Impor limites

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Gosto de dar colo. Gosto de dar beijos. Gosto de abraçar. Gosto de dizer que Amo. Gosto de dar. Gosto de brincar. Gosto de dançar. Gosto de cantar. Gosto de mimar. Gosto de passear. Gosto de saltar e rebolar no chão. Gosto e faço tudo isso com ela, todos os dias. 
Mas também lhe digo que Não. Que não pode ser. Que não pode fazer. Que não pode bater. Que não pode falar assim. Que nem sempre temos tudo o que queremos e que a vida é mesmo assim. Dizem os livros que os três anos são uma fase egoísta. Uma fase de fazer prevalecer o "Eu quero, eu posso e eu faço". E cabe-nos a nós a tarefa árdua de explicar que não é bem assim. Que a liberdade de um termina quando começa a do outro. Que não é com vinagre que se apanham moscas. Que o Eu não pode prevalecer sempre ao Nós. Que o Nosso é tão ou mais bonito como o Meu. 
Às vezes há lágrimas. Mas também fazem parte. 
Sou pela disciplina positiva sempre, mas nunca pela permissividade. E se há coisa que eu prezo é o respeito, que é totalmente diferente do medo. 
Às vezes dói. E às vezes era tão mais fácil deixar andar, deixar seguir, dar tudo para calar, ignorar ou ligar a televisão e seguir caminho. Mas não pode ser. Esse não pode ser o caminho. E um dia ela vai agradecer!


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