Destes dias [mais agitados!]

12:14


Estamos a quatro meses dos três anos e parece-me que chegámos à fase de maior teste. À fase do braço de ferro. À fase das experiências e da vontade de correr perigos. De perceber as reações que as acções provocam. À fase em que eles mostram que são apenas crianças, a crescer e a aprender e nós percebemos que somos apenas adultos, com muito para ensinar mas com mais ainda para aprender. 

Uma das coisas que tenho aprendido é a ter paciência e a respirar fundo. Mas nem sempre é fácil! Na correria dos dias, na correria das actividades e das obrigações, a paciência às vezes foge para parte incerta. E foge em segundos. Se num momento conseguimos ser as pessoas mais calmas e ponderadas à face da terra, no segundo seguinte sentimo-nos um vulcão em erupção. E às vezes, também é isso que eles procuram. Porque acham piada. Simplesmente. 

Por cá os dias não têm sido fáceis, não vos vou contar pormenores porque sei que um dia ela sentiria vergonha de os ler na internet. Mas posso dizer que em determinados momentos ela se coloca em perigo. E é isso que me aflige o coração. É esta necessidade de afirmação chegar tão longe que me deixa com o cérebro mais desfeito do que uma papa de aveia. E é também por isso que muitas vezes me questiono onde poderei ter falhado. O que poderei ter feito ou não feito para que as coisas às vezes atinjam estas proporções. E nunca vou descobrir a resposta para esta questão. Porque simplesmente não estamos em nenhum programa experimental e isto é mesmo a vida real. 

Não há soluções perfeitas. Não há métodos 100% eficazes. E se às vezes podemos levar a coisa com um abraço ou um beijo, há outras que o NÃO firme e audível tem mesmo de permanecer. Sou adepta da disciplina positiva, mas não sou minimamente adepta da permissividade. E há coisas, que dê por onde der, eu não vou permitir. 

Resta-me a certeza de me empenhar dia após dia para fazer melhor, para aprender mais, para respeitar e me fazer ser respeitada. E a esperança de que esta fase vai passar e a minha doce filha vai voltar.

Estava a terminar este texto e apareceu-me ESTE da Amaezoina no feed do Facebook. No fundo, andamos todas ao mesmo. Depois de lerem o meu, se quiserem rir um bocadinho passem por lá! 

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2 comentários

  1. Um dia de cada vez. São fases complicadas mas hão-de passar. até lá, é ir dando o nosso melhor, dentro das nossas convicções!

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  2. Essa fase pode ser muito desgastante para nós, e para as nossas relações nomeadamente com o pai, e com os avós, por querem defender a criança, como se nós agissemos mal quando dizemos um não ou falamos com menos doçura. E também porque andamos menos tranquilas e isso tira-nos a disponibilidade para os outros e a compreensão também. É bom por isso, ter os seus momentos de recuperar forças, de se mimar... Sei o quanto custa. Força.

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