Cocó [sem ser na fralda!]

12:18

Inspirei-me na Cocó para o título deste post. E a verdade é que este podia ser um óptimo título para falarmos de desfralde! Mas não! Nada disso! É apenas para vos falar sobre amnésia materna. Conhecem?! Ora pois bem, não estais só! Por cá o cérebro já viu melhores dias e a verdade é que à conta disso tivemos um episódio digno de post [na altura não achei piada nenhuma à coisa! Mas já lá vão 15 dias, por isso podem rir-se da minha desgraça!].

Quem nos segue pela página do facebook sabe que a Bianca esteve doente. Desta vez a coisa foi complicada. Quando ela está doente evito ao máximo ir às urgências porque nesta altura do ano [se calhar é em todas!] uma pessoa entra lá com uma vírus e saí com uma colecção deles. Então uso e abuso do número do pediatra, do centro de saúde e da Saúde 24 [o número é 808242424 não se armem em espertas a pensar que o sabem de cor porque correm o risco de acabar a ligar para a linha de Apoio à Vítima, como aqui a menina!]. Num dos telefonemas para a Saúde 24, já pelas 22h00, a enfermeira achou que estava na hora de ir a uma urgência, porque o quadro só piorava e a febre já não respondia ao Ben-u-ron e baixava pouco com o Brufen. 

Enquanto o pai lhe vestiu o casaco, a calçou e colocou no carro eu preparei a mala com o que seria necessário. Ora então boletim de saúde, água, qualquer coisa para comer, fraldas, um brinquedo, lenços de papel e a bolsinha com os cremes [muda fraldas, que só uso em SOS; de rosto, porque com este frio ela fica com a pele numa desgraça; de lábios, porque à conta da febre estavam feitos em papa]. E pronto, foi isto que levei. Por esta hora já as mães com cérebro mais afinado deram por falta de alguma coisa [verdade?]. E lá fomos nós! 

Assim que o pai parou o carro à porta das urgências e eu a comecei a tirar da cadeira ela diz "mamã cocó" e faz cara de quem entra em acção! Tiro-a do carro e seguimos para a sala de espera. Quando o pai chega e fica ao balcão a fazer a inscrição enfio-me com ela no WC para tratar do assunto [por esta altura já se sentia um odor dos bravos na sala de espera!]. Deito-a no muda fraldas e percebo que estava com uma diarreia horrorosa com um cheiro medonho [típico de quando está a tomar medicação!] que já tinha saída fora da fralda e chegado até meio das costas! Cheia de destreza e agilidade saco uma fralda nova da mala e dos toalhetes [Toalhetes? Toalhetes? Onde estão?! Ups, ficaram em casa!]. Pessoas, era tanto cocó líquido a escorrer por ela a baixo e eu sem toalhetes! Toca de limpar a miúda com as tolhas de mãos que havia no WC [que fui molhando ligeiramente com água morna na torneira]. Não estão bem a ver a ginástica!

E o body? Como é que eu limpo isto! Pensava eu com os meus botões! Não limpo, impossível! toca de a despir toda para lhe tirar o body [sem outro de reserva!]. E agora onde é que eu guardado este pedaço de pano castanho com cheiro nauseabundo? Na minha mala? Sem um saquinho? Com o calor que se faz sentir aqui? Não consigo! Fica mesmo aqui no balde do lixo! Feliz da vida por ter concluído a tarefa com êxito e ter as provas todas escondidas dentro do balde do lixo preparo-me para abrir a porta quando ela olha para mim e diz "Mamã, cocó!". Mais? Mas ainda há mais? Como é possível! Socorro! Volto a repetir todo o processo, desta vez mais rápida a mudar logo aquilo para não sujar a roupa que restava. Abri finalmente a porta do Wc e seguimos viagem para a sala de espera a rezar para que aquilo ficasse por ali, porque para além de não ter toalhetes, já não tinha mais fraldas!

Sempre fui muito prática e nunca fui de andar com um grande malote com duas mudas de roupa, seis fraldas, dois pacotes de toalhetes e tudo e tudo. Mas naquele dia roguei pragas a mim mesma por ser demasiado prática e não andar com mais coisas atrás! 

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