Bolachas de maçã e tâmaras

22 de julho de 2015

Já fiz bolachas para a BaBy B. umas duas ou três vezes e apesar de nunca ter ido absolutamente nada para o lixo nunca fiquei satisfeita nem com o aspecto nem propriamente com o sabor das bolachas. No entanto, talvez pela novidade, mas a verdade é que sempre comeu tudo! 

No fim-de-semana fui ao mercado e ao ver tâmaras lembrei-me que a Leonor do Blog Na Cadeira da Papa costuma usar bastante. Como nunca tinha experimentado e não é ingrediente que use cá por casa decidi comprar e claro, comecei logo a imaginar que a primeira utilização para as pequeninas seriam bolachas para a minha cria!

Ontem olhei para uma taça que tinha cheia de maçãs que pensei "não é tarde nem é cedo!". As maçãs não eram propriamente as melhores do mundo e iam acabar por se estragar, por isso decidi descasca-las e colocar na Bimby a cozer com um pouco de água e umas gotas de limão. 

Quando tinha o puré de maçã feito, retirei cerca de 100gr e guardei o resto, que depois foi transformado num bolo para mim e para o pai [que também merecemos novidades!] Deixo-vos então a receita das bolachas que já foram provadas e devoradas!



Ingredientes
100gr de puré de maçã
2 clh de sopa de flocos de aveia
3 clh de sopa de farinha de arroz
2 clh de chá de côco ralado
5 tâmaras

Preparação

Juntar a aveia ao puré de maçã e mexer. Depois juntar a farinha de arroz e mexer novamente. Para mexer bem nesta fase é necessário colocar as mãos na massa. Desfazer as tâmaras com os dedos e juntar à massa, voltando a envolver bem com as mãos. Por fim adicionar o côco e voltar a envolver. Nesta altura conseguimos fazer uma bola com toda a massa. Retirei pequenos pedaços, moldei em forma de bola com as mãos e depois achatei já no tabuleiro forrado com papel vegetal. [Eu sei que podia ter tirado uma foto, mas confesso que não me lembrei desse pormenor na altura!]. Levei ao forno a 180º durante cerca de 25m.

NOTA
Se cozerem a maçã de propósito para fazer a receita, juntem as tâmaras a esta cozedura, porque as bolachas assim ficarão doces de forma mais uniforme. Estas ficaram boas, mas o doce concentra-se mais na zona onde "apanhamos" tâmaras. 

Por cá a receita foi provada e aprovada! Para eu comer as bolachas sem reclamações se calhar tinha de lhe juntar um bocadinho de açúcar mascavado. Mas como felizmente a minha donzela ainda não tem o paladar "estragado" a favor do doce, comeu e lambeu os dedos! Espero que os vossos pequeninos gostem! Se experimentarem, depois contem-me tudo!


Isto de ser filha e mãe ao mesmo tempo não é fácil!

21 de julho de 2015
Eu não sou a mãe mais relaxada à face da terra. Acho que às vezes até sou demasiado preocupada e ansiosa. Mas sei que BaBy B. está na fase da exploração. Precisa de mexer. Precisa de gatinhar. Precisa de estar de pé. Precisa de andar agarrada a tudo. Precisa de mandar coisas ao chão. E precisa de cair. E por saber que tudo isto é importante, sempre sob supervisão, deixo que explore tudo [dentro dos limites de segurança]. E já caiu. E já deitou coisas ao chão. E já bateu com a cabeça aqui e ali. Mas também foi assim que aprendeu a sentar-se quando sente que está a perder o equilíbrio. Foi assim que aprendeu a cair. E foi assim que hoje deu os 3 primeiros passos sem ajuda de nada nem ninguém. Sozinha. 

E se esta liberdade que lhe dou às vezes me deixa de coração apertado, à minha mãe faz imensa confusão. Cada vez que a miúda se põe de pé a minha mãe vê sangue, imagina cabeças com 20 pontos, sobrolhos duplicados, narizes tortos, dentes partidos e todo um filme de terror que até é difícil descrever. Mas não só ela imagina o filme todo como o verbaliza e acompanha com "tira a miúda daí que vai acontecer aquilo", "não a deixes ir para aí que vai acontecer isto". E eu respiro fundo. Muito fundo. Porque não é fácil estar entre uma filha com pilhas que precisa de explorar o mundo para crescer e se desenvolver e uma mãe mega ansiosa que sofre e tem ataques de pânico cada vez que a neta 'respira'. 

Hoje, para além de respirar fundo, rosnei um bocadinho. E depois arrependi-me. Porque sei que agora ela vai ter os ataques de pânico e imaginar os filmes de terror todos, mas vai estar em silêncio. Mas isto de ser filha e mãe ao mesmo tempo não é fácil. Nada fácil! 

Não chego a todo o lado. Mas vou chegando onde é preciso!

Quem me conhece [conhece mesmo a essência], sabe que gosto de escrever, de pensar, de reflectir. Sou mais de observar do que de falar. Observo muito! Pessoas, lugares, situações, contextos. E quando quero falar, prefiro escrever. Não sei porquê mas acho que consigo sempre transmitir mais e melhor pela escrita do que quando falo. Provavelmente é apenas uma mania [mais uma no meio de tantas outras]. 

Desde que conheço o mundo online que me lembro de ter blogues, que foram mudando conforme foram mudando as vontades e os interesses. Hoje tenho dois blogues e acho que há uma competição entre eles para ver qual tem mais moscas ou teias de aranha! A verdade é que é muito mais simples editar um post rápido na página do facebook do que vir ao blogue e aprofundar os pensamentos. E a outra verdade é que não tenho mesmo tempo. Tempo vou tendo. Tenho é de o priorizar. E acabo por dedicar 90% do tempo que consigo online para dedicar à MulherEndo, onde mesmo assim o trabalho de acumula de forma incrível e inexplicável. Enquanto escrevo este post, porque a minha filha está a dormir, na caixa de entrada da Associação tenho mais de 120 mails por responder, fora todo o restante trabalho administrativo que se vai acumulando. E perguntam vocês: Então e estás aqui a fazer o quê?

A verdade é que ao longo de mais um ano de MãemeQuero também sinto que este meu projecto pessoal já ajudou muitas mães. Para além de este diário online [que quando for descoberto pela minha filha me vai valer uma entrada precoce num asilo] ser fantástico para amigos e familiares acompanharem vários detalhes do nosso dia-a-dia, e ser fantástico para mim como livro de memórias, fico tão feliz quando muitas mães comentam ou dizem que já fizeram mudanças na alimentação dos seus bebés devido aos meus post's ou aos meus comentários em grupos de maternidade. E é por isso que não consigo deixar este espaço, pelo qual tenho um carinho inigualável, sem notícias durante muito tempo. E é por isso também que mesmo sabendo que não chego a todo o lado tenho a consciência de que vou chegando onde é preciso.

A sesta já acabou e já tenho uma boneca linda, de sorriso rasgado, pendurada nas minhas pernas. Por isso, até à próxima sesta todas as atenções são para ela!
Um beijinho e um abraço especial a todas as mães que me seguem, leem e se identificam com muitos dos meus post's. Desejo-vos uma semana fantástica!

Quando for com amor...

14 de julho de 2015

Leio com muita frequência que os filhos não devem dormir com os pais. Que é importante ter camas e quartos separados e que não se devem abrir excepções. Os argumentos são muitos para justificar estas ideias e confesso que muitos deles me parecem muito credíveis, outros nem tanto [mas é como tudo!].

Durante os primeiros meses a princesa da casa dormia connosco, no meio de nós. Era a única forma de ela dormir e nós também [por pouco que fosse!]. Depois, com calma e tranquilidade fomos começando a habitua-la a dormir no berço. Demorou, custou, houve dias sim e dias não, mas conseguimos. Sinceramente nunca dormi descansada nas noites em que ela dormia connosco porque tinha medo de a tapar, tinha medo de lhe dar uma cotovelada, tinha medo de me mexer e no fundo, tinha medo até de dormir!

No dia em que fez 6 meses preparámos o que faltava no quarto dela e foi dormir para lá. Sem dramas, sem ansiedades, sem dar conta de nada. Há noites mais difíceis mas de um modo geral não nos podemos queixar. No entanto, nos últimos dias temos tido um novo ritual. Entre as 7h00 e as 7h30 acorda e levo-a para a nossa cama para lhe dar mama. Na maioria dos dias já está acordada, mas está assim molengona e super querida, e ficamos ali na cama a namorar e a dormitar. Ora de mãos dadas, ora com a cabeça dela no meu peito, ora com os pés dela na minha boca... Somos capazes de ficar nisto horas e é tão bom, tão relaxante, tão próximo, tão especial, tão nosso! Se o nosso pediatra soubesse disto diria que é um péssimo hábito [assim como muitos outros pediatras], mas sinceramente não me parece que estes momentos de amor puro possam moldar de forma negativa a personalidade da minha filha, não me parece que estes momentos de ternura possam fazer dela uma ditadora ou uma pessoa arrogante. Posso estar enganada. Mas na dúvida prefiro pecar por excesso de amor...

Nem sempre. Nem nunca. Quando tem de ser. Quando deve ser. Quando queremos que seja. Quando for com amor...

Era uma vez...

13 de julho de 2015
Depois de contar ao meu pai como terminou o nosso Domingo, que coincidiu com o término das nossas férias, e depois das gargalhadas que ouvi do outro lado da linha, não poderia deixar de partilhar convosco! Preparem-se... este post é literalmente um post de merda!

Chegámos a casa ontem, bastante cansadinhos depois de um fim-de-semana agitado e decidi dar logo a sopa à pequena porque já eram 20h00. Sentei-a na cadeira e comeu a bela da sopa e uma boa dose de uvas [sem grainhas que ela adora!]. Como de costume tinha uma das mãos cheia de sopa e andou a esfregar a dita por todo o lado [só que não era sopa... mas juro que a cor era igual!]

Quando estávamos a terminar o pai veio meter-se com ela e dar-lhe beijinhos. "Temos de ir mudar a fralda que ela cheira mal!" Diz-me ele enquanto a tira da cadeira, segue para a sala e a pousa em cima das costas do sofá! [A sopa, que não era sopa, ficava assim também marcada no sofá! E nós sem dar conta de nada.] 

Antes de os seguir para ir ajudar na muda da fralda recheada, apanho o babete e retiro duas uvas que estavam na cadeira da papa, que a pequena tinha deixado cair. Quando vou para lhe oferecer as uvas, reparo que tinha a mão cheia de sopa [só que não era sopa!!]. E foi aqui que se fez luz e percebemos que a fralda estava mesmo mega recheada e a transbordar pela perna direita! 

Lá fomos nós enfiar a pequena dentro da banheira, [não sem antes a pousar no lavatório e o deixar marcado, com a sopa que não era sopa!].

E pronto, para resumir houve merda na cadeira da papa, no sofá, na t-shirt do pai, nos calções e nas cuecas dela, nas pernas dela, nas minhas mãos, nas mãos dela, no lavatório, na banheira... e ficará para sempre a dúvida se não terá também ido parar alguma ao estômago dela!

Que melhor final de férias se pode desejar?!