Gelado Bom!

17 de agosto de 2015

Gosto de gelados desde que me conheço. E Baby B. também já gosta e come gelados. É verdade, antes de ter um ano! Aqui há uns meses cruzei-me com uma receita mágica de gelados que fizeram as delícias de mãe e filha. Tão simples, tão fresquinhos, tão bons e tão saudáveis que uma pessoa até desconfia! Sempre que tenho bananas maduras lá vamos nós comer geladinho saudável. Um lanche óptimo nestes dias de Verão em que o calor nos pede coisas fresquinhas e saborosas! 

A receita base destes gelados foi partilhada no blogue do Casal Mistério [se ainda não conhecem passem por lá, porque eles são meninos para passar o diazito todo à procura de pequenas maravilhas para partilhar connosco. Vale mesmo a pena seguir este blogue!] e a partir daqui, por este Portugal fora, se fizeram experiências com este gelado! Cá por casa já fizemos algumas versões: banana com côco ralado; banana com canela; banana com morangos; banana com papaia e agora banana com pêssego! Acho que este último foi mesmo o preferido da boneca [ela não comeu nem o de canela nem de morangos porque ainda não lhe fiz estas introduções na dieta alimentar].

A receita é super simples de fazer e as possibilidades de combinações são muitas, haja imaginação!

Ingredientes:
2 bananas maduras
1 pêssego maduro

Preparação:
Na noite anterior descasquei e cortei a fruta em pedaços. Coloquei num saco de congelação e guardei no congelador. No dia seguinte, quando quiz servir o gelado, coloquei na Bimby e triturei alguns segundos na potência máxima. Esperámos dois ou três minutos e foi o nosso lanche!

A pequena adora quando comemos as duas a mesma coisa! Fica toda feliz com a história de uma colher para mim, uma colher para ti! E assim passamos um bom bocado, temos um lanche diferente e comemos um gelado saboroso, cremoso e saudável! 

Há quem chame a isto de egoísmo. Eu chamo de auto-preservação.


Estou há mais de um ano e meio em casa. Primeiro foi a gravidez de risco que me roubou à rotina dos dias e me atirou para o sofá. Depois, quando Baby B. nasceu decidi tirar a licença máxima para ficar com ela. E quando a licença terminou achei que ainda não era hora de nos separarmos tantas horas durante o dia e de ela ir para um infantário e eu regressar ao trabalho. Ficámos em casa. E ainda nos restam precisamente 15 dias deste nosso ano maravilhoso. Sou uma privilegiada porque pude fazer esta escolha. Sou uma privilegiada porque em Setembro tenho o meu emprego à minha espera. Sei que poucas pessoas podem dizer o mesmo. Mas já que era possível decidi agarrar a oportunidade. 

Ao longo destes meses todos, mesmo durante a gravidez de risco, houve um trabalho que nunca deixei de fazer, o da Associação. Quando fundei a MulherEndo tinha consciência do compromisso que estava a assumir e sempre soube que se eu parasse, neste momento, mais ninguém levava o barco a bom porto [ou a porto algum!]. Durante todos estes largos meses, não houve dia nenhum em que desligasse por completo das minhas obrigações. Lembro-me perfeitamente de estar deitada na cama do hospital e estar a responder a pedidos de ajuda. E lembro-me também que durante muitos dias me angustiava o facto de não ter tempo para fazer este meu trabalho [é estranho quando um trabalho que fazemos 100% voluntariamente nos angustia mais por não ser feito do que o trabalho que nos põe comida na mesa!]. 

Durante todos estes meses foram muitos os dias em que a minha rotina foi gerida para aproveitar cada segundo que a princesa dormisse para poder trabalhar na Associação, para poder responder a mails, a mensagens, a pedidos de ajuda, retribuir telefonemas, organizar eventos... E mesmo assim o tempo nunca chegou para os objetivos a que me propus e para a exigência da sociedade. Tenho consciência que roubei muitas idas à praia e ao parque à minha filha e que lhe roubei convívios com outras pessoas, apenas para poder aproveitar cada segundo das sestas dela feitas em casa, em silêncio para trabalhar. Tenho consciência que me roubei a mim, muitas horas de sono para o mesmo efeito. Já para não falar de outros projectos pessoais que foram ficando na gaveta e sendo adiados... este blogue, que esteve meses e meses às moscas [e o que eu gosto de escrever! E quanto me faz bem escrever!]; o meu livro, o meu querido livro que há mais de um ano não passa do segundo capítulo... [e tenho a história toda na minha cabeça...]. Tenho consciência que também o pai saiu prejudicado nesta equação porque em vez de aproveitarmos os momentos a dois eu aproveitava a maioria deles para trabalhar. E mesmo assim... nunca conseguia fazer tudo o que era preciso! Pedi ajuda, criei uma equipa, mobilizei pessoas. Mas todas as pessoas têm a sua vida, o seu projecto pessoal, as suas famílias, os seus empregos. E este não é um projecto delas. É apenas um projecto que acolhem e acarinham. Apesar de tudo, consegui mais e melhores resultados. Mas mesmo assim, o meu tempo nunca chegava para tudo. E isso sempre me angustiou, e muito! 

A semana passada recebi um abanão. Uma conversa sincera com o pai da casa que estava seriamente preocupado comigo, com a minha saúde, com o meu bem-estar físico, mental e psicológico e com o facto de não se conseguir encontrar uma explicação médica para alguns sintomas físicos que surgiram nos últimos meses. A verdade é que ele fez com que me caísse a ficha! 

Em Setembro regresso ao meu emprego remunerado, e estou cansada! Física e psicologicamente cansada. Sabem aquele cansaço de quando temos o cérebro sempre a mil à hora? Aquele cansaço de quem até quando está na casa de banho tem de levar o computador para aproveitar todos os segundos? Aquele cansaço de quem acorda às 4h00 da madrugada para amamentar e aproveita para responder a três ou quatro e-mails?! Aquele cansaço de quem está 24h ligado ao mundo e sempre a dar respostas?

E porque me sinto assim, e porque sei que o mais que tudo tem razão quando diz que chega de pôr todas as pessoas à minha frente, que decidi tirar 15 dias de férias da Associação. Não vejo mails, desliguei o telemóvel, desliguei a conta de facebook e não quero saber de nada. Absolutamente NADA até dia 1 de Setembro! Durante estes dias vou fingir que a Endometriose não existe!

Durante estes 15 dias quero saber apenas de mim, da minha filha, das nossas brincadeiras, dos nossos passeios, das nossas sessões de dança... da nossa família e do nosso bem-estar! Até dia 1 de Setembro apenas nós importamos. Para a semana o pai junta-se a nós numa semana de férias e vamos aproveitar para passear, comer uns gelados, dar uns mergulhos e ser felizes! Apenas e só isso!

Há quem chame a isto de egoísmo. Eu chamo de auto-preservação. Quando o corpo fala e pede nós temos de o escutar... 

... E chamo de amor, o facto de termos alguém que se preocupa verdadeiramente connosco, quando nós só nos preocupamos com os outros. Obrigada ♥

Um beijinho a quem está desse lado!



Chega-te a mim e deixa-te estar

15 de agosto de 2015

Há livros onde regresso sempre. Há livros onde sublinho o que marca, o que é para ficar, o que é para ler sempre que precisar. Há livros que nos pedem silenciosamente "Chega-te a mim e deixa-te estar". Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista e traz com ele uma capacidade maravilhosa de traduzir em palavras pensamentos que me fazem todo os sentido. Gosto da sua forma de pensar, de analisar as situações e gosto ainda mais quando o coloca em palavras que posso trazer comigo e recordar. 

Este seu Chega-te a mim e deixa-te estar é um livro onde juntou diversas crónicas sobre temas variados. Já as li várias vezes. Já as sublinhei outras tantas. E volto sempre a elas para descobrir novos caminhos, novas linhas de pensamento, novas inspirações para a vida. "Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem poetas."

Nesta caminhada, nem sempre suave, da maternidade, gosto de reler alguns parágrafos que desejo manter sempre presentes. Porque há coisas que não devemos esquecer sob pena de adormecermos para o que verdadeiramente importa. Partilho convosco estas palavras que devem ser gravadas em todo o lado, especialmente no nosso coração "Quando escasseiam ou faltam os grandes gestos, a família transforma-se num conjunto de pessoas desligadas que se descuidam, se desamparam e se destroem. Quando faltam as pequenas coisas, uma família é um conjunto de pessoas desamparadas que anseiam por colo e rezingam por ele."

 Bom fim-de-semana, sorriam e sejam felizes!

As nossas paparocas

14 de agosto de 2015

Há uns anos atrás, depois de ler alguns estudos que relacionavam os sintomas da Endometriose, e até a progressão da doença, com a alimentação, decidi que tinha de fazer mudanças urgentes. Os anos de universidade foram prósperos em JunkFood e refrigerantes. Depois juntei trabalho com um mestrado e com estágio. Dias e dias seguidos sem almoçar de forma decente. A verdade é que nesta fase piorei a olhos visto do meu problema de saúde, sem nunca associar isso aos comportamentos alimentares que estava a ter. 

As primeiras tentativas de mudança não foram fáceis. Muitos anos de maus hábitos enraizados e pouco conhecimento sobre os alimentos [e sobretudo, sobre aqueles que julgava serem bons alimentos!]. Hoje, após vários anos, após várias tentativas, consigo ver uma grande diferença na minha despensa e no meu frigorífico. Acho que não devemos ter a pretensão de fazer uma mudança de hábitos alimentares [principalmente se for significativa], de uma semana para a outra. Não me parece possível. Mas hoje sei, que aos poucos, com calma, de dia para dia, é possível e vale a pena. Muito a pena!


Agora, que a Baby B. já começa a comer o segundo prato às refeições [nem sempre, mas já lhe vou dando porque ela demonstra muito interesse por outro tipo de comidas, para além da sopa] procuro fazer sempre refeições para nós que ela possa comer. Se for bom para ela, será certamente bom para nós! E tem sido este o meu raciocínio.

Hoje almoçámos sozinhas e por isso fiz legumes salteados com fusilli integral, cogumelos e abacaxi. Depois de um prato de sopa de legumes a princesa ainda comeu este pratinho. Muito gosta ela de comer os legumes à mão. Metade acaba no chão e na cadeira. Mas acho que nesta fase o facto de eles comerem com as mãos também é importante [e o aspirador anda sempre deserto para fazer barulho!]. É uma refeição simples de fazer e por cá resultou, para mãe e filha!  Ainda me falta converter o pai a este tipo de refeições!



Ingredientes:
Brócolos
Couve Flor
Cenoura
Abacaxi
Cogumelos frescos
Fusilli
Azeite qb

Preparação:
Cozer os legumes e o fusilli. Salter com um fio de azeite e um dente de alho os cogumelos e o abacaxi. Adicionar os legumes ao salteado, deixar saltear um pouco e servir. Não costumo adicionar mais nenhum tempero para além do azeite e do alho. Se sentir necessidade de sal, adiciono no meu prato. 

Para o jantar fiz um arroz de tamboril. Já é a segunda vez que faço esta receita num curto espaço de tempo porque a pequena delirou da primeira vez e o pai também aprovou este prato apesar de, para paladares mais apurados, poder ser considerado 'sensaborão' porque não adiciono nenhum condimento. 

Ingredientes:
2 tomates maduros
1 cebola pequena
1 dente de alho
3 folhas de manjericão fresco
Tamboril
Arroz
Azeite qb

Preparação:
Descascar o tomate, a cebola e o alho e cortar em pedaços. Deixar refogar num fio de azeite durante uns minutos. Passar tudo com a varinha mágica e adicionar o tamboril partido em pedaços. Deixar apurar um pouco e juntar água a ferver e o arroz. Deixar ferver e ir mexendo até o arroz estar cozido.

Para que a refeição fique amiga do bebé [e nossa amiga também] não aconselho usar polpas de tomate ou tomate enlatado, e menos ainda aqueles preparados para refogado. Pessoalmente, devido a todas as leituras que tenho feito ao longo dos anos, deixei totalmente de comprar este tipo de produtos. Não há nada que se compare a um tomate fresco maduro que lavamos e descascamos em casa! Inevitavelmente este tipo de produtos, levam sempre, pelo menos, reguladores de acidez. Já para não falar da pré-selecção que é feita sobre a qual não temos nenhum controle. Se tiverem curiosidade, encontrei ESTE artigo brasileiro onde comparam este tipo de produtos e onde analisam alguns rótulos.

E pronto, aqui ficam duas sugestões que servem para toda a família. Por cá o sal ou a pimenta adicionamos apenas nos nossos pratos quando achamos necessários. Se acharem que mesmo assim não chega, podem sempre fazer em tachos separados, uma versão para adultos mais condimentada e apurada e a versão amiga do bebé. Cá em casa gosto que, dentro do possível, as refeições sejam iguais e como vos disse este processo também faz parte da minha reeducação alimentar.

Muitas vezes bloqueamos e ficamos sem ideias sobre o que fazer para variar um bocadinho e por isso sempre que me lembrar venho aqui partilhar estas receitas simples que costumo fazer. Por norma vou colocando as fotos na Página do Facebook. Se quiserem partilhar comigo as vossa sugestões fico-vos grata. Podemos até criar uma rubrica no blogue "Sugestão da leitora" onde partilho as vossas receitas. Aposto que as mamãs vão agradecer para aqueles dias em que estamos tão cansadas que o cérebro parece que não quer funcionar. O que me dizem? Enviem as vossas sugestões para: maemequero@gmail.com

♥ Este post foi preparado ao longo do dia de ontem e era para ter sido terminado, editado e publicado ontem à noite quando a minha boneca fosse dormir. Mas tivemos um pequeno incidente e acabei por não ter disponibilidade para vir aqui ♥

Desejo-vos um dia muito feliz!

O Açúcar. Mais uma vez o Açúcar!

12 de agosto de 2015
Sei que nos dias que correm muitos são os post's, as reportagens, as imagens e os vídeos sobre os malefícios do açúcar na nossa alimentação. Sei que muitas pessoas estão fartas do tema e consideram um exagero voltarmos a ele com tanta frequência. Para muitos é mais uma moda, como tantas outras, trazida à tona pelos mais fundamentalistas [palavra no topo dos topos nos dias que correm pela internet!]. No entanto, e correndo o risco de ser inserida nesse role [dos mais fundamentalistas!] hoje decidi voltar mais uma vez a este assunto porque continuo a ler muita desinformação por esta internet fora e ver presencialmente muitos comportamentos que mais tarde podem ter graves consequências na saúde das nossas crianças. Sem que sequer o imaginemos.

No que toca à alimentação dos nossos filhos, cada um faz o que acha mais adequado e cada qual, quando toma determinadas opções, certamente acredita que está a fazer o melhor. Por considerar que escrever um blogue também é uma forma de serviço público, hoje venho trazer-vos alguns artigos e alguns textos que fui lendo e compilando ao longo dos meses sobre esta temática. Não tenho a presunção de querer mudar os hábitos de ninguém e acho que, quando as pessoas estão devidamente informadas sobre as consequências dos seus actos, são livres de fazer as suas opções, sem que sejam criticadas por isso. Escrevo este post porque realmente me tenho apercebido que existe ainda muita falta de informação sobre este tema.

Hoje quero apenas partilhar informação que para mim foi importante e me tem ajudado e orientado nas escolhas que faço para a alimentação da minha filha e que tenho estendido à minha. Começo por partilhar este vídeo que para mim é bastante elucidativo sobre o efeito que o açúcar tem no nosso organismo e sobre o efeito viciante que tem. São 5minutos de vídeo mas penso que vale a pena ver até ao fim!


Apesar de estar em Inglês, todo o site Food Matters merece cada segundo do nosso precioso tempo. Para além de vídeos interessantes, está repleto de textos e artigos informativos de extrema importância.

Para dar continuidade a este tema convido-vos a ler ESTE texto do blogue Na Cadeira da Papa. A Leonor é o exemplo vivo de que muitas vezes oferecemos determinados alimentos aos nossos filhos com a certeza de que estamos a fazer as opções correctas, mas que quando nos damos conta de que afinal há mais e melhores opções é sempre possível mudar. A Leonor não só implementou essas mudanças na sua vida e na alimentação das suas filhas como também criou este blogue que tem sido de extrema importância nos últimos meses para muitas mães. É um blogue que vale a pena seguir e manter sempre debaixo de olho porque está recheado de receitas boas, saudáveis e nutritivas para os mais pequeninos.

Muitos de vós viram a grande reportagem da SIC Somos o que Comemos. Mas, quando a memória nos começa a falhar, vale sempre a pena relembrar. Se já estava a tentar mudar os hábitos de consumo cá em casa, esta reportagem permitiu-me ganhar ainda mais consciência dessa necessidade, para além de me alertar ainda mais para a importância da leitura dos rótulos de tudo o que compramos.

Deste artigo destaco as possíveis consequências da ingestão do açúcar na infância. "muito açúcar na dieta aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, gota, fígado gorduroso e alguns tipos de câncer. Outra preocupação é o aumento da hiperatividade com redução na capacidade de concentração e irritabilidade. O alto consumo de doces, balas e refrigerantes pode aumentar a concentração de insulina e adrenalina no sangue, que em excesso provocam ansiedade, excitação e dificuldade de concentração nas crianças." Vale a pena ler o texto todo até ao fim!
Cada vez mais falamos em crianças hiperactivas. Dei aulas durante 4 anos no ensino primário e lembro-me perfeitamente do que a maioria das crianças levava para os lanches. Sumos, Ice tea, chocolates, batatas fritas e todos os outros snacks similares, manhazitos, bollycaos, gelatinas, danoninhos, sandes em pão de forma de embalagem, bolachas de chocolate, etc. Eram muito poucas as vezes que via um belo pão fresco com fiambre ou queijo.  Os tempos são de correria e muitas vezes recorremos ao que nos é mais prático sem pensar nas possíveis consequências. Se quiserem aprofundar um pouco mais as leituras recomendo ESTE artigo científico

Nos grupos de mães online quando se discute este tipo de tema são muitas as mães que respondem que os filhos comem de tudo e são perfeitamente saudáveis. A verdade é que o consumo de açúcar em exagero na primeira infância pode não causar problemas imediatos, mas mais tarde ou mais cedo esses problemas começam a surgir. Ainda sou do tempo [frase bonita eu sei!] em que tensão alta, colesterol, diabetes, etc eram doenças de adultos, salvo raras excepções muitas vezes de origem genética. Hoje, estas doenças surgem cada vez mais cedo, a par da obesidade infantil e os estudos apontam que isso ocorre devido ao tipo de alimentação que é feita na primeira infância. Recomendo também a leitura DESTE artigo.

Sei que é impossível controlarmos tudo e que mais tarde ou mais cedo os nossos filhos vão querer provar doces, gelatinas e vão ser também influenciados pela publicidade em supermercados e na televisão. Mas é possível implementar bons hábitos e dar bons exemplos. Dentro do que a industria de industrializados nos oferece é possível escolher o que é menos nefasto para a nossa saúde.

Para terminar quero reforçar que não acho mal nenhum as crianças comerem um gelado ou um chocolate e até beberem um ice tea num passeio ou numa festa e deixarei certamente que a minha filha o faça. Já consigo imaginar o quanto nos vamos divertir a partilhar um corneto de chocolate ou uma bola de berlim num dia de praia. Mas acho que para tudo na vida tem de haver moderação, e um gelado por dia, uma gelatina em todas as sobremesas, sumos e ice tea em todas as refeições, bolachas de pacote ao lanche etc não farão certamente parte da nossa rotina familiar, pela nossa saúde e bem-estar!

Se tiverem mais artigos ou sites interessantes que queiram partilhar comigo por favor deixem nos comentários ou envie-me e-mail: maemequero@gmail.com
Se acharam este post uma palermice, podem comentar à mesma [só não me chamem nomes nem escrevam palavras feias!]. 

Um grande beijinho e não se esqueçam de se juntar a nós no facebook para não perderem a parte engraçada da nossa vida, que nem sempre vem parar aqui ao blogue. 

Papa de côco

11 de agosto de 2015
A semana passada fui ao Pingo Doce e andei a ver uma prateleira que têm sempre com promoções. Vi uma embalagem de farinha de côco da marca Seara e chamou-me à atenção. Apesar de andar sempre a pesquisar este tipo de produtos ainda não tinha encontrado nem experimentado esta farinha. Decidi trazer a embalagem mesmo sem saber o que iria fazer com ela. Eu e as promoções às vezes somos assim!
Depois de algumas pesquisas percebi que esta farinha tinha vários benefícios, como o facto de melhorar o transito intestinal, não conter glúten, apresentar um baixo índice glicémico e ser bastante rica em diferentes proteínas. Se quiserem saber um bocadinho mais podem ler o Blogue Barra de Cereal onde a autora fez um post apenas dedicado a esta farinha.
No Domingo olhei para o pacote e pensei que tinha de lhe dar uso e assim foi. Para além de a ter usado no bolo que fiz decidi fazer também uma papa para a pequena comilona cá de casa. O resultado foi bastante positivo e por isso partilho a receita convosco. Espero que gostem!

A princesa cá em casa já tem 11 meses e dou-lhe côco ralado desde os 8 meses. Se tiverem dúvidas sobre quando podem introduzir o côco na alimentação dos vossos filhos, por favor consultem a enfermeira que vos acompanha no Centro de Saúde ou o vosso pediatra. 

Ingredientes:
1 cenoura média
1 pêssego médio
2 colheres de sopa de farinha de côco
1 colher de sopa de côco ralado
200ml de água

Preparação:
Descascar e cortar em pequenos pedaços a cenoura e o pêssego. Juntar todos os ingredientes num tacho, levar a lume brando e ir mexendo ocasionalmente durante cerca de 20minutos. Se a papa secar muito, adicionar mais um pouco de água.  Como a minha boneca já come muito bem pedaços não passei a papa com a varinha. Decidi apenas mexer algumas vezes com as varas. Se optarem por esta solução é importante que a fruta e a cenoura sejam cortadas em pedaços finos e pequenos.

Apesar de ter Bimby tenho optado por fazer as papas num tacho porque acho que não se justifica sujar a Bimby para o efeito [custa-me mais a lavar e faz-me mais falta para outras coisas do que um tacho]. Mas podem colocar tudo na Bimby, vel. 1, temp. 70º durante uns 15m. No fim é colocar alguns segundos na velocidade 4 ou 5.

A receita que fiz [em que coloquei mais farinha do que vos aconselho em cima] rendeu bastante porque acabei por ter de adicionar mais água. Reservei num frasco fechado a vácuo e coloquei no frigorífico. Do dia seguinte decidi adicionar fruta fresca e oferecer à pequena sem aquecer. A consistência era semelhante à de um pudim. Comeu tudo num abrir e fechar de olhos!

Espero que gostem de mais esta partilha e se decidirem fazer não se esqueçam de me dizer qual a opinião dos vossos filhotes.

Já sabem que não estamos pelo blogue todos os dias [com muita pena minha] mas podem acompanhar as nossas aventuras através da página do Facebook ou do Instagram.