Respira.

22:32


Quando somos mães, na maioria das vezes, deixamos para trás as nossas necessidades pessoais e colocamos tudo e todos à nossa frente. Antes de pensarmos em nós [acho que às vezes não dá para pensar em nada, quanto mais em nós!] pensamos em tudo o resto, e claro, em primeiro lugar sempre nos nossos filhos. É normal e é inato que isso aconteça [se eles não fossem a nossa primeira preocupação é que era de estranhar] mas nós também somos importantes. Também é importante conseguirmos uns minutos para nós, nem que seja para respirar fundo em silêncio, nem que seja para tomar um banho ligeiramente mais demorado, nem que seja para ler uns parágrafos de um livro inspirador ou um post naquele Blogue que tanto gostamos.

Hoje partilho convosco um texto que me inspirou particularmente, da querida Sofia Fernandes. São muitos os dias em que, apesar de estar em casa 24h, não tenho tempo para respirar. Baby B. está cada vez mais activa e desde cedo que gosto de brincar com ela e de a estimular e a cada dia que passa as nossas actividades aumentam.
Para além de fazer alguns telefonemas e algumas actividades domésticas enquanto vou dançando e cantando com ela, é quando ela está a dormir, o que às vezes acontece apenas 1h ao longo de todo o dia, que tenho de tratar de vários assuntos relacionados com a Associação [e são tantos!] que às vezes tenho a sensação que nunca mais na vida vou ter o trabalho orientado e tudo organizado! E às vezes ainda penso, se é assim agora, como será quando começar a trabalhar?! Nem é bom pensar! E há semanas loucas. Mesmo loucas. E se há semanas em que consigo manter o ritmo de pensamento alucinado e ir levando o barco a bom porto, há outras em que preciso de desacelerar. Em que preciso de parar. Respirar. Ganhar forças. Para depois seguir em frente mais um par de semanas. E é mesmo assim, em tudo nesta vida. Às vezes é preciso parar para depois se conseguir continuar. Às vezes é preciso pensar em nós, apenas em nós, e não ter a ideologia de que conseguimos chegar a todo o lado, todos os dias. Às vezes não conseguimos. E não faz mal. É humano. Temos de o aceitar. Assim como os outros têm de o compreender. Mas se não compreenderem, também não faz mal. 


A Sofia é uma das minhas inspirações diárias. É um dos momentos do dia em que páro e respiro fundo. Respiro energia nas palavras dela. E muitas vezes é através das palavras dela que me reencontro comigo. Se ainda não a conhecem, aconselho vivamente uma vista ao blogue dela. Aposto que vão voltar. Todos os dias!

Uma noite feliz e lembrem-se. O mundo é importante. Os nossos filhos são maravilhosos. Mas nós também somos! Sejam felizes!

[dos intervalos que a vida nos obriga a fazer]há dias em que a vida vai obrigar-te a parar. ouve o que ela te diz: precisas de ti inteira. precisas muito mais de ti do que dos outros.
há dias em que a vida vai obrigar-te a parar. e a pedir que não te preocupes com o resto do mundo. que o resto do mundo vai continuar a ser o mesmo no teu regresso. e quem (e o que) tiver de esperar, se for mesmo importante para ti, espera.
há dias em que a vida vai obrigar-te a parar. e a pedir que repares em ti. que celebres e agradeças o que de melhor tens: a tua saúde, o teu tempo, a tua liberdade, o teu amor, as tuas pessoas, o teu pequeno mundo dos afectos.
há dias em que a vida sabe, sabe mesmo, que algumas paragens que te obriga a fazer, quando feitas no momento certo, ensinam-te a respirar, a voltar a acreditar e a esperar, como quem espera pelo verão, pelo comboio que te leva ao destino. o teu.
confia. quando a vida te obrigar a parar, pára. cuida de ti. gosta de ti. abraça-te. sem ses, nem mas.porque o resto do mundo... o resto do mundo pode esperar. 


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