Procura-se: Bom Senso!

5 de agosto de 2017

Quem me lê e quem me conhece sabe que sou adepta da disciplina positiva, mas sabe também que não gosto de confundir este conceito com o de permissividade. Acredito que chegamos mais longe pelo amor, pelo diálogo e pelo entendimento. Mas também acredito que um Não num tom mais elevado e firme é importante. Se acredito que bater é solução? Se acredito que a questão "da palmada na altura certa" funciona. Não! Não acredito. Mas também sei que se há quem tenha a capacidade de nos levar aos limites são as crianças e também sei que há dias em que todo o diálogo do mundo é possível, mas há outros em que simplesmente não somos capazes. Porque acima de tudo somos humanos e como qualquer humano temos os nossos limites.

Como sei e sinto que é sempre possível melhorar, aprendendo novas estratégias para reagir às situações diárias que temos pela frente com os nossos filhos, gosto de seguir algumas páginas, alguns sites e de pertencer a alguns grupos sobre Disciplina Positiva e Educação Consciente. Ao longo destes últimos três anos tenho aprendido imenso e sinto que muito do que leio me ajuda bastante a melhorar a cada dia. Mas confesso que há uma coisa com a qual nunca saberei lidar. Por mais que me esforce não suporto fanatismos, extremismos e apenas preto ou branco. Tudo tem um contexto. Tudo tem e deve de ser analisado dentro desse mesmo contexto porque não o sendo vamos cair no erro das conclusões precipitadas. 

Li recentemente num destes espaços online um desabafo de alguém que viu uma mãe dar um estalo ao filho e se sentiu incomodada. Sinceramente quero acreditar que uma situação destas incomoda qualquer pessoa. Mas o que vi a seguir, nas respostas deixadas a este desabafo, para mim foi aterrador. Foram várias as pessoas a sugerir que se fizesse queixa na polícia ou na CPCJ sobre aquela mãe que tinha dado um estalo ao filho. Deixaram-se em forma de comentários leis e artigos que indicavam que teria sido um crime e que a pessoa que viu, ao não fazer nada, estava a ser cúmplice. E eu pergunto-me: como é que uma queixa poderia ajudar numa situação destas? Não estaremos a passar de um extremo ao outro? 

Volto a frisar que não acho que bater seja solução para nada. Acho mesmo que não resolve nada e é uma forma de humilhação. Mas acho também que para tudo tem de prevalecer o bom senso e se eu vejo alguém a agir de forma menos correcta com outra pessoa, seja criança ou não, o que eu devo fazer é tentar conversar com aquela pessoa e explicar-lhe que sei que está a fazer o seu melhor, mas que há outras formas de o fazer. A Disciplina Positiva não pode acabar na educação das crianças. Eu não posso querer tratar as crianças de forma empática e depois ser uma besta para os adultos que me rodeiam. Eu não posso nem tenho o direito de estragar a vida a ninguém, com uma queixa em lado nenhum, se não conheço o contexto e se não me consegui primeiro conectar com aquela pessoa e perceber as suas reais motivações.

"Conection before correction"

"O que acontece quando tentamos corrigir alguém com quem não temos ou não criámos conexão? Pensem como reagiriam se num acto de injustiça praticado por vocês, alguém viesse criticar? Se essa pessoa que vem criticar fosse alguém que não vos conhece ou com quem não se dão muito bem...? A tendência nesta altura é entrarmos em modo de sobrevivência... O nosso cérebro tem uma parte que é primitiva, responsável pelas situações de sobrevivência, que é activada quando nos sentimos ameaçadas... É muitas vezes esta parte que faz com que "saltemos" em cima de quem pratica a injustiça... mas também faz com que entremos na defensiva se alguém "saltar" em cima de nós... Portanto, se num processo de resolução de conflitos, o que usamos é a nossa parte primitiva do cérebro, corremos o risco de esquecer (ou de não conseguir pôr em prática) tudo o que o nosso cérebro desenvolvido aprendeu ao longo da vida." BC - Disciplina Positiva

Sinto que ainda tenho muito para escrever sobre estas situações e sobre os extremismos com que nos deparamos nos últimos tempos. Mas hoje fico-me por aqui, salientando que a Disciplina Positiva pode mesmo ajudar-nos a levar a educação dos nossos filhos de forma mais serena e mais prazerosa para todos. Mas que, tudo o que é levado ao extremo não pode ser benéfico. Os brócolos são fantásticos e ótimos para a saúde, mas se eu só comer brócolos durante um mês o resultado é capaz de não ser bonito! 

As voltas da vida!

2 de agosto de 2017

Há precisamente um ano estava a fazer as malas e o que me esperava era tudo menos uma semana de férias. Se até àquele dia nunca tinha sentido medo ali foi diferente. As complicações em cirurgias de Endometriose são muito raras [desde que os médicos saibam o que estão a fazer!] e felizmente não conheço nenhum caso que tenha terminado no bloco operatório. Mas quando se tem uma filha nos braços, com menos de dois anos, é inevitável não ter medo. É inevitável não pensar "e se alguma coisa corre mal e eu não volto a acordar?". Como será a vida dela? Estará ela preparada para viver sem mim? 

Sei que não seria a primeira nem seria a única, tenho plena confiança que o pai daria conta do recado, com mais fatos de treino e menos laços, mas sempre com muito amor, e sei que a rede que nos suporta não lhe fecharia os braços. Mas o meu coração de mãe foi pequeno. Por ela. Por mim. Por nós.

Quando a decisão de fazer esta cirurgia foi tomada em conjunto com o meu médico, sabia e tinha a consciência de que era o melhor para mim, para a situação grave em que se encontrava a minha Endometriose e para evitar complicações maiores no futuro. Mas foi também das decisões mais difíceis que tomei até hoje. A verdade é que mesmo sabendo que foi a decisão acertada, há dias em que ainda me custa a acreditar que há um vazio dentro de mim e que não poderei mais gerar vida dentro do meu corpo. E o que custa mais ainda a aceitar é que mesmo depois de uma cirurgia complicada, de vários dias de internamento, de mais de um mês de recuperação e de fisioterapia, ainda não estou a 100%. Será que algum dia ficarei?!

Sou e sempre fui uma pessoa positiva, que consegue rir e fazer humor negro com tudo o que esta doença envolve e nunca fui narcisista ao ponto de me focar apenas nisto e de deixar de ser grata por tudo o que de bom a vida me dá. Mas há dias, como qualquer ser humano, em que também eu baixo a guarda, em que também eu preciso de colo, em que também eu choro e em que também eu preciso de um porto de abrigo que me diga "estou e estarei aqui, independentemente de tudo!".

Como em tudo na vida acho que só quem passa pelas situações consegue avaliar o peso que elas comportam e mesmo assim, é sempre relativo e muito pessoal. Porque a forma como cada um de nós sente determinada situação tem muito a ver com o nosso Eu e com as nossas vivências e experiências anteriores. Sei que não é o facto de não poder ter mais filhos biológicos que me impede de ter mais filhos, mas sei também que a adopção [que já tantas vezes me foi sugerida!] não é como ir ali ao supermercado. E não pode nunca ser uma forma de compensar seja o que for.

Enquanto presidente da Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose passo os dias a dizer que é possível, a transmitir a mensagem de que somos capazes, de que conseguimos superar tudo.  E acredito mesmo nisso. Mas eu também sei que Viver com Endometriose não é fácil. Não só pelas sequelas que ela deixa no nosso corpo, não só pelos sonhos que nos faz deixar pelo caminho mas também porque vivemos ainda numa sociedade com pouca consciência e com pouca sensibilidade sobre esta realidade. E se houve uma coisa que a menopausa precoce me trouxe foi falta de paciência para pessoas sem noção e que falam do que não sabem com ar desdém, porque afinal "não se morre de Endometriose!".

Não posso terminar este desabafo sem agradecer a quem, independentemente de tudo, está sempre aqui, ao meu lado, e a quem mesmo não compreendendo totalmente o que tudo isto implica sabe estar presente e sabe abraçar com um sorriso ou com uma palavra de conforto. Obrigada ♥

Bolo de nozes e limão

27 de julho de 2017

Este ano queria ser eu a fazer o bolo de aniversário para a minha avó e ofereci-me para essa tarefa. Como sempre, quando queremos fazer alguma coisa linda, maravilhosa e vistosa sai sempre um bocadinho ao lado. O bolo ficou com um aspecto péssimo. Nada bonito e nada atrativo, muito menos para bolo de aniversário. Mas a verdade é que em termos de sabor ficou perfeito, e pelo que consta não sobrou uma migalha para contar história e é por isso que hoje vos trago a receita. Talvez o segredo tenha sido o facto de ter sido feito por mim e pela Bianca e com muito amor para a avó "Té". Experimentem ♥

Ingredientes: 
Casca de 1 limão
100gr de nozes
100gr de amêndoas 
6 ovos
1 "iogurte" vegetal
2 clh/sopa de azeite
100gr de mel
100gr de açúcar de coco
100gr de farinha
1 clh/chá de fermento

Preparação na Bimby:
Pré-aquecer o forno a 180º. Retirar toda a parte amarela da casca de 1 limão e colocar no copo. Usar o turbo até ficar praticamente desfeito. Adicionar as nozes e as amêndoas e transformar em farinha usando o turbo e reservar. Colocar os ovos inteiros, o açúcar e o mel no copo e programar 2 minutos na velocidade 4. Adicionar o iogurte e o azeite e voltar a programar 1 minuto na velocidade 4. Juntar a farinha e o fermento, programar 1 minuto na velocidade 3. Juntar a farinha de nozes com o limão, programar 1 minuto na velocidade 3. Cobrir uma forma com papel vegetal, deitar a mistura e levar ao forno por cerca de 30 minutos, até estar cozido.

Ingredientes da cobertura:
1 tablete de chocolate 85% cacau
2 Clh/sopa de óleo de côco
2 Clh/sopa de geleia de milho

Preparação
Colocar tudo num tacho em lume muito baixo e ir mexendo até derreter o chocolate e ficar homogéneo. Só fiz a cobertura depois do bolo estar frio. Depois é só espalhar, da forma que mais gostarmos por cima do bolo.


Alguns ingredientes que costumo utilizar, clicar nas imagens para informações sobre os produtos:

Limpeza, sem químicos ♥

16 de julho de 2017

Não sou propriamente uma dona de casa que goste do conceito de gata borralheira, mas a verdade é que adoro limpeza. Gosto de ter tudo arrumado e limpo e faz-me confusão quando não consigo manter a casa dentro do que considero aceitável. Desde que a Bianca nasceu que conseguir o feito de manter uma casa limpa e imaculada se tornou bem mais complicado, não só porque o tempo é mais curto, ela também suja [e bem!], mas também porque nunca conseguia limpar bem com ela por perto com receio que mexesse nos detergentes. 

Quem me segue há mais tempo sabe que sou portadora de Endometriose e uma das descobertas que fiz nas minhas pesquisas sobre o assunto é que a evolução e progressão da doença podem estar relacionadas com as dioxinas e com os químicos com que todos os dias contactamos. Depois de ver o documentário EndoWhat?, onde este facto é bastante enfatizado, fiquei ainda mais curiosa sobre estas questões e comecei a procurar produtos com mais qualidade neste sentido. Foi assim que o doTerra entrou na minha vida. Falei disso NESTE post. 

Uma das mudanças que fiz nos últimos tempos foi a utilização de dois dos óleos na limpeza da casa. Costumava usar Pronto sabão [ou outros de outras marcas que estivessem em promoção!] para limpar os móveis e o chão, e deixei de o fazer. Agora os móveis são limpos com água e umas gotas de óleo essencial de limão. Para além de o aspecto da madeira ficar muito melhor do que com os detergentes, a casa fica com um cheiro muito mais fresco, que adoro e assim não utilizo nenhum químico para o efeito. Basicamente coloco água numa bacia e deito duas ou 3 gotas do óleo. Depois é ir lavando o pano que utilizo nessa água. Nas divisões em que o chão é de madeira, utilizo o mesmo processo!

Para além das madeiras decidi também começar a limpar todo o chão da casa sem produtos químicos. Encho o balde de água, coloco meio copo de vinagre, coloco uma colher de sopa de bicarbonato de sódio, 3 gotas de óleo essencial Lemon e 2 de Lavander. O chão fica impecável, deixou de ficar manchado e a casa fica super perfumada. Melhor é impossível ♥

Como muitas das leitoras pediram, comecei a fazer venda directa dos óleos. 
Mais informações e encomendas para: maecomotu.doterra@gmail.com

Preços
Lavander 15ml: 32.50€ [portes de envio em correio normal incluídos]
Lemon 15ml: 17,00€ [portes de envio em correio normal incluídos]