Quartos Montessorianos ♥

28 de agosto de 2015

Já conheço o método Montessori desde a gravidez mas sinceramente não me fez sentido aplicá-lo logo desde o nascimento, principalmente porque a boneca mais boa iria ficar alguns meses no nosso quarto e precisaríamos de um berço para ela dormir, uma vez que não fazia parte dos nossos planos praticar o co-sleeping [pelo menos não tantas vezes como fizemos!].

Com o passar dos meses, a pequena começou a dormir todas as noites no seu berço e eu a ouvi-la várias vezes a dar cabeçadas e pontapés nas barras laterais. Decidi não utilizar o protector lateral de berço porque na maternidade me disseram que era importante haver circulação total de ar no local onde os bebés dormem e que este tipo de protectores comporta alguns riscos de sufocamento. Se quiserem aprofundar as leituras sobre estes perigos podem ler este texto que está bastante completo.

No último mês tem-me feito mais confusão o facto de ela ficar com os pés presos fora das barras laterais do berço e passar a noite a dar cabeçadas. A pequena adora dormir 'esparramada' com uma perna para cada lado e os braços todos esticados [tal e qual a mãezinha dela!] e começámos a achar que o berço era pequeno para ela dormir à vontade.

Comecei a ver outras soluções mas sinceramente a que mais me agradou foi mesmo a de lhe colocar um colchão grande no chão onde ela se pudesse esticar à vontade e quando se mexer mais do que o previsto a queda não passe de 10cm em direcção a uma carpete fofa! Voltei a ler sobre o método Montessori e percebi que era importante fazer algumas alterações no quarto dela. Afinal, com o colchão no chão se ela acordar às 4h00 da manhã e não tiver sono pode ir à vidinha dela, e para isso é preciso o quarto estar devidamente preparado para que não ocorram acidentes.

Para quem não está familiarizado com o conceito, o método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos criado e idealizado inicialmente por Maria Montessori. De acordo com o site Lar Montessori os seis pilares educacionais de Montessori são:

  1. Autoeducação
  2. Educação como ciência
  3. Educação Cósmica
  4. Ambiente Preparado
  5. Adulto Preparado
  6. Criança Equilibrada

" Autoeducação é a capacidade inata da criança para aprender. Por desejar absorver todo o mundo à sua volta e compreendê-lo, a criança o explora, investiga e pesquisa. O método Montessori proporciona o ambiente adequado e os materiais mais interessantes para que a criança possa se desenvolver por seus próprios esforços, no seu ritmo e seguindo seus interesses. 

Educação Cósmica é a melhor forma de auxiliar a criança a compreender o mundo. De acordo com este princípio, o educador deve levar o conhecimento à criança de forma organizada – cosmos significa ordem, em oposição a caos -, estimulando sua imaginação e evidenciando que tudo no universo tem sua tarefa e que o ser humano deve ser consciente de seu papel na manutenção e melhora do mundo.

Educação como Ciência é a maneira de compreender a criança e o fenômeno educativo de acordo com Montessori, e defendida pela ciência de hoje. Em Montessori, o professor utiliza o método científico de observações, hipóteses e teorias para entender a melhor forma de ensinar cada criança e para verificar a eficácia de seu trabalho no dia a dia.
Ambiente Preparado é o local onde a criança desenvolve sua autonomia e compreende sua liberdade em escolas e lares montessorianos. O ambiente preparado é construído para a criança, atendendo às suas necessidades biológicas e psicológicas. Em ambientes preparados encontram-se mobília de tamanho adequado e materiais de desenvolvimento para a livre utilização da criança.
Adulto Preparado é o nome que damos, em Montessori, para o profissional que auxilia a criança em seu desenvolvimento completo. Esse adulto deve conhecer cientificamente as fases do desenvolvimento infantil e, por meio da observação e do domínio de ferramentas educativas de eficiência comprovada, guiar a criança em seu desabrochar, de forma que este se dê nas melhores condições possíveis.
Criança Equilibrada é qualquer criança em seu desenvolvimento natural. Por meio da. utilização correta do ambiente e da ajuda do adulto preparado, as crianças expressam características que lhes são inatas. Entre outras, encontram-se o amor pelo silêncio, pelo trabalho e pela ordem. Todas as crianças nascem com estas características e as desenvolvem melhor entre zero e seis anos.
Todos os princípios do método Montessori devem funcionar em união, para que a criança se desenvolva de forma completa e equilibrada. É necessário compreender a criança para identificar nela os sinais da eficiência daquilo que lhe está sendo oferecido. De acordo com Montessori, “uma das provas da correção do processo educacional é a felicidade da criança”." [Informação totalmente retirada do site Lar Montessori].

Hoje começámos a fazer algumas alterações no quarto da princesa, o objectivo é deixá-lo seguro, prático, com tudo o que ela precisa ao alcance dela e acima de tudo com muito espaço para ela correr e explorar os brinquedos dela à vontade. O quarto ainda não está pronto e esta noite ainda dorme no berço, mas à tarde já estivemos a brincar um pouco no quarto e foi simplesmente gratificante ver as gargalhadas e as brincadeiras dela a rebolar no colchão e nas carpetes novas. Se quiserem saber mais sobre este tipo de quartos convido-vos a ler este texto extremamente completo.

Sei que para algumas pessoas este tipo de quartos pode parecer pouco higiénico, mas a verdade é que a ideia é manter o espaço minimalista, apenas com o necessário, e isso facilitará também em muito a limpeza e a higiene do espaço.  Até aqui, o quarto da princesa servia apenas para ela dormir e eu ir arrumar a roupa dela, isto também acontece porque o quarto fica no primeiro andar e para mim é mais simples mantê-la na sala. Por esse motivo, também na sala fizemos algumas alterações para que ela possa ter um grande espaço para circular à vontade, com uma carpete grande e fofa e possa ir buscar os brinquedos dela, arrumados numa estante baixa a que tem acesso. 

O meu próximo desafio será preparar um cesto dos tesouros, curiosa como a pequena é, tenho a certeza que será um delírio! 

Mães queridas que me seguem, quem preparou um quarto dentro deste género para os seus pequenos? Como tem sido a adaptação? Como têm sido os resultados?

Assim que o quarto esteja pronto prometo mais fotos. Para já deixo apenas este cantinho que adoro ♥


Bolo da Bianca

26 de agosto de 2015

Há uns meses atrás comecei a pensar que não faria sentido termos um bolo de anos na festa da princesa se ela não o pudesse comer. Afinal qual o sentido de outras pessoas comerem o nosso bolo de anos e nós não?! Para mim, também não fazia sentido dar-lhe a comer um bolo de aniversário tradicional, com imenso açúcar, doce de ovos, aromas e afins. Mesmo que comesse só um pouco, acho que não havia necessidade de lhe dar algo que é nocivo para a saúde dela [mesmo que isso não se veja!]. Então achei que o ideal seria eu fazer um bolo que ela pudesse comer!
Primeiro decidi fazer a introdução do ovo, durante o mês de Agosto, para usar ovos na receita e depois comecei a testar uma receita de bolo que ficasse saboroso sem levar açúcar refinado ou mascavado [a receita onde me inspirei levava a módica quantia de 500gr de açúcar]. Decidi que o melhor era não complicar muito e depois de algumas experiências cheguei a este resultado, para mim satisfatório.

Não ficou um bolo bonito. Ficou um bolo torto, com uma cobertura simples e mal espalhada. Mas, acreditem ou não, Baby B. não se importou nadinha com isso e devorou a fatia dela com mãos atrevidas e olhos esbugalhados! Os mais gulosos da família [os avôs] fizeram umas belas caretas ao comer o bolo, porque não estava doce. Eu achei que estava bom e se comia muito bem, sem precisar de mais açúcar, achei-o foi um pouco rijo, mas nada que não se resolva numa próxima vez!


Desta vez utilizei a Bimby porque me inspirei na receita de pão-de-ló do livro base. A receita que fiz deu para 12 pessoas e ainda sobrou metade. Por isso, se quiserem um bolo mais pequeno podem cortar na receita.

Ingredientes
9 Ovos
150gr de côco ralado
100gr de açúcar de côco
Raspa de 1 laranja
1 colher de chá de fermento
200gr de farinha

Preparação
Pré-aquecer o forno a 180º. Colocar a "borboleta", os ovos, o côco ralado, o açúcar de côco e a raspa de laranja na Bimby e programar 9 min/ 37º/ vel 3. Depois, é só juntar a farinha e o fermento e programar 20seg/ vel 3 e verter a mistura para uma forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, ou forrada com papel vegetal e levar ao forno durante cerca de 30 minutos.

Para a cobertura usei leite de côco e amoras. Os frutos vermelhos devem ser dos últimos a introduzir na alimentação dos bebés, mas tenho amoras biológicas e usei apenas meia mão de amoras para a cobertura do bolo todo. Se preferirem podem usar apenas o leite côco, eu juntei as amoras para dar um pouco de cor. Para fazer o creme com o leite de côco basta deixa-lo no frigorífico 24h, escorrer a água que ficará por cima e bater o restante como se fossem claras em castelo. Na Bimby, coloquei a "borboleta" e programei 7min/ vel 4. Depois juntei as amoras lavadas e secas com papel absorvente e bati mais uns segundos. Para que ficasse mais consistente, deixei repousar o creme cerca de duas horas no frio. 

Por fim, cobri o bolo [o melhor que a minha habilidade permitiu!] e coloquei-o no frio até serem horas de cantar os parabéns à princesa.

A receita é simples mas se tiverem alguma sugestão para a melhorar, já sabem, partilhem tudo comigo! Por cá, o objetivo principal foi cumprido, a princesa comeu do seu bolo de aniversário e ficou deliciada! E eu fiquei feliz e orgulhosa por ter pensado e preparado esta opção.

Esta semana estamos de férias, por isso os post's por aqui andam mais escassos! Se quiserem saber de nós, sigam-nos no Facebook ou no Instagram.

Um beijinho, uma noite feliz e um resto de semana fantástica ♥

Não haverá festa, porque estaremos em festa o dia todo ♥

22 de agosto de 2015

Ainda durante a gravidez pensava várias vezes como seriam as festas de anos da princesa da casa e sempre disse que, estivesse quem estivesse, a princesa teria apenas uma festa de anos em casa. Sou filha de pais divorciados, que não mantém um convívio totalmente saudável. Nem sempre é fácil e em alturas como estas, ou como o Natal, ganhamos algumas rugas e cabelos brancos na tentativa de agradar a todos e não magoar ninguém. Desde que me conheço que sempre tive este cuidado, o de tentar não magoar ninguém, mas nem sempre é fácil, porque às vezes, façamos o que fizermos, escolhamos o que escolhermos, haverá sempre alguém que não fica feliz!

Quando se começou a aproximar o mês de Agosto, e comecei a ter de pensar a sério no dia de anos da boneca, a primeira ideia que tive foi fazer um piquenique. Um espaço neutro, onde cada qual pudesse fugir ou esconder-se onde bem desejava sem grandes constrangimentos. Mas quando comecei a fazer a lista de convidados começaram os grandes dilemas, por diversos motivos. No fundo, o bom senso ou o "políticamente correcto" indica-nos que se convidamos umas pessoas faz sentido convidar outras e esse bom senso iria fazer com que convidasse pessoas que ainda não conheciam pessoalmente a minha filha. Por falta de tempo, de interesse ou de vontade. Não interessa. Mas para mim, não fazia sentido. Quando mostrei a lista prévia ao pai ele perguntou se eu o estava a pedir em casamento discretamente [É verdade! Somos pais 'ajuntados'! Nunca pusemos por escrito a história que nos une...]. Depois de conversarmos sobre o assunto algum tempo, achei que o ideal seria mesmo seguir a simplicidade masculina [Ah como eu às vezes gostava de ser assim... simples, sem pensar e repensar em todos os quês e porquês e em quem vou magoar ou deixar de magoar!]. 

Nesta caso, a simplicidade masculina disse que o ideal é não convidar directamente ninguém, porque quem gosta da princesa, se preocupa com ela e faz realmente parte da vida dela, vai aparecer em nossa casa no dia de anos dela. E será mais ou menos assim. Arranjaremos a casa e iremos decora-la para a boneca, porque é o dia de anos dela e nós estaremos em festa. Farei alguns doces e terei o frigorífico atestado. À noite, haverá jantar para quem estiver. Tudo simples e sem grandes pretensões. A família, os amigos queridos e quem verdadeiramente faz parte da nossa vida e da vida dela, sabe que a nossa porta e os nossos corações estarão abertos neste dia, e todos serão muito bem recebidos. No fundo, não faremos uma festa porque vamos estar o dia todo em festa ♥

O grande dia está a aproximar-se e a verdade é que me sinto cada vez mais feliz e tranquila com esta decisão. Cantaremos os parabéns e partiremos o bolo [que ainda ando a pensar e repensar como fazer!] às 17h46, hora em que a boneca mais boa nasceu! Que seja um dia mágico para ela, que se sinta amada e esteja rodeada das pessoas que mais gosta, é o que realmente desejo. O resto, são complicações de adultos. Porque efectivamente, os adultos complicam tudo! 

Panquecas de aveia e fruta

21 de agosto de 2015


Hoje, para comemorar o nosso primeiro dia de férias a três decidi fazer panquecas para o lanche. Já tinha andando a estudar as receitas da Leonor e tinha ficado de olho nas panquecas de aveia sem farinha. Decidi seguir os mesmos ingredientes mas adicionei uma pêra. 

Com as medidas que utilizei deu para 6 panquecas médias. Gostei imenso do sabor mas confesso que a confecção não é simples. A frigideira tem de ser anti-aderente e deve estar quente, mas convém fazer as panquecas em lume brando para não queimar e deixar que façam bem antes de virar a primeira vez para não corrermos o risco de ficar com a massa agarrada à espátula. Pelo que consegui perceber, o segredo é colocar uma boa colherada de massa e espalha-la com as costas da colher para que fique com altura uniforme. De preferência, não devem ficar muito altas. Só quando começarem a ficar solidificadas também da parte de cima é que devemos virar, senão dá asneira!
Ingredientes:
2 colheres de sopa de iogurte natural
3 colheres de sopa de flocos de aveia
1 pêra pequena
1 banana madura

Preparação:
Cortar a fruta em pedaços, juntar o iogurte e a aveia e passar com a varinha mágica até obter um líquido cremoso. Aquecer a frigideira e colocar as porções de massa. Depois basta seguir os truques que deixei em cima!

Este lanche diferente foi aprovado pela princesa, que comeu e se lambuzou toda feliz, e pela mãe que acompanhou as suas panquecas com um belo sumo de laranja natural. O pai não ficou fã [apesar de ter comido duas para provar!] e trocou esta receita fabulosamente saudável por um croissant com creme de ovos [ai os exemplos!!]

Como esta receita não leva ovos podem fazer e oferecer aos vossos bebés a partir do momento em que façam a a introdução dos iogurtes.  Cá em casa temos optado pelos iogurtes vegetais naturais, sem adições de açúcar. Estes da Alpro têm também uma percentagem de soja reduzida, o que me agrada. Ainda ando em pesquisas para fazer os meus próprios iogurtes naturais vegetais. Espero em breve conseguir a fórmula mágica! 

Se experimentaram a receita depois deixem-me o feedback dos vossos pequeninos. Nos próximos dias é provável que estejamos mais ausentes do Blogue, principalmente porque na segunda-feira estamos todos de parabéns, por isso sigam-nos no Facebook ou no Instagram

Desejo-vos um fim-de-semana fabuloso e muito feliz ♥

Os meus blogues favoritos, sobre maternidade

20 de agosto de 2015
Quando criei o facebook afastei-me um pouco do mundo dos blogues e é uma pena que assim tenha sido porque sempre gostei imenso de ler e descobrir novos blogues. Com os preparativos para a chegada da B. voltei um pouco mais à bloguesfera e conheci vários blogues de mães e sobre maternidade. Tenho alguns que não dispenso, por motivos muito diferentes, e hoje vim partilhar convosco os meus cinco favoritos. Trago mais no coração, muitos mais, mas a estes regresso quase todos os dias, para ver as novidades.

 

Sigo o Blog da Carlota já há anos. Mesmo sem ser mãe sempre adorei as fotografias que a Fernanda partilhava. Gosto do aspecto arrumado e limpo do blogue e adoro perder-me por lá e conhecer todas as marcas que ela vai partilhando. Este não é o tipo de blogue que espelhe o dia-a-dia da grande maioria das mães portuguesas, mas é sem dúvida um blogue que nos faz sonhar, nos deixa com o coração mais colorido e nos permite conhecer com relatos e fotografias aqueles lugares que para muitas de nós serão sempre uma miragem!


Há uns dias, uma mãe deixou-me um comentário na Página do Facebook onde dizia que gostava de me ler porque eu era uma "mãe de carne e osso". Na altura este comentário roubou-me um sorriso e ainda brinquei com ela respondendo que era sobretudo de carne, principalmente na zona da barriga. A verdade é que percebi perfeitamente o que ela quiz dizer com o comentário e fiquei feliz porque consigo transmitir através das minhas palavras o que sou verdadeiramente. E há um outro blogue que me fascina também por isto. A Mãe é Que Sabe é escrito por duas Joanas. Cada uma com a sua personalidade, com as suas ideias e com os seus gostos muito próprios. E eu quando as leio sinto que sou um bocadinho como cada uma delas no que toca à escrita. A JG é a mãe das piadas, a descontraída com ela mesma que não se importa de sair à rua quase como sai da cama [e há dias em que eu sou tanto assim!!]. É também uma mãe com a qual me identifico muito nas escolhas alimentares que faz  para a sua Irene. A JPB para além de ser linda e beta [não podia esquecer este atributo!] tem um poder especial com as palavras e consegue transformar o mais simples dos sentimentos num texto maravilhoso que nos apetecer ler, reler e partilhar. Gosto imenso das duas, cada uma à sua maneira. E adoro o blogue! Se não conhecem, não sabem o que estão a perder porque afinal A Mãe é que Sabe!




A Magda Dias tem uma certificação Internacional em Inteligência Emocional, em Educação Positiva e em Coaching, é mãe de dois e é a autora do blogue Mum’s the boss. Por me identificar com a prática de uma disciplina positiva adoro o blogue e passo por lá frequentemente. O conceito de Educar da Cabeça para o Coração, para mim faz todo o sentido. A Magda sabe que os comportamentos se escolhem e que ‘comportamento gera comportamento’, e por isso aborda as questões parentais e da educação positiva através dessa lente. Gosto dela, gosto dos textos e das partilhas que faz. Acho que enquanto pais todos temos um bocadinho mais a aprender com este blogue.

 

Quem é que nunca ouviu falar na Cocó? Pois, de certeza que todos já conhecem a Sónia, a autora do Blogue Cocó na Fralda. Um blogue divertido, informativo, simples, directo e que sabe sempre bem ler. A Sónia é uma querida e para mim uma inspiração enquanto mãe porque tem quatro filhos e mesmo assim consegue orientar-se para fazer tudo o que gosta e lhe faz bem! Gosto de mulheres assim, porreiras, simples e decididas e claro... se falarem de cocó melhor ainda!


E por último, mas não menos importante, a minha recomendação de leitura vai para o Socorro! Sou Mãe... da Rita Ferro Alvim. Gosto do blogue em si, dos textos, das dicas, das sugestões mas sobretudo das fotografias que são fantásticas. Uma verdadeira lavagem para a alma poder ver as fotografias da Rita. Se não conhecem, já sabem, estão a perder muito... 

Este post saiu mesmo no coração até porque nenhum destes blogues precisa de publicidade ♥ E vocês querem partilhar comigo os vossos blogues favoritos? Ou mesmo os vossos blogues? Um beijinho e um dia feliz 

Tarefas domésticas para donas de casa desesperadas!

19 de agosto de 2015
Tenho uma casa grande, com mais de um andar e bastantes escadas. Confesso que quando a escolhemos a limpeza e manutenção da casa não fez parte da equação. Escolhemos porque gostámos. Escolhemos porque o preço estava dentro do nosso orçamento. Escolhemos porque correspondia às necessidades que tínhamos em mente. Escolhemos porque o local nos agradou. Escolhemos porque sim, porque achámos que era a escolha certa. 

Com o passar dos anos os dissabores surgiram. Problemas e mais problemas de construção que em determinada altura nos fizeram odiar [assim um bocadinho grande] a nossa casa. Hoje, após alguns anos, algumas lutas e algumas obras já nos apaziguámos mais um bocado com o nosso ninho. Afinal é o nosso ninho, o nosso investimento e muita da nossa vida que estão nestas paredes. 

Com o tempo fomos também criando algumas estratégias para conseguir manter a casa num estado que consideramos o indicado. Nesta parte sou muito exigente. Por mim nunca haveria um cabelo no chão ou uma folha no passeio da entrada. Mas também aqui tive de fazer cedências. Infelizmente o orçamento não nos permite ter alguém para ajudar nas tarefas domésticas as horas que seriam necessárias e por isso vamos sendo nós a fazer esta gestão, o melhor que conseguimos. Quando engravidei e fiquei de repouso absoluto as coisas complicaram-se mas felizmente tivemos a ajuda das avós que em conjunto com o pai iam mantendo o ninho habitável! Depois veio a princesa e se já me podia mexer e fazer alguma coisa, no que às tarefas domésticas diz respeito, começou o grande problema do tempo disponível para tal. Com uma criança pequena em casa não é fácil conseguir estipular um dia, ou mais do que um, para limpezas e arrumações. Basicamente, vai-se fazendo o que se consegue e quando se pode.

Decidi escrever-vos este post porque ontem fiz uma partilha na página do Facebook, sobre tarefas domésticas, que teve muitos comentários e achei que poderia ser interessante fazer algumas partilhas que podem ajudar a facilitar-nos um pouco a vida. Com o passar dos anos, o esqueleto vai ganhando ferrugem e o tempo que temos para as lides domésticas também vai diminuindo, por isso aprendemos a ser espertas! 

Muito provavelmente já conhecem todas estas dicas, mas decidi reuni-las todas num só texto. E se tiverem outras dicas, já sabem que podem enviar para o mail maemequero@gmail.com que eu depois farei outro post com as vossas dicas e sugestões. Afinal acho que ficamos todas muito mais felizes se nos ajudarmos umas às outras, não é verdade?!


O chão
Desde que Baby B. começou a diversificação alimentar que o chão da minha cozinha podia ser aspirado e lavado no fim de cada refeição. Mas não o consigo fazer e por isso tenho sempre a postos uma mopa [optei por uma que fosse lavável e não por aquelas de recargas porque achei que ficavam demasiado caras a longo prazo] e um balde com água preparada. Depois da refeição, sempre que tenho tempo, passo a mopa e a esfregona debaixo da cadeira dela e está pronto! Uso também a mopa diariamente para passar em toda a casa e nas escadas. Em 10 minutos [que nunca consigo que sejam seguidos!] retiro o lixo maior e mais visível.

E nesta parte da limpeza do chão tenho um grande ajudante. O Romba a que carinhosamente chamamos Manel. Foi dos eletrodomésticos que mais me custou pagar, porque sempre os achei caríssimos, mas a verdade é que se fizermos uso deles, são fantásticos. Por norma colocamos o Manel a carregar à noite para usufruir da tarifa bi-horária e durante o dia ele vai tratando da limpeza do chão no andar dos quartos. O chão não fica 100%, há sempre cantinhos onde ele não chega, mas a verdade é que dá perfeitamente para aguentar 15 dias com o chão impecável sem ter de passar o outro aspirador tradicional. Por isso, se tiverem oportunidade de escolher uma prenda de anos [ou quem sabe de casamento!] aconselho-vos a pedir esta pequena maravilha que tem várias versões para várias carteiras!


A roupa
Nos comentários ao meu post de ontem no facebook, a tarefa mais odiada foi sem dúvida a de passar a ferro. E eu a ler os comentários e a pensar "oh isso não faço!". É verdade! Cá em casa não se passa a ferro desde a preparação do enxoval da boneca [pois, ela faz um ano na segunda-feira!]. Estão a ler bem... EU NÃO PASSO A FERRO!

Esta era sem dúvida a tarefa que eu mais odiava. Por norma só passava a ferro [atenção que já lá vão uns 3 anos desde que isto era uma rotina] depois das 22h00 para aproveitar a tarifa bi-horária e a essa hora, depois de um dia de trabalho, de fazer jantar, arrumar cozinha, eu queria era esticar as pernas no sofá e aproveitar para trabalhar um pouco no computador. E foi então que, depois de alguém me ter deixado um comentário, num post meu no facebook, a dizer que não passava a ferro que eu decidi fazer também a experiência! E apesar de ter algumas regras importantes, resulta! Resulta mesmo e o nosso ferro só foi mesmo usado para passar o enxoval da pequena que tinha sido seco na rua! Depois disso voltou para o roupeiro onde permanece no seu descanso sagrado!

E para que a nossa roupa fique impecável sem precisar de ferro sigo alguns passos. Estendo sempre a roupa num estendal de chão na varanda. Ou seja, para além da roupa não andar a esvoaçar ao passar do vento, não uso molas para a prender. Apenas as meias e as cuecas levam molas. O resto, coloco de forma a que fique pendurado e não precise de molas. Antes de estender a roupa dou-lhe uma ou duas sacudidelas e estendo-a o mais direita possível. Por exemplo, os lençóis já são estendidos com algumas dobras feitas, e bem feitas, porque assim quando secam já ficam com aqueles vincos direitos. Por norma, tento dobrar e arrumar a roupa assim que a apanho. Ou seja, o ideal é não deixar a roupa ao molho dentro de um cesto ou em cima de um sofá. Para que fique mesmo bem, é apanhar, dobrar e arrumar. Quando a estou a dobrar estico-a bem, e passo as mãos de forma firme, como se fosse o ferro. Juro-vos que toalhas, t-shirts, calças e afins ficam impecáveis!

Claro que esta técnica maravilhosa não se aplica a camisas ou calças de vinco. Mas felizmente este tipo de peças não faz parte do nosso dress code diário. Mais alguém que já siga esta maravilhosa técnica?! A mim rendeu-me anos de vida e roupa sempre pronta a ser usada! A minha mãe que ao início gozava imenso com este meu sistema, hoje é fã incondicional! Já a minha avó, que ainda é do tempo em que até as cuecas deviam ser passadas, fica extremamente chocada quando vê uma fralda da pequena sem ter o picôt que ela fez todo direitinho!

Tenho também uma vantagem no que respeita ao tratamento da roupa. A nossa máquina de lavar comporta 11kg e por isso, na maioria das semanas faço apenas duas máquinas de roupa e tento fazê-las ao fim-de-semana que é quando tenho mais tempo para estender, apanhar, dobrar e arrumar bem a roupa.

O forno
Uso com muita frequência o forno para fazer as nossas refeições e a limpeza do mesmo é sem dúvida, para mim, a pior tarefa de todas no que respeita às tarefas domésticas. Por norma limpo-o sempre depois de uma utilização, para estar quente, e utilizo vinagre para o fazer. Já experimentei vários produtos de limpeza, mas para além de terem um cheiro medonho e de me deixarem as mãos em chagas [não consigo fazer nada de luvas!] não são sequer tão eficazes como o bom e velho vinagre! Ontem foi sobre esta tarefa o meu desabafo no facebook e nos comentários disseram-me que eu precisava de um forno pirolítico. Claro está que fui logo atacar o amigo Google e percebi que [um dia!] a minha sina ia ter um fim! Como é que eu não sabia que existiam estas coisas? [O homem da casa diz que me falou disto na altura em que comprámos este e eu disse que era demasiado caro! É possível que seja verdade porque se há coisa que eu tenho é uma costela de tio patinhas!] Mas pessoas, se isto funciona mesmo assim EU QUERO um forno destes, porque o meu dá comigo em doida!

E pronto, por hoje termino este post que já parece um conto dos Lusíadas! Se tiverem dicas, truques, sugestões para aliviar as tarefas domésticas, eu quero saber tudo, sim?!

Uma beijoka e sejam felizes, com ou sem cotão no chão!