Rotinas. Ou a falta delas!

12:37


Tem ido para a cama tarde. Nunca tem sono. Quer aproveitar o tempo connosco ao máximo para brincar. Eu vou deixando. Mas de manhã digo sempre para os meus botões que não pode ser, que tem de começar a ter outras rotinas e isso incluí deitar-se pelo menos duas horas mais cedo. Agora tenho sempre de a acordar. Ela acorda cheia de preguiça e ainda com cara de quem dormia mais uma hora. Mudar fralda, lavar cara, vestir, tomar o pequeno almoço, tudo em modo velocidade furiosa. Com ela ainda a acordar. Depois quer colo. Pergunta onde vamos. Respondo. Desata a chorar. "Quero brincar com a mãe". A mãe queria brincar também. Mas já vai ser a última a chegar à sala, já vai interromper as tarefas de grupo, porque precisa sempre de colo e de mimo da educadora. E eu sei que não pode ser. Eu sei que para ela ter colo os outros perdem o norte à actividade, à história, à canção. Porque só o colo da educadora é que serve. Mais nenhum. Eu sei. Juro que sei. E logo à noite vou lembrar-me disso. Mas depois ela vai pedir "só mais um pé" que é como quem diz só mais um puzzle. E eu vou deixar. Depois é mais uma dança em bicos de pé para nos mostrar que sabe dançar ballet. E nós sorrimos cheios de orgulho. Depois vai agarrar-me pelas mãos e convidar-me para dançar. E eu vou. Dançamos juntas enquanto ela pede ao pai que observe. E o tempo vai passando. E quando vemos já passa das 22h30. E lá vamos todos para a cama porque já sabemos que se não formos todos ela não quer. Mas ela precisa de ir. Mudar fralda, lavar dentes, beijinho, abraço, boa noite. Vira daqui, vira dali, mais um abraço, mais um colo, mais uma risota. E depressa passa das 23h00. E depois de manhã é que são elas! 

Todos temos os nossos períodos de adaptação. Por cá estamos todos a tentar entrar nas novas rotinas e a encontrar estratégias para que as coisas resultem. Acredito que vamos conseguir. Com a tranquilidade que nos caracteriza neste aspecto. Para a semana já corre melhor e em vez de brincarmos tudo à noite, conseguiremos brincar e dançar um bocadinho de manhã para que ela saia de casa mais feliz e não sinta tantas saudades da mãe! E vamos deixar de ser as últimas a chegar. Ou pelo menos vamos tentar! 

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