Tudo muda! [E até o saltos vão embora!]

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Ainda me lembro de quando 90% do meu calçado ostentava saltos com mais de 6cm. De preferência agulha. Cheguei a ter umas botas com uns saltos de 13cm, que adorava e com as quais conseguia andar um dia inteiro. Sem problemas e sem dores de maior nas pernas ou nos pés!

Mas os anos foram passando, a saúde foi fugindo, a perna esquerda começou a falhar e os saltos foram dando lugar a calçado mais discreto, às cunhas e a sabrinas. Lembro-me perfeitamente do marido me querer comprar sapatilhas, e eu dizia sempre que já tinha um par, chegava bem. Para mim, sapatilhas [ou ténis, como quiserem!] era coisa para usar quando ia despejar o lixo, ou fazer uma caminhada [que nunca acontecia!] 

A verdade é que depois da Bianca nascer as coisas mudaram muito. E não foi por desleixo e falta de cuidado comigo. Foi por necessidade. Para conseguir andar com ela ao colo e até fazer caminhadas mais longas [ir ao supermercado, por exemplo] tive de me habituar a usar apenas sapatilhas. É verdade! Infelizmente, e também por culpa da minha Endometriose, que me apanhou grande parte do lado esquerdo do corpo, comecei a sentir dificuldade em usar outro tipo de calçado. Mesmo com sapatilhas, se me aventuro um pouco mais e se estas não forem de boa qualidade, arrisco-me a vir para casa aos "solavancos", como costumo dizer. 

E se me fazia alguma confusão há uns anos atrás, e achava pouco feminino, a verdade é que me adaptei e até já consigo gostar de escolher e comprar sapatilhas. A necessidade aguça o engenho, já dizia o ditado. Felizmente a escolha também é muito mais abrangente e até já encontramos modelos que ficam bem com roupa mais formal. Ultimamente tenho andado a ver novos modelos porque preciso de reforçar a escolha para o dia-a-dia, e acho que é desta que compro umas New Balance [sim querido, eu sei que quando elas se começaram a usar me quiseste comprar umas e eu disse que não as ia usar!]. Mas ando de olho nelas e a maior dificuldade acho que vai ser escolher apenas umas! Das que coloquei  em cima, podia ter todas. Mas há algumas com preços fora de questão para a minha carteira [para grande desgosto meu!].

Claro que em casos esporádicos ainda me arrisco a calçar umas sabrinas mais elegantes, sempre com uns ténis de reserva no carro. Quanto aos saltos, a última vez que os meus pés se empoleiraram nuns, foi no Verão de 2015, num casamento. E são os últimos que restam cá por casa, que os outros já foram todos morar em pés e pernas mais capazes de avarias! 

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