Não te bato. Abraço-te!

23:52




Leio com alguma frequência relatos de pais ou outros educadores que dão estalos nas crianças para lhes ensinar que não se bate. Confesso que fico confusa. Quando ensinamos que não se deve mandar lixo para o chão, mandamos de imediato um papel para o chão? Quando ensinamos como arrumar os brinquedos, espalhamos depois pelo chão o que temos na estante dos nossos livros? Quando ensinamos a usar os talheres depois vamos comer a salada com as mãos? Quando ensinamos a usar o bacio depois vamos fazer xixi no chão da casa de banho? Então porque é que vamos bater, para ensinar que não se bate?!

Sei que ainda tenho um longo caminho para percorrer no que à educação diz respeito e que só agora começam a surgir os verdadeiros desafios a este nível, mas para mim, e repito, para mim, há coisas tão básicas, tão básicas que dependem apenas do senso comum. Dar um estalo para ensinar que não se bate não ensina nada, para além de medo. A criança pode deixar de bater, mas não o fará porque percebeu a mensagem correcta, deixará de o fazer porque terá medo da consequência que aquela atitude pode acarretar.

Mais tarde, irei escrever sobre o tema da Disciplina Positiva, que pratico, tenciono continuar a praticar e sobre a qual pretendo aprofundar os meus conhecimentos. Para já deixo apenas estes dois parágrafos para reflexão e ESTA sugestão de leitura para quem quiser abrir mais os horizontes sobre esta temática. Apenas uma nota, Disciplina Positiva é diferente de permissividade. Disciplinar de forma positiva é dedicar tempo a explicar, conversar, abraçar. Uma, duas, três ou mais vezes. Com calma, com tranquilidade, com assertividade. É respirar fundo, contar até 10 se for preciso, e voltar a explicar, a conversar e a abraçar.

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