Bolo de Laranja e Cacau

27 de abril de 2017

Este bolo já é um clássico cá por casa e já fui partilhando várias fotos dele na página do facebook mas ainda não tinha partilhado a receita aqui no blogue. A conjugação entre a laranja e o cacau surpreende-me sempre. Acho que casam perfeitamente. Não gosto de fazer bolos grandes porque como uso o mínimo de gordura possível acabam por se manter pouco tempo fofinhos [como eu adoro!] mas mesmo assim, o exemplar da foto saiu do forno ontem pelas 19h00 e hoje às 9h30 da manhã já não existia! A história dos bolos nesta casa é quase sempre esta! Quando duram mais do que 24h é sinal que a receita precisa de ajustes!
Nesta receita usei 50gr de açúcar mascavado porque divido por todo o bolo não me parece nada de significativo. Se quiserem eliminar totalmente o açúcar adicionem um pouco mais de mel ou substituam por uma pasta de tâmaras.

Ingredientes:
Raspa de 1 laranja
100gr de flocos de aveia
100gr de nozes
50gr de farinha
50 de açúcar mascavado [ou açúcar de côco]
1 Clh/sopa de mel 
10gr de cacau
1 Clh/chá de fermento
100gr de bebida vegetal
4 ovos
5gr de azeite

Preparação Bimby:
Pré-aquecer o forno a 180º. Colocar a aveia e as nozes no copo da Bimby, dar dois ou três toques de turbo para transformar em farinha e reservar. Colocar a casca da laranja [retiro com um descascador de cenouras para usar só a parte laranja] e o açúcar no copo, dar dois ou três toques de turbo, empurrar tudo para o fundo com a espátula e repetir. Adicionar os ovos, o mel, o azeite e a bebida vegetal. Programar 30seg na vel.6. Adicionar a farinha de aveia/nozes e o fermento. Programar 30seg na vel.6. Adicionar a restante farinha e programar mais 30seg na vel.6. Forrar uma forma pequena [de bolo inglês por exemplo] com papel vegetal/manteiga e verter praticamente todo o preparado. Juntar o cacau ao preparado que ficou no copo e programar mais 30seg na vel.6. Verter a restante mistura para o centro do que já se encontra na forma. Levar ao forno cerca de 20-30 minutos até estar cozido!

Alguns dos ingredientes que uso:

Tempo

23 de abril de 2017

Recebo muitos comentários onde me perguntam como é que consigo ter tempo para fazer tantas coisas caseiras [panquecas, bolos, bolachas, doces], para cuidar de uma casa grande [que ando em modo limpezas de Primavera e destralhanço!], para brincar tanto com a miúda, e mais recentemente por ainda ter começado a caminhar quase diariamente, durante no mínimo 1h00. 

A verdade e que é às vezes me faço também a mesma pergunta. Se por um lado quero sempre fazer mais, passear mais com a pequena, fazer actividades diferentes com ela, escrever mais para o blogue, retomar os vídeos para o youtube, fazer mais trabalho para a minha Associação, escrever um livro, ter a casa ainda mais limpa e arrumada e fazer algumas mudanças/obras, por outro lado, há dias em que chego ao fim do dia sem noção de como começou esse dia. Parece que já passou tanta coisa, que já fiz tantas actividades, que já nem se trata do mesmo dia!

Ainda há dias falava sobre isso mesmo. Da sensação de ter o cérebro sempre a mil. A pensar em várias coisas em simultâneo. De nunca desligar. De quando ela dorme um bocadinho mais de manhã começar logo a trabalhar para aproveitar. De até quando vou ao wc levar o telemóvel para responder a mensagens ou mails. De não ter aquela sensação de aborrecimento por não ter nada para fazer. HÁ sempre alguma coisa por fazer e às vezes tenho mesmo de me forçar a não fazer! 

Mas acho que esta parte tem mesmo a ver com os dias de hoje e com a nossa sociedade. Não seremos todos um bocadinho assim? Não andaremos sempre todos a querer fazer ainda mais, aprender ainda mais, estudar mais, mudar mais [a nós ou ao mundo!]? Não acabamos todos por estar sempre ligados e sempre em modo ON? 

Lembro-me de ser miúda e de ter escrito um texto sobre as minhas férias de sonho. Devia andar no 7.º ou 8.º ano e escrevi que as minhas férias de sonho seriam numa praia com o meu pai e com a minha mãe, mas que o meu pai não podia levar o telemóvel. Isto já foi há uns 20 anos. Imaginem o que não dizem ou sentem os nossos filhos nos dias de hoje? Penso nisto muitas vezes, e tento, a sério que tento, não atender/fazer chamadas quando estou com ela, não estar sempre a ver ou responder a msg ou emails. Mas nem sempre é fácil. 

Tenho uma amiga querida que escreveu um livro que se chama A Vida do Sr. Tempo e me ensinou que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso maior pesadelo. Mas a verdade é que o tempo é sempre determinado pelos nossos sentimentos e nunca pelo relógio! 

Herdade do Moinho Novo

20 de abril de 2017

Quem me lê no Facebook sabe que volta e meia partilho coisas e deixo no ar que vou escrever e aprofundar aqui no blogue. Mas depois há assuntos que ficam esquecidos e partilhas que queria mesmo fazer e acabam por nunca acontecer. Os dias que passámos na Herdade do Moinho Novo são exemplo disso. Estivemos lá duas noites em Dezembro [isso, o ano passado!] e ainda não tinha tirado um bocadinho para partilhar essa experiência maravilhosa convosco. 

Quando vou para estes locais começo logo a imaginar-me com uma vida assim, no meio na natureza, onde só se ouvem os passarinhos e penso "acho que era a minha cara". Mas depois quando vou a Lisboa começo a pensar "Eu amo esta cidade, as potencialidades, os eventos, a acessibilidade. Um dia ainda nos mudamos para cá!". E pronto! Esta sou eu! A bipolaridade em pessoa! Isto a bem ser, era ter uma casinha em cada sítio e passar 15 dias no campo, 15 dias na praia, 15 dias na cidade agitada, 15 dias na cidade Natal. Mas pronto, só nasci bonita, não dava para ser também rica!

Voltando à Herdade do Moinho Novo, que é "uma unidade turística de Luxo no concelho do Montijo," composta por 8 casas completamente integradas na paisagem. "Em cada uma das casas os hóspedes são transportados para um ambiente distinto". Quando fizemos a reserva não escolhemos a casa e a que nos calhou foi a Casa Belle Époque. "As cores sóbrias, o requinte em cada pormenor, fazem da Belle Époque a casa onde a harmonia e a extravagância decorativa reinam". O denominador comum a todas as casas é o duche envidraçado com uma vista de cortar a respiração.

"Dotada de uma beleza natural e paisagística de grande atratividade, toda a propriedade foi convertida ao modo de produção biológica, em 2004. As Casas do Moinho Novo estão inseridas numa exploração agrícola convidativa à participação livre no programa dos afazeres diários da quinta, sobretudo no contacto com os animais que simpaticamente recebem quem os visita. O contacto com a fauna e a flora local convidam-no a caminhar, a passear de bicicleta, a montar a cavalo ou, para os mais aventureiros, a desbravar o montado de jipe."


Durante a estadia temos livre acesso aos animais e podemos alimentá-los, tocar-lhes ou simplesmente contemplá-los. Podemos ainda participar nas atividades da quinta e andar de trator. Escusado será dizer que esta foi a parte favorita para todos nós.

Apesar do sol nos ter brindado durante a nossa estadia, em Dezembro estava frio, e por isso não experimentámos a piscina. Ainda arriscámos enfiar-nos os três numa canoa, mas vimos a coisa a correr mal em três tempos, devido ao excesso de excitação da princesa, e acabámos por desistir! Se fosse Verão e estivessem mais pessoas por perto, acho que arriscaríamos mais um bocadinho!

Resumindo e concluindo, é um lugar fantástico para uns dias longe de tudo e de todos. Só há acesso ao WiFi na chamada Casa Mãe [onde é servido o pequeno almoço], e a rede de telemóvel é bastante reduzida, por isso mesmo até a nossa net móvel acaba por ser limitada. Eu sobrevivi muito bem, a Bianca melhor ainda, mas o marido ia tendo alguns colapsos nervosos quando precisou mesmo de resolver assuntos urgentes de trabalho.


Quando vos partilho estes locais, algumas seguidoras colocam a questão "então e o preço?", o preço depende sempre do bolso de cada um, como é óbvio. No que toca à relação qualidade/preço, parece-me justo. Nós raramente vamos uma semana seguida de férias, já não me lembro quando é que isso aconteceu, na loucura vamos 5 dias seguidos, e por isso, de vez em quando fazemos estes retiros de 2 dias e podemos gastar um pouco mais em sítios que realmente nos parecem valer a pena. Um dos truques que usamos é sempre pesquisar em sites como o Odisseias ou o Booking e encontramos sempre preços mais simpáticos do que comprando directamente nos sites. 

Doce de Morango

19 de abril de 2017

A pequena donzela da casa tem andando de amores pela manteiga. Por ela, se eu deixasse, comia manteiga à colher, directamente do pacote. Por cá usamos a Matinal, que é a única que eu suporto o cheiro [sim, sou daquelas enjoadas que tem náuseas a sério, com o cheiro da manteiga!] e é também a única que eu consigo comer [mas só em pão torrado, derretida!]. Embora não tenha nada contra o facto de se comer manteiga uma ou duas vezes por dia, gosto de lhe dar alternativas. Como sabem cá em casa não há pão com tulicremes, nem nutelas, nem nada dessas coisas. Na loucura, há com manteiga de amendoim caseira. Ontem achei que podia variar mais um pouco e decidi fazer um doce de morango. É das coisas mais simples de fazer e não dá trabalho nenhum. Depois de feita coloquei em dois frascos de vidro e fechei a vácuo, ainda quente. Depois de frio, coloquei no frigorifico! Não deve durar muitos dias, mas penso que aguenta perfeitamente uma semana ou mais no frio!

Ingredientes:
400gr de morangos
1 Clh/sobremesa de mel
1 clh/chá de Ágar-ágar 

Preparação na Bimby:
Colocar os morangos e o mel no copo, programar 10m, velocidade colher, temperatura 100º. Quando faltarem 2 minutos para o tempo final, adicionar o ágar-ágar. Para finalizar, 30segundos na velocidade 7. 

Preparação Tacho:
Colocar os morangos e o mel num tacho. Ligar o lume no mínimo e ir mexendo. Quando estiver tudo no estado líquido, e começar a ferver, adicionar o ágar-ágar. Para finalizar, passar tudo com a varinha mágica. No tacho dá mais trabalho, para não levar água temos de estar sempre sempre a mexer para não agarrar!