que não havia necessidade. Experimentem e digam-me de vossa justiça!

Pela internet encontram várias versões de receitas com acabate e farinha de alfarroba mas todas elas levam vários ingredientes como queijo e leite. Como sabem eu sou adepta da simplicidade e gostei do resultado final!

Muitas mães me têm perguntado a partir de que idade se pode dar a alfarroba. Pessoalmente nunca perguntei ao pediatra porque só introduzi depois dos 12 meses. Pelo que li sobre a alfarroba é muito pouco alergénica, pode é causar prisão de ventre. De qualquer forma, se quiserem oferecer antes dos 12 meses consultem os profissionais de saúde que vos acompanham. 

Um beijinho e boas experiências ♥