Uma Gota no Oceano

15 de agosto de 2018

Já há algum tempo que queria fazer mais esta mudança na logística das compras mas ainda não tinha dado o passo que faltava, que era adquirir os meus sacos de rede. Quando a minha amiga Susana me disse que os estava a fazer eu disse logo que queria para mim. Não era tarde nem era cedo. Era o destino! 

A Susana é daquelas pessoas que eu admiro imenso, pela história, pela força, pela luta, pela determinação e porque apesar de a vida às vezes ser uma merda ela nunca perde aquele sorriso delicioso e a sua boa disposição. A Susana é das pessoas mais gratas que conheço e nos dias de hoje isso é ouro. As nossas vidas cruzaram-se por maus motivos, mas foi o que ambas conseguimos fazer com os limões azedos da vida, que nos trouxe ao patamar onde estamos hoje! Sou grata por a ter na minha vida.

Voltando ao foco do post, usar estes sacos quando vamos às compras é apenas Uma Gota no Oceano, eu sei! É um contributo mínimo para o planeta que eu não use sacos de plástico para legumes e frutas, que muitas vezes se rasgam e já não servem para mais nada, mas é algo que me faz sentido! Se já vou às compras com os meus de tecido há tanto tempo, também me faz sentido mais esta troca! A verdade é que se formos muitos a fazer o mesmo já não será apenas uma gota e já fará uma grande diferença. 

Antigamente não se usavam sacos de plástico e é óptimo que tenhamos evoluído em tanta coisa que nos facilita a logística do dia-a-dia, mas a verdade é que mais tarde ou mais cedo teremos de recuar ao que faz realmente sentido em muitos aspectos, porque a pegada ecológica que cada um de nós está a deixar é de uma dimensão gigante e os recursos naturais vão começar a ser cada vez mais escassos. 
Todos nos queixamos dos fenómenos naturais e das estações do ano que estão a deixar de o ser, mas a verdade é que a culpa é nossa. De cada um de nós e da sociedade em que vivemos e criámos, e do consumo excessivo de recursos que consumimos. 

Há mudanças que estão ao alcance de cada um de nós, e pequenas coisas como deixar de usar sacos de plástico são uma delas. Nada temam, que não me vou transformar numa ambientalista fundamentalista nem vou encher o blogue de posts similares, mas há de facto coisas sobre as quais cada um de nós deve reflectir, se queremos que os nossos netos tenham ar para respirar e água para beber!

A minha amiga Susana criou a página Uma Gota no Oceano onde partilha os seus saquinhos e onde podem fazer as vossas encomendas. Para produtos amigos do ambiente há preços amigos da carteira e muita simpatia para vos atender. 

Eu Sei!

14 de agosto de 2018


Eu sei que te obrigo a arrumar o que desarrumas e a limpar o que sujas.
Eu sei que te obrigo a usar palavras mágicas como: por favor, obrigada e desculpa.
Eu sei que não te deixo estar horas seguidas a ver desenhos na televisão.
Eu sei que não te deixo usar tablet nem telemóvel à mesa, nem no carro, nem na cama. 
Eu sei que não te dou comida à boca, nem te lavo os dentes, nem sequer sou eu que te visto. Eu sei que te sabia bem, e é por isso, que de vez em quando, eu ajudo. Mas só por mimo. Porque não farei por ti o que tu já sabes fazer sozinha!
Eu sei que às vezes gostavas de comer com os pés na mesa. Ou de brincar com plasticina na cama. Mas também sei que é importante que saibas que cada coisa tem o seu lugar!
Eu sei que às vezes te digo para brincares sozinha e também sei que quando vamos a algum lado não te deixo levar a casa atrás. Sabes porquê? Porque o tédio também faz parte da vida. E a frustração também é importante. 
Eu sei que te digo que Não. Que não te dou tudo o que me pedes. Que não te deixo comer tudo o que queres. Eu sei!
Eu sei que às vezes olhas para mim e suspiras. E eu sei o que te vai na cabeça. Eu sei que se pudesses me mandavas para o outro lado. 
Mas também sei que um dia me vais agradecer por tudo isto! 
Assim como te vais lembrar que na mesma medida que disse Não, também te abracei, conversei e expliquei. 
Que na mesma medida que te disse para brincares sozinha, também me sentei no chão a fazer puzzles, legos e desenhos. 
E que nunca passou um dia sem que eu te enchesse de beijos, festas, abraços, mimos e te dissesse o quanto te amo!

A Casa do Tio Tenente

13 de agosto de 2018

Não temos por hábito fazer malas e seguir uma semana ou 15 dias de férias. Por diversos motivos pessoais. Mas ao longo do ano gostamos de fazer retiros de três a quatro dias que nos permitem descansar, conhecer lugares bonitos e quebrar as rotinas. 
No início deste mês fomos para a zona da Sertã e a escolha para dormir foi A Casa do Tio Tenente

Num cantinho praticamente deserto, depois de uma longa viagem entre curvas e contra curvas chegamos a uma casa imponente, totalmente revestida a pedra de xisto por fora e a madeira de pinho por dentro.  A casa tem vários quartos tendo um andar comum com uma grande cozinha toda equipa e uma sala enorme onde podemos encontrar vários jogos de tabuleiro, computadores e alguns livros e revistas. A decoração é simples e muito agradável fazendo-nos sentir muito à vontade e verdadeiramente em casa. Nós escolhemos bem o fim-de-semana porque tivemos a casa toda só para nós, o que foi óptimo para não termos de estar sempre a moderar o volume elevando da Bianca! 

No exterior há um grande jardim com flores e relva que dá para os miúdos correrem e brincarem. À noite soube bem estar por lá um pouco a fazer bolinhas de sabão e a saborear o pouco vento que se fez sentir no fim-de-semana mais quente do ano! Tendo em conta a época em que fomos, sentimos falta de uma piscina ou pelo menos de um pequeno "tanque" para estarmos um pouco de molho! Teria sido perfeito e certamente que teríamos passado mais tempo na casa. Mas acabámos por ir conhecer as zonas envolventes à procura de praias fluviais e de locais para comer!


Fomos muito bem recebidos pela Claudia que nos serviu o pequeno-almoço e nos deixou extremamente à vontade na casa. Foram apenas dois dias mas deu para respirar o ar puro da serra, conhecer locais por ainda não tínhamos passado e descansar um pouco. Se procurarem um espaço para sair literalmente da confusão e esquecerem o mundo, este é um local perfeito. Deixo a recomendação de irem às compras antes, caso queiram comer na casa ou ter algo para snacks, porque lá perto não há absolutamente nada. 

A casa deverá ser extremamente acolhedora também no Inverno para um fim-de-semana em família! Deixo apenas o alerta de que há uma escadaria grande para chegar até à entrada e não será muito indicada a pessoas com mobilidade reduzida ou cadeira de rodas.

Espero que tenham gostado desta sugestão e assim que conseguir falo-vos de uma praia fluvial que adorámos! 

Querido Agosto ♥

1 de agosto de 2018

Há dois anos, neste mesmo dia, tudo mudou. O meu corpo não voltou a ser o mesmo. Os meus dias não voltaram a ser iguais. Uma parte de mim ficou no bloco operatório. Tive medo. Mas sempre tive esperança de que a partir daquele dia tudo seria mais fácil e mais leve. Não foi bem assim. Seguiram-se meses difíceis, complicações pelas quais não esperava. Mais consultas. Mais medicação. Fisioterapia. Mas dois anos depois posso dizer que, apesar de tudo, a vida é mais leve. As dores são muito menores. Quase inexistentes. Não está tudo bem. Não sei se algum dia ficará. Acho que já me habituei ao facto de que nunca serei uma pessoa totalmente normal. Mas será que há alguém que seja?

Finalmente começo a acreditar que a minha querida Endometriose me está a dar tréguas. Finalmente trago no peito a leveza de que, apesar de não trazer mais dentro de mim o meu útero, de estar em menopausa aos 33 anos, que tudo vai ficar bem!
Obrigada querido Agosto. Trouxeste-me a minha filha. Devolveste-me qualidade de vida. Trouxeste ao mundo a minha M. e também serás testemunha da minha ligação com ela, para toda a vida!

Sou grata 


Perdoa, mas não esqueças!

29 de julho de 2018


Querida filha,

​Um dia vais ser pisad​a​, maltratad​a​ e humilhad​a​. Um dia alguém te vai tirar o tapete e tu vais cair de cara no chão. Um dia alguém vai fazer com que te sintas tão pequen​a​ que até o ar te vai faltar. E sabes porquê? Porque será alguém que até esse dia te abraçou, elogiou e te sorriu. O teu tapete vai ser puxado de um momento para o outro, sem que nada o faça prever e quando tu menos estiveres à espera, por alguém que tu admiras e de quem gostas. E vai doer. Vai doer muito. E vais chorar, vais perguntar porquê imensas vezes mas nunca terás as respostas que precisas, porque há coisas que simplesmente não fazem sentido no mundo real.
Em algum momento irás pensar que a culpa foi tua. Que fizeste algo errado. Que se calhar a pessoa tem alguma razão. Mas queres saber uma coisa? Quando esse dia chegar e o tapete te for puxado por alguém de quem gostas, tu não tens culpa. Apenas apostaste as tuas fichas no cavalo errado. Apenas deste demais a quem pouco mereceria. E quando o tapete te for puxado e tu fores ao chão e ainda assim estiveres a ser pisada, estará a verdade a vir ao de cima. A verdade é que aquela pessoa simplesmente não merece o teu abraço.
Quando esse dia chegar, chora o que tiveres de chorar. Deixa o tempo passar e perdoa. Perdoa mas não esqueças. Perdoa para que tu consigas serenar e arrumar tudo numa gaveta para que não te estejas sempre a magoar. Mas não esqueças. Porque no dia que tu esqueceres vais baixar a guarda, vais voltar a abraçar e mais cedo ou mais tarde vais ficar novamente sem chão.
E se nesse dia eu ainda estiver cá, vem chorar no meu colo. Vem partilhar comigo o que sentes. O meu regaço será sempre teu!

Mamma Mia!

25 de julho de 2018

A semana passada aceitei o convite do Cinema City Portugal e fui à anteestreia do Mamma Mia. Confesso que já não me lembrava de ir ao cinema à noite e assim que recebi o convite fiquei super entusiasmada! Para não baralhar a logística habitual de um dia de semana deixei o homem e a cria em casa e convidei quem para ir comigo ao cinema? A minha Mãe, claro!

Aqui vos confesso que nunca tinha ido a uma anteestreia e a verdade é que achei toda a preparação muito bem conseguida. Não sei se viram mas fiz uns stories, no Instagram, do flash mob da Escola Ginástica Formação Acrobática que foi maravilhosa.

O filme está fantástico. Dá para rir, para cantar e em alguns momentos quase que salta uma lagrimita marota! O Mamma Mia 2 conta a história de como Donna conseguiu ultrapassar tudo na vida sozinha e grávida, sem o apoio da mãe. 

O filme traz-nos dois tempos diferentes. Por um lado fala-nos de Donna, que acaba de terminar a universidade e está pronta para conhecer o mundo sem um plano traçado. Na sua viagem acaba por conhecer três jovens com quem vive breves romances, e de um dos quais resulta a sua filha Sophie, nunca se chegando a saber quem é realmente o pai.  Num outro lado, o filme mostra-nos como vai a vida de Sophie, já em idade adulta, em que tenta concretizar o sonho da sua mãe Donna, tendo sempre o apoio dos seus três pais e descobrindo também ela que está grávida! 

Eu não vi o primeiro filme, por isso não vos posso dizer de qual gosto mais. Já li críticas que apontam para a opinião de que este está muito melhor do que o primeiro e já li precisamente o inverso. A verdade é que para terem a vossa opinião o melhor mesmo é irem ao cinema e verem o filme, enquanto atacam um balde de pipocas como eu fiz!