Os meus blogues favoritos, sobre maternidade

20 de agosto de 2015
Quando criei o facebook afastei-me um pouco do mundo dos blogues e é uma pena que assim tenha sido porque sempre gostei imenso de ler e descobrir novos blogues. Com os preparativos para a chegada da B. voltei um pouco mais à bloguesfera e conheci vários blogues de mães e sobre maternidade. Tenho alguns que não dispenso, por motivos muito diferentes, e hoje vim partilhar convosco os meus cinco favoritos. Trago mais no coração, muitos mais, mas a estes regresso quase todos os dias, para ver as novidades.

 

Sigo o Blog da Carlota já há anos. Mesmo sem ser mãe sempre adorei as fotografias que a Fernanda partilhava. Gosto do aspecto arrumado e limpo do blogue e adoro perder-me por lá e conhecer todas as marcas que ela vai partilhando. Este não é o tipo de blogue que espelhe o dia-a-dia da grande maioria das mães portuguesas, mas é sem dúvida um blogue que nos faz sonhar, nos deixa com o coração mais colorido e nos permite conhecer com relatos e fotografias aqueles lugares que para muitas de nós serão sempre uma miragem!


Há uns dias, uma mãe deixou-me um comentário na Página do Facebook onde dizia que gostava de me ler porque eu era uma "mãe de carne e osso". Na altura este comentário roubou-me um sorriso e ainda brinquei com ela respondendo que era sobretudo de carne, principalmente na zona da barriga. A verdade é que percebi perfeitamente o que ela quiz dizer com o comentário e fiquei feliz porque consigo transmitir através das minhas palavras o que sou verdadeiramente. E há um outro blogue que me fascina também por isto. A Mãe é Que Sabe é escrito por duas Joanas. Cada uma com a sua personalidade, com as suas ideias e com os seus gostos muito próprios. E eu quando as leio sinto que sou um bocadinho como cada uma delas no que toca à escrita. A JG é a mãe das piadas, a descontraída com ela mesma que não se importa de sair à rua quase como sai da cama [e há dias em que eu sou tanto assim!!]. É também uma mãe com a qual me identifico muito nas escolhas alimentares que faz  para a sua Irene. A JPB para além de ser linda e beta [não podia esquecer este atributo!] tem um poder especial com as palavras e consegue transformar o mais simples dos sentimentos num texto maravilhoso que nos apetecer ler, reler e partilhar. Gosto imenso das duas, cada uma à sua maneira. E adoro o blogue! Se não conhecem, não sabem o que estão a perder porque afinal A Mãe é que Sabe!




A Magda Dias tem uma certificação Internacional em Inteligência Emocional, em Educação Positiva e em Coaching, é mãe de dois e é a autora do blogue Mum’s the boss. Por me identificar com a prática de uma disciplina positiva adoro o blogue e passo por lá frequentemente. O conceito de Educar da Cabeça para o Coração, para mim faz todo o sentido. A Magda sabe que os comportamentos se escolhem e que ‘comportamento gera comportamento’, e por isso aborda as questões parentais e da educação positiva através dessa lente. Gosto dela, gosto dos textos e das partilhas que faz. Acho que enquanto pais todos temos um bocadinho mais a aprender com este blogue.

 

Quem é que nunca ouviu falar na Cocó? Pois, de certeza que todos já conhecem a Sónia, a autora do Blogue Cocó na Fralda. Um blogue divertido, informativo, simples, directo e que sabe sempre bem ler. A Sónia é uma querida e para mim uma inspiração enquanto mãe porque tem quatro filhos e mesmo assim consegue orientar-se para fazer tudo o que gosta e lhe faz bem! Gosto de mulheres assim, porreiras, simples e decididas e claro... se falarem de cocó melhor ainda!


E por último, mas não menos importante, a minha recomendação de leitura vai para o Socorro! Sou Mãe... da Rita Ferro Alvim. Gosto do blogue em si, dos textos, das dicas, das sugestões mas sobretudo das fotografias que são fantásticas. Uma verdadeira lavagem para a alma poder ver as fotografias da Rita. Se não conhecem, já sabem, estão a perder muito... 

Este post saiu mesmo no coração até porque nenhum destes blogues precisa de publicidade ♥ E vocês querem partilhar comigo os vossos blogues favoritos? Ou mesmo os vossos blogues? Um beijinho e um dia feliz 

Tarefas domésticas para donas de casa desesperadas!

19 de agosto de 2015
Tenho uma casa grande, com mais de um andar e bastantes escadas. Confesso que quando a escolhemos a limpeza e manutenção da casa não fez parte da equação. Escolhemos porque gostámos. Escolhemos porque o preço estava dentro do nosso orçamento. Escolhemos porque correspondia às necessidades que tínhamos em mente. Escolhemos porque o local nos agradou. Escolhemos porque sim, porque achámos que era a escolha certa. 

Com o passar dos anos os dissabores surgiram. Problemas e mais problemas de construção que em determinada altura nos fizeram odiar [assim um bocadinho grande] a nossa casa. Hoje, após alguns anos, algumas lutas e algumas obras já nos apaziguámos mais um bocado com o nosso ninho. Afinal é o nosso ninho, o nosso investimento e muita da nossa vida que estão nestas paredes. 

Com o tempo fomos também criando algumas estratégias para conseguir manter a casa num estado que consideramos o indicado. Nesta parte sou muito exigente. Por mim nunca haveria um cabelo no chão ou uma folha no passeio da entrada. Mas também aqui tive de fazer cedências. Infelizmente o orçamento não nos permite ter alguém para ajudar nas tarefas domésticas as horas que seriam necessárias e por isso vamos sendo nós a fazer esta gestão, o melhor que conseguimos. Quando engravidei e fiquei de repouso absoluto as coisas complicaram-se mas felizmente tivemos a ajuda das avós que em conjunto com o pai iam mantendo o ninho habitável! Depois veio a princesa e se já me podia mexer e fazer alguma coisa, no que às tarefas domésticas diz respeito, começou o grande problema do tempo disponível para tal. Com uma criança pequena em casa não é fácil conseguir estipular um dia, ou mais do que um, para limpezas e arrumações. Basicamente, vai-se fazendo o que se consegue e quando se pode.

Decidi escrever-vos este post porque ontem fiz uma partilha na página do Facebook, sobre tarefas domésticas, que teve muitos comentários e achei que poderia ser interessante fazer algumas partilhas que podem ajudar a facilitar-nos um pouco a vida. Com o passar dos anos, o esqueleto vai ganhando ferrugem e o tempo que temos para as lides domésticas também vai diminuindo, por isso aprendemos a ser espertas! 

Muito provavelmente já conhecem todas estas dicas, mas decidi reuni-las todas num só texto. E se tiverem outras dicas, já sabem que podem enviar para o mail maemequero@gmail.com que eu depois farei outro post com as vossas dicas e sugestões. Afinal acho que ficamos todas muito mais felizes se nos ajudarmos umas às outras, não é verdade?!


O chão
Desde que Baby B. começou a diversificação alimentar que o chão da minha cozinha podia ser aspirado e lavado no fim de cada refeição. Mas não o consigo fazer e por isso tenho sempre a postos uma mopa [optei por uma que fosse lavável e não por aquelas de recargas porque achei que ficavam demasiado caras a longo prazo] e um balde com água preparada. Depois da refeição, sempre que tenho tempo, passo a mopa e a esfregona debaixo da cadeira dela e está pronto! Uso também a mopa diariamente para passar em toda a casa e nas escadas. Em 10 minutos [que nunca consigo que sejam seguidos!] retiro o lixo maior e mais visível.

E nesta parte da limpeza do chão tenho um grande ajudante. O Romba a que carinhosamente chamamos Manel. Foi dos eletrodomésticos que mais me custou pagar, porque sempre os achei caríssimos, mas a verdade é que se fizermos uso deles, são fantásticos. Por norma colocamos o Manel a carregar à noite para usufruir da tarifa bi-horária e durante o dia ele vai tratando da limpeza do chão no andar dos quartos. O chão não fica 100%, há sempre cantinhos onde ele não chega, mas a verdade é que dá perfeitamente para aguentar 15 dias com o chão impecável sem ter de passar o outro aspirador tradicional. Por isso, se tiverem oportunidade de escolher uma prenda de anos [ou quem sabe de casamento!] aconselho-vos a pedir esta pequena maravilha que tem várias versões para várias carteiras!


A roupa
Nos comentários ao meu post de ontem no facebook, a tarefa mais odiada foi sem dúvida a de passar a ferro. E eu a ler os comentários e a pensar "oh isso não faço!". É verdade! Cá em casa não se passa a ferro desde a preparação do enxoval da boneca [pois, ela faz um ano na segunda-feira!]. Estão a ler bem... EU NÃO PASSO A FERRO!

Esta era sem dúvida a tarefa que eu mais odiava. Por norma só passava a ferro [atenção que já lá vão uns 3 anos desde que isto era uma rotina] depois das 22h00 para aproveitar a tarifa bi-horária e a essa hora, depois de um dia de trabalho, de fazer jantar, arrumar cozinha, eu queria era esticar as pernas no sofá e aproveitar para trabalhar um pouco no computador. E foi então que, depois de alguém me ter deixado um comentário, num post meu no facebook, a dizer que não passava a ferro que eu decidi fazer também a experiência! E apesar de ter algumas regras importantes, resulta! Resulta mesmo e o nosso ferro só foi mesmo usado para passar o enxoval da pequena que tinha sido seco na rua! Depois disso voltou para o roupeiro onde permanece no seu descanso sagrado!

E para que a nossa roupa fique impecável sem precisar de ferro sigo alguns passos. Estendo sempre a roupa num estendal de chão na varanda. Ou seja, para além da roupa não andar a esvoaçar ao passar do vento, não uso molas para a prender. Apenas as meias e as cuecas levam molas. O resto, coloco de forma a que fique pendurado e não precise de molas. Antes de estender a roupa dou-lhe uma ou duas sacudidelas e estendo-a o mais direita possível. Por exemplo, os lençóis já são estendidos com algumas dobras feitas, e bem feitas, porque assim quando secam já ficam com aqueles vincos direitos. Por norma, tento dobrar e arrumar a roupa assim que a apanho. Ou seja, o ideal é não deixar a roupa ao molho dentro de um cesto ou em cima de um sofá. Para que fique mesmo bem, é apanhar, dobrar e arrumar. Quando a estou a dobrar estico-a bem, e passo as mãos de forma firme, como se fosse o ferro. Juro-vos que toalhas, t-shirts, calças e afins ficam impecáveis!

Claro que esta técnica maravilhosa não se aplica a camisas ou calças de vinco. Mas felizmente este tipo de peças não faz parte do nosso dress code diário. Mais alguém que já siga esta maravilhosa técnica?! A mim rendeu-me anos de vida e roupa sempre pronta a ser usada! A minha mãe que ao início gozava imenso com este meu sistema, hoje é fã incondicional! Já a minha avó, que ainda é do tempo em que até as cuecas deviam ser passadas, fica extremamente chocada quando vê uma fralda da pequena sem ter o picôt que ela fez todo direitinho!

Tenho também uma vantagem no que respeita ao tratamento da roupa. A nossa máquina de lavar comporta 11kg e por isso, na maioria das semanas faço apenas duas máquinas de roupa e tento fazê-las ao fim-de-semana que é quando tenho mais tempo para estender, apanhar, dobrar e arrumar bem a roupa.

O forno
Uso com muita frequência o forno para fazer as nossas refeições e a limpeza do mesmo é sem dúvida, para mim, a pior tarefa de todas no que respeita às tarefas domésticas. Por norma limpo-o sempre depois de uma utilização, para estar quente, e utilizo vinagre para o fazer. Já experimentei vários produtos de limpeza, mas para além de terem um cheiro medonho e de me deixarem as mãos em chagas [não consigo fazer nada de luvas!] não são sequer tão eficazes como o bom e velho vinagre! Ontem foi sobre esta tarefa o meu desabafo no facebook e nos comentários disseram-me que eu precisava de um forno pirolítico. Claro está que fui logo atacar o amigo Google e percebi que [um dia!] a minha sina ia ter um fim! Como é que eu não sabia que existiam estas coisas? [O homem da casa diz que me falou disto na altura em que comprámos este e eu disse que era demasiado caro! É possível que seja verdade porque se há coisa que eu tenho é uma costela de tio patinhas!] Mas pessoas, se isto funciona mesmo assim EU QUERO um forno destes, porque o meu dá comigo em doida!

E pronto, por hoje termino este post que já parece um conto dos Lusíadas! Se tiverem dicas, truques, sugestões para aliviar as tarefas domésticas, eu quero saber tudo, sim?!

Uma beijoka e sejam felizes, com ou sem cotão no chão! 

Gelado Bom!

17 de agosto de 2015

Gosto de gelados desde que me conheço. E Baby B. também já gosta e come gelados. É verdade, antes de ter um ano! Aqui há uns meses cruzei-me com uma receita mágica de gelados que fizeram as delícias de mãe e filha. Tão simples, tão fresquinhos, tão bons e tão saudáveis que uma pessoa até desconfia! Sempre que tenho bananas maduras lá vamos nós comer geladinho saudável. Um lanche óptimo nestes dias de Verão em que o calor nos pede coisas fresquinhas e saborosas! 

A receita base destes gelados foi partilhada no blogue do Casal Mistério [se ainda não conhecem passem por lá, porque eles são meninos para passar o diazito todo à procura de pequenas maravilhas para partilhar connosco. Vale mesmo a pena seguir este blogue!] e a partir daqui, por este Portugal fora, se fizeram experiências com este gelado! Cá por casa já fizemos algumas versões: banana com côco ralado; banana com canela; banana com morangos; banana com papaia e agora banana com pêssego! Acho que este último foi mesmo o preferido da boneca [ela não comeu nem o de canela nem de morangos porque ainda não lhe fiz estas introduções na dieta alimentar].

A receita é super simples de fazer e as possibilidades de combinações são muitas, haja imaginação!

Ingredientes:
2 bananas maduras
1 pêssego maduro

Preparação:
Na noite anterior descasquei e cortei a fruta em pedaços. Coloquei num saco de congelação e guardei no congelador. No dia seguinte, quando quiz servir o gelado, coloquei na Bimby e triturei alguns segundos na potência máxima. Esperámos dois ou três minutos e foi o nosso lanche!

A pequena adora quando comemos as duas a mesma coisa! Fica toda feliz com a história de uma colher para mim, uma colher para ti! E assim passamos um bom bocado, temos um lanche diferente e comemos um gelado saboroso, cremoso e saudável! 

Há quem chame a isto de egoísmo. Eu chamo de auto-preservação.


Estou há mais de um ano e meio em casa. Primeiro foi a gravidez de risco que me roubou à rotina dos dias e me atirou para o sofá. Depois, quando Baby B. nasceu decidi tirar a licença máxima para ficar com ela. E quando a licença terminou achei que ainda não era hora de nos separarmos tantas horas durante o dia e de ela ir para um infantário e eu regressar ao trabalho. Ficámos em casa. E ainda nos restam precisamente 15 dias deste nosso ano maravilhoso. Sou uma privilegiada porque pude fazer esta escolha. Sou uma privilegiada porque em Setembro tenho o meu emprego à minha espera. Sei que poucas pessoas podem dizer o mesmo. Mas já que era possível decidi agarrar a oportunidade. 

Ao longo destes meses todos, mesmo durante a gravidez de risco, houve um trabalho que nunca deixei de fazer, o da Associação. Quando fundei a MulherEndo tinha consciência do compromisso que estava a assumir e sempre soube que se eu parasse, neste momento, mais ninguém levava o barco a bom porto [ou a porto algum!]. Durante todos estes largos meses, não houve dia nenhum em que desligasse por completo das minhas obrigações. Lembro-me perfeitamente de estar deitada na cama do hospital e estar a responder a pedidos de ajuda. E lembro-me também que durante muitos dias me angustiava o facto de não ter tempo para fazer este meu trabalho [é estranho quando um trabalho que fazemos 100% voluntariamente nos angustia mais por não ser feito do que o trabalho que nos põe comida na mesa!]. 

Durante todos estes meses foram muitos os dias em que a minha rotina foi gerida para aproveitar cada segundo que a princesa dormisse para poder trabalhar na Associação, para poder responder a mails, a mensagens, a pedidos de ajuda, retribuir telefonemas, organizar eventos... E mesmo assim o tempo nunca chegou para os objetivos a que me propus e para a exigência da sociedade. Tenho consciência que roubei muitas idas à praia e ao parque à minha filha e que lhe roubei convívios com outras pessoas, apenas para poder aproveitar cada segundo das sestas dela feitas em casa, em silêncio para trabalhar. Tenho consciência que me roubei a mim, muitas horas de sono para o mesmo efeito. Já para não falar de outros projectos pessoais que foram ficando na gaveta e sendo adiados... este blogue, que esteve meses e meses às moscas [e o que eu gosto de escrever! E quanto me faz bem escrever!]; o meu livro, o meu querido livro que há mais de um ano não passa do segundo capítulo... [e tenho a história toda na minha cabeça...]. Tenho consciência que também o pai saiu prejudicado nesta equação porque em vez de aproveitarmos os momentos a dois eu aproveitava a maioria deles para trabalhar. E mesmo assim... nunca conseguia fazer tudo o que era preciso! Pedi ajuda, criei uma equipa, mobilizei pessoas. Mas todas as pessoas têm a sua vida, o seu projecto pessoal, as suas famílias, os seus empregos. E este não é um projecto delas. É apenas um projecto que acolhem e acarinham. Apesar de tudo, consegui mais e melhores resultados. Mas mesmo assim, o meu tempo nunca chegava para tudo. E isso sempre me angustiou, e muito! 

A semana passada recebi um abanão. Uma conversa sincera com o pai da casa que estava seriamente preocupado comigo, com a minha saúde, com o meu bem-estar físico, mental e psicológico e com o facto de não se conseguir encontrar uma explicação médica para alguns sintomas físicos que surgiram nos últimos meses. A verdade é que ele fez com que me caísse a ficha! 

Em Setembro regresso ao meu emprego remunerado, e estou cansada! Física e psicologicamente cansada. Sabem aquele cansaço de quando temos o cérebro sempre a mil à hora? Aquele cansaço de quem até quando está na casa de banho tem de levar o computador para aproveitar todos os segundos? Aquele cansaço de quem acorda às 4h00 da madrugada para amamentar e aproveita para responder a três ou quatro e-mails?! Aquele cansaço de quem está 24h ligado ao mundo e sempre a dar respostas?

E porque me sinto assim, e porque sei que o mais que tudo tem razão quando diz que chega de pôr todas as pessoas à minha frente, que decidi tirar 15 dias de férias da Associação. Não vejo mails, desliguei o telemóvel, desliguei a conta de facebook e não quero saber de nada. Absolutamente NADA até dia 1 de Setembro! Durante estes dias vou fingir que a Endometriose não existe!

Durante estes 15 dias quero saber apenas de mim, da minha filha, das nossas brincadeiras, dos nossos passeios, das nossas sessões de dança... da nossa família e do nosso bem-estar! Até dia 1 de Setembro apenas nós importamos. Para a semana o pai junta-se a nós numa semana de férias e vamos aproveitar para passear, comer uns gelados, dar uns mergulhos e ser felizes! Apenas e só isso!

Há quem chame a isto de egoísmo. Eu chamo de auto-preservação. Quando o corpo fala e pede nós temos de o escutar... 

... E chamo de amor, o facto de termos alguém que se preocupa verdadeiramente connosco, quando nós só nos preocupamos com os outros. Obrigada ♥

Um beijinho a quem está desse lado!



Chega-te a mim e deixa-te estar

15 de agosto de 2015

Há livros onde regresso sempre. Há livros onde sublinho o que marca, o que é para ficar, o que é para ler sempre que precisar. Há livros que nos pedem silenciosamente "Chega-te a mim e deixa-te estar". Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista e traz com ele uma capacidade maravilhosa de traduzir em palavras pensamentos que me fazem todo os sentido. Gosto da sua forma de pensar, de analisar as situações e gosto ainda mais quando o coloca em palavras que posso trazer comigo e recordar. 

Este seu Chega-te a mim e deixa-te estar é um livro onde juntou diversas crónicas sobre temas variados. Já as li várias vezes. Já as sublinhei outras tantas. E volto sempre a elas para descobrir novos caminhos, novas linhas de pensamento, novas inspirações para a vida. "Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem poetas."

Nesta caminhada, nem sempre suave, da maternidade, gosto de reler alguns parágrafos que desejo manter sempre presentes. Porque há coisas que não devemos esquecer sob pena de adormecermos para o que verdadeiramente importa. Partilho convosco estas palavras que devem ser gravadas em todo o lado, especialmente no nosso coração "Quando escasseiam ou faltam os grandes gestos, a família transforma-se num conjunto de pessoas desligadas que se descuidam, se desamparam e se destroem. Quando faltam as pequenas coisas, uma família é um conjunto de pessoas desamparadas que anseiam por colo e rezingam por ele."

 Bom fim-de-semana, sorriam e sejam felizes!

As nossas paparocas

14 de agosto de 2015

Há uns anos atrás, depois de ler alguns estudos que relacionavam os sintomas da Endometriose, e até a progressão da doença, com a alimentação, decidi que tinha de fazer mudanças urgentes. Os anos de universidade foram prósperos em JunkFood e refrigerantes. Depois juntei trabalho com um mestrado e com estágio. Dias e dias seguidos sem almoçar de forma decente. A verdade é que nesta fase piorei a olhos visto do meu problema de saúde, sem nunca associar isso aos comportamentos alimentares que estava a ter. 

As primeiras tentativas de mudança não foram fáceis. Muitos anos de maus hábitos enraizados e pouco conhecimento sobre os alimentos [e sobretudo, sobre aqueles que julgava serem bons alimentos!]. Hoje, após vários anos, após várias tentativas, consigo ver uma grande diferença na minha despensa e no meu frigorífico. Acho que não devemos ter a pretensão de fazer uma mudança de hábitos alimentares [principalmente se for significativa], de uma semana para a outra. Não me parece possível. Mas hoje sei, que aos poucos, com calma, de dia para dia, é possível e vale a pena. Muito a pena!


Agora, que a Baby B. já começa a comer o segundo prato às refeições [nem sempre, mas já lhe vou dando porque ela demonstra muito interesse por outro tipo de comidas, para além da sopa] procuro fazer sempre refeições para nós que ela possa comer. Se for bom para ela, será certamente bom para nós! E tem sido este o meu raciocínio.

Hoje almoçámos sozinhas e por isso fiz legumes salteados com fusilli integral, cogumelos e abacaxi. Depois de um prato de sopa de legumes a princesa ainda comeu este pratinho. Muito gosta ela de comer os legumes à mão. Metade acaba no chão e na cadeira. Mas acho que nesta fase o facto de eles comerem com as mãos também é importante [e o aspirador anda sempre deserto para fazer barulho!]. É uma refeição simples de fazer e por cá resultou, para mãe e filha!  Ainda me falta converter o pai a este tipo de refeições!



Ingredientes:
Brócolos
Couve Flor
Cenoura
Abacaxi
Cogumelos frescos
Fusilli
Azeite qb

Preparação:
Cozer os legumes e o fusilli. Salter com um fio de azeite e um dente de alho os cogumelos e o abacaxi. Adicionar os legumes ao salteado, deixar saltear um pouco e servir. Não costumo adicionar mais nenhum tempero para além do azeite e do alho. Se sentir necessidade de sal, adiciono no meu prato. 

Para o jantar fiz um arroz de tamboril. Já é a segunda vez que faço esta receita num curto espaço de tempo porque a pequena delirou da primeira vez e o pai também aprovou este prato apesar de, para paladares mais apurados, poder ser considerado 'sensaborão' porque não adiciono nenhum condimento. 

Ingredientes:
2 tomates maduros
1 cebola pequena
1 dente de alho
3 folhas de manjericão fresco
Tamboril
Arroz
Azeite qb

Preparação:
Descascar o tomate, a cebola e o alho e cortar em pedaços. Deixar refogar num fio de azeite durante uns minutos. Passar tudo com a varinha mágica e adicionar o tamboril partido em pedaços. Deixar apurar um pouco e juntar água a ferver e o arroz. Deixar ferver e ir mexendo até o arroz estar cozido.

Para que a refeição fique amiga do bebé [e nossa amiga também] não aconselho usar polpas de tomate ou tomate enlatado, e menos ainda aqueles preparados para refogado. Pessoalmente, devido a todas as leituras que tenho feito ao longo dos anos, deixei totalmente de comprar este tipo de produtos. Não há nada que se compare a um tomate fresco maduro que lavamos e descascamos em casa! Inevitavelmente este tipo de produtos, levam sempre, pelo menos, reguladores de acidez. Já para não falar da pré-selecção que é feita sobre a qual não temos nenhum controle. Se tiverem curiosidade, encontrei ESTE artigo brasileiro onde comparam este tipo de produtos e onde analisam alguns rótulos.

E pronto, aqui ficam duas sugestões que servem para toda a família. Por cá o sal ou a pimenta adicionamos apenas nos nossos pratos quando achamos necessários. Se acharem que mesmo assim não chega, podem sempre fazer em tachos separados, uma versão para adultos mais condimentada e apurada e a versão amiga do bebé. Cá em casa gosto que, dentro do possível, as refeições sejam iguais e como vos disse este processo também faz parte da minha reeducação alimentar.

Muitas vezes bloqueamos e ficamos sem ideias sobre o que fazer para variar um bocadinho e por isso sempre que me lembrar venho aqui partilhar estas receitas simples que costumo fazer. Por norma vou colocando as fotos na Página do Facebook. Se quiserem partilhar comigo as vossa sugestões fico-vos grata. Podemos até criar uma rubrica no blogue "Sugestão da leitora" onde partilho as vossas receitas. Aposto que as mamãs vão agradecer para aqueles dias em que estamos tão cansadas que o cérebro parece que não quer funcionar. O que me dizem? Enviem as vossas sugestões para: maemequero@gmail.com

♥ Este post foi preparado ao longo do dia de ontem e era para ter sido terminado, editado e publicado ontem à noite quando a minha boneca fosse dormir. Mas tivemos um pequeno incidente e acabei por não ter disponibilidade para vir aqui ♥

Desejo-vos um dia muito feliz!